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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

ASAE fecha durante dois meses o Refeitório do Parlamento


O refeitório da Assembleia da República vai fechar durante dois meses para se fazerem "obras de modernização" na cozinha, alvo de uma acção da ASAE, não autorizada pelo Parlamento, há cerca de dois anos.

A secretária-geral da Assembleia da República, Adelina de Sá Carvalho, deu esta informação hoje na conferência de líderes, a par de outras sobre as obras que vão decorrer até final do ano na Sala de Sessões do Parlamento.

Em declarações aos jornalistas, Adelina de Sá Carvalho explicou que a ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica esteve "há cerca de dois anos" na Assembleia para uma acção inspectiva "ao concessionário do refeitório" do edifício antigo do Parlamento.

"Sem ser a nosso convite", sublinhou.

A cozinha do refeitório do velho edifício de São Bento tem "mais de 40 anos" e precisa de ser modernizada, pelo que a ASAE fez uma série de recomendações que estão a ser postas em prática, aproveitando as obras em curso.

Todas as recomendações da ASAE, segundo Adelina de Sá Carvalho, estavam já previstas nos cadernos de encargos para as obras em curso até final do ano.

A secretária-geral da Assembleia garantiu que as questões levantadas pela ASAE são "de pormenor" e deu dois exemplos: as torneiras não deverem ser accionadas pelas mãos e o sistema de recolha de lixos.

Uma acção inspectiva da ASAE à Assembleia da República, ressaltou Sá Carvalho, seria impossível dado "tratar-se de um órgão de soberania".

Depois desta afirmação de Adelina Sá Carvalho, apetece dizer "afinal uns são filhos e outros são enteados?" Só porque são um órgão de soberania a ASAE não pode inspeccionar aquilo que lhe compete? Com que moral depois podem exigir do povo, se o exemplo que deveria vir de cima está protegido pela legislação e o Zé Povinho, vulgo empresas no geral estão ao "Deus dará"!

Que anda a pensar o legislador quando inventa estas leis?

2 comentários:

João Pereira disse...

De caminho podiam fechar o governo! (ouvi dizer)

João Pereira disse...

... E já agora o parlamento todo! Pode ser?!