Vejam aqui 3 interessantes videos em que Matt Dillahunty refuta de uma forma exemplar a moralidade do Deus da Bíblia.
terça-feira, 30 de junho de 2009
O melhor programa de TV do Texas
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Fátima e o Sol
O local "sagrado", mais conhecido por Fátima, é um centro de devoção para a comunidade Católica. A importância desse local "sagrado" foi únicamente sustentado pelas "visões" de Lúcia e com a conivência inicial dos seus primos Francisco e Jacinta, os quais por alguma razão desconhecida morreram. Realmente aparecem Virgens Marias em todo o lado, ainda esta manhã vi uma na minha torrada, porém o Vaticano por alguma razão especial decidiu dar crédito à de Fátima. Há umas semanas atrás houve um rumor na Índia de que a imagem da Nossa Senhora iria surgir no Sol, resultado - 50 pessoas sofreram lesões graves na retina. Mas isto foi só um pequeno aparte. Na versão oficial do Vaticano dizem-nos que o milagre do sol foi igualmente presenciado por cerca de 70.000 pessoas.
A 13 de Outubro de 1917 estavam mais de 70 000 pessoas reunidas na Cova da Iria, em Fátima, Portugal. Tinham vindo presenciar um milagre que tinha sido anunciado pela Virgem Maria a três jovens visionários: Lúcia dos Santos e os seus dois primos, Jacinta e Francisco Marto […] Pouco depois do meio-dia, a Nossa Senhora apareceu aos três visionários. Quando estava prestes a partir, apontou para o Sol. Lúcia repetiu o gesto, emocionada, e as pessoas olharam para o céu […] Depois, uma onda de terror varreu a multidão porque o Sol parecia romper-se dos céus e esmagar as pessoas horrorizadas […] Justamente quando parecia que a bola de fogo iria cair e destruí-los, o milagre parou e o Sol reassumiu o seu lugar normal, brilhando pacífico como nunca.
Pronto estou rendido aos factos, o número de testemunhas é mesmo impressionante!! Mas esperem aí!! Todos nós vivemos num sistema solar só com um único sol (mesmo aqueles que vivem com a cabeça na Lua), esse sol é o mesmo que nos ilumina todos os dias desde há vários milhões de anos. Em 1917 o Sol que andou para ali a rodopiar no Céu era o mesmo que aquecia e iluminava muitas outras centenas (ou milhares) de milhões de pessoas. Tinha de ser o mesmo!! Então porque é que só 70.000 pessoas o viram rodopiar!? Para os vários milhões de pessoas que eram iluminados pelo mesmo Sol, teve de ser criado um milagre ainda maior do que aquele que foi criado na Póvoa de Sta. Íria, ou seja, o milagre da ilusão do não movimento do Sol. Grande Virgem Maria Mãe de Deus, afinal criasteis 2 milagres em 1. Aguentem aí!! Mas o milagre maior foi o da Virgem ter andado a brincar com o Sol e mesmo assim ter conseguido com que o nosso sistema solar não se tivesse desintegrado. É obra!! Temos mulher!! Acrescente-se mais um milagre, ou seja, totalizamos assim com 3 milagres em 1.
Em 1917, a Virgem Maria ainda conseguia pousar nas copas das árvores e brincar com o Sol, mas desde essa altura tem tido muito pouca energia vejo-a sempre muito quieta embora esteja sempre de pé, as pessoas acenam-lhe e ela nem sequer retribui o aceno, para andar tem de ser sempre carregada em ombros, tem sempre a mesma expressão no rosto (muito bem conservado apesar de tudo) é o que dá quando já temos dois milénios de vida. Dêem a reforma à Santíssima Senhora e deixem-na descansar em paz! De preferência em dinheiro vivo, mas se for em géneros que sejam em ouro, muito ouro!!
domingo, 19 de abril de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Países menos religiosos são socialmente mais avançados
Transcrevo abaixo o excelente artigo escrito por Abbadon no Ceticismo.net.
"O que seria de nossas sociedades se Deus simplesmente não existisse para grande parte da população?
Essa foi uma das perguntas que o sociólogo norte-americano Phil Zuckerman certamente tinha em mente ao dar início à sua mais recente pesquisa, que o levou a morar por mais de um ano na Escandinávia, especificamente na Dinamarca e na Suécia. Na bagagem, levava uma pergunta desafiante: como esses dois países, considerados os menos religiosos do mundo em todas as pesquisas prévias, podiam ser os que possuíam os mais altos índices de qualidade de vida, com economias fortes, baixas taxas de criminalidade, alto padrão de vida e igualdade social (em resumo, “contentment”, contentamento, satisfação, como ele chamou no subtítulo de seu livro)?
Zuckerman tinha ainda outro objetivo, mais localizado. Segundo ele, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, a maioria de seus conterrâneos norte-americanos “pensa que qualquer sociedade que deixa de louvar a Deus ou de colocá-Lo no centro de sua cultura será condenada”, ou que “sem uma religião forte, um país se desintegrará no caos, no crime e na imoralidade”. Assim, entrevistando 150 cidadãos dinamarqueses e suecos, ele quis mostrar que, mesmo sem Deus, “é possível que uma sociedade seja forte, saudável, moral e próspera”.
O resultado de sua viagem foi recém publicado em livro, pela New York University Press, intitulado “Society Without God – What the Least Religious Nations Can Tell Us About Contentment” [Sociedade sem Deus – O que as nações menos religiosas podem nos dizer a respeito da satisfação].
Phil Zuckerman é sociólogo, com mestrado e Ph.D. em Sociologia pela Universidade do Oregon. Atualmente, é professor do Pitzer College, em Claremont, no sul da Califórnia.
Também é autor de “Sex and Religion” (Wadsworth, 2005), “Invitation to the Sociology of Religion” (Routledge, 2003), “Du Bois on Religion” (Alta Mira Press, 2000) e “Strife in the Sanctuary: Religious Schism in a Jewish Community” (Alta Mira Press, 1999), dentre outros.
Em sua página no site do Pitzer, está publicado um dos principais artigos de Zuckerman, intitulado Ateísmo: Taxas e Padrões em que ele analisa detalhadamente diversos dados sobre o ateísmo contemporâneo (em inglês). Esse texto faz parte do livro “The Cambridge Companion to Atheism“, organizado por Michael Martin (Cambridge University Press, 2007).
A entrevista:
IHU On-Line – Como você realizou a sua pesquisa na Escandinávia? Qual foi a sua intenção e as suas principais descobertas?
Phil Zuckerman – A maioria dos norte-americanos pensa que qualquer sociedade que deixa de louvar a Deus ou de colocá-Lo no centro de sua cultura será condenada – e que, sem uma religião forte, um país se desintegrará no caos, no crime e na imoralidade. Eu quis mostrar que isso não é necessariamente verdade. Eu quis mostrar aos meus conterrâneos norte-americanos que é possível que uma sociedade seja relativamente irreligiosa e, ainda assim, forte, saudável, moral e próspera.
Há mais ou menos quatro anos, a Cambridge University Press [editora universitária] me pediu para escrever um capítulo de um livro a respeito de quantos ateus existem no mundo. Então, eu passei cerca de seis meses procurando por todas as pesquisas nacionais e internacionais que eu pudesse encontrar. No fim, as pesquisas mostraram que a Dinamarca e a Suécia são, talvez, os países mais irreligiosos do mundo. Muitas pessoas, na Dinamarca e na Suécia, dizem acreditar em Deus, mas muito poucas dão importância a essa crença. Muito poucas pessoas rezam a Deus, ou acreditam que o Deus literal da Bíblia é real, ou acreditam que a Bíblia é divina.
Esses países têm os menores índices de crença na vida após a morte, na ressurreição de Jesus, no céu e no inferno etc. Além disso, têm os menores índices do mundo em termos de participação semanal na igreja. E mesmo assim, apesar de tudo isso, estão entre as sociedades mais prósperas, igualitárias, civilizadas e humanas da Terra. Quando olhamos os níveis de sucesso social, da alfabetização à expectativa de vida, da igualdade de gênero aos padrões ambientais, da saúde à democracia, da criminalidade aos cuidados com os mais velhos e com as crianças, as nações da Dinamarca e da Suécia estão no topo da lista.
Em resumo, a Dinamarca e a Suécia provam que é possível que as sociedades sejam relativamente não-religiosas e ainda assim muito honestas e boas. Eu quis que os meus conterrâneos norte-americanos soubessem disso.
Para entender melhor a falta de religião na Escandinávia, assim como melhor compreender a cultura de lá, eu vivi na Dinamarca durante 14 meses, em 2005-2006. E, durante esse tempo, eu realizei 149 entrevistas em profundidade com dinamarqueses e suecos de todas as classes sociais. Essas entrevistas me permitiram ir mais fundo do que os dados das pesquisas e realmente tentar entender o secularismo escandinavo.
Minhas descobertas principais: dinamarqueses e suecos são, de fato, muito seculares. E, mesmo que eles não tenham crenças religiosas fortes, geralmente são muito satisfeitos. Não acreditam na vida após a morte, mas mesmo assim eles ainda levam vidas repletas e valiosas. E não acham que exista um “significado religioso último” para a vida, e mesmo assim eles ainda aproveitam o seu tempo aqui na Terra e fazem o melhor que podem com ele. Finalmente, eu tentei entender por que essas nações são tão contrárias à religião e em que sentido elas são diferentes dos Estados Unidos no que se refere à religião e à cultura política.
IHU On-Line – Em que sentido a falta de religião está ligada à satisfação das sociedades da Dinamarca e da Suécia?
Phil Zuckerman – A Dinamarca está no topo de todas as pesquisas internacionais que se referem à felicidade. A Suécia também está bem lá em cima. Os dinamarqueses e os suecos parecem ser pessoas razoavelmente satisfeitas. Isso está ligado à falta de religião deles? É difícil dizê-lo. É ainda mais difícil prová-lo. Eu não acho que uma falta de religião, por si só, faça com que os dinamarqueses e os suecos se sintam felizes ou satisfeitos. Pelo contrário, nós só temos que notar que a falta de religião ou a falta de uma conexão forte com Deus parece não levar ao desespero, à depressão, à tristeza ou à apatia. Em outras palavras, a falta de uma fé forte não causa necessariamente a felicidade, mas também não é uma barreira ou um impedimento.
IHU On-Line – Você não concorda que, de certa forma, essas sociedades alcançaram esse bem-estar social por um substrato cristão de raízes antiqüíssimas? O inconsciente coletivo cristão que acompanhou o desenvolvimento dessas sociedades não teve importância nesse sentido?
Phil Zuckerman – Definitivamente. Não se questiona que certos valores cristão, ao longo dos séculos, ajudaram a dar forma a esses estados de bem-estar social. Não se questiona que os ensinamentos de Lutero tiveram o seu papel, assim como a visão religiosa de Grundtvig [1]. Entretanto, devemos ser cuidadosos por diversas razões.
Primeiro, aqueles que construíram o estado de bem-estar social tendiam a ser democratas sociais seculares, que eram, muitas vezes, anti-religiosos. Não foram os dinamarqueses e suecos fortemente religiosos que construíram o estado de bem-estar social. Então, parece um pouco injusto dar muito crédito ao cristianismo, quando foram os dinamarqueses e suecos seculares que verdadeiramente criaram as nações modernas e prósperas da Dinamarca e da Suécia que nós hoje admiramos.
IHU On-Line – Em uma sociedade religiosa, os valores humanos estão baseados em uma concepção que vai além do próprio humano, chegando a Deus. Em que estão baseados os valores humanos em uma sociedade irreligiosa?
Phil Zuckerman – Simples: no valor fundamental da vida humana. Os dinamarqueses e os suecos têm um respeito muito forte pela dignidade humana. Eles criaram sociedades com as menores taxas de pobreza do mundo, as menores taxas de crimes violentos do mundo e o melhor sistema de educação e de saúde do mundo. Eles fizeram isso não como uma tentativa de agradar ou alcançar Deus, mas porque vêem um valor manifesto na vida humana e acreditam que o sofrimento é um mal em e além de si mesmo.
Não é necessário acreditar em Deus para acreditar na justiça. De fato, se poderia argumentar que aqueles que acreditam fortemente em Deus podem ser mais indiferentes e assumir que “tudo está nas mãos de Deus”, enquanto que os seculares sabem que a possibilidade de construir uma vida e um mundo melhores está nas mãos deles e apenas deles. Então, os dinamarqueses e os suecos contaram apenas com o seu próprio esforço – não com orações a Deus.
IHU On-Line – Podemos assumir que uma sociedade irreligiosa não é a garantia do inferno na terra. Porém, quais seriam suas principais limitações e problemas sociais? Quais seriam suas causas?
Phil Zuckerman – Nenhum país é livre de problemas. Nenhuma sociedade é livre de quaisquer erros ou fraquezas. Sim, existem problemas na Dinamarca e na Suécia. Mas eu diria que, independentemente de quais sejam esses problemas, eles comumente são piores em qualquer outro lugar. Quais limitações ou problemas podem surgir em sociedades seculares? Eu não posso dizer com certeza. Eu não tenho resposta.
IHU On-Line – Em seu livro, você afirma que uma “sociedade sem Deus não é apenas possível, como também pode ser moral, próspera e completamente agradável”. Essa é apenas uma constatação ou também uma sugestão? Sua intenção é defender e propor uma sociedade ateísta?
Phil Zuckerman – Eu não tenho nenhum desejo de propor uma sociedade ateísta. Eu acho que a religião pode ser uma coisa boa e moral. Eu acho que a religião oferece histórias e rituais maravilhosos, que os líderes religiosos ajudam as pessoas durante tempos difíceis ou nos ritos de passagem e que a religião – como qualquer criação humana – pode, às vezes, ser uma força potencial do bem no mundo. Eu não estou recomendando que as sociedades se tornem seculares. Eu estou simplesmente tentando mostrar ao mundo que o secularismo não é um mal em ou além de si mesmo, que a religião não é o ÚNICO [sic] caminho para se criar uma sociedade saudável e que precisamos reconhecer que as nações mais religiosas hoje são as mais caóticas, miseráveis e corruptas, e a tendência é que as sociedades menos religiosas hoje sejam as mais estáveis, seguras e humanas. As pessoas podem fazer o que quiserem com essas informações.
IHU On-Line – Na sua opinião, qual a explicação para a grande maioria da população que se considera religiosa em países como o Brasil? Seríamos menos “satisfeitos”?
Phil Zuckerman – Eu não sei se as pessoas são menos satisfeitas e contentes no Brasil por si sós (todo brasileiro que eu já conheci era muito feliz e satisfeito!). O que eu sei é que, no Brasil, vocês têm taxas de pobreza e de criminalidade mais altas, níveis muito altos de desigualdade, de corrupção política, um sistema de saúde mais pobre, uma igualdade de gênero mais fraca etc. Vocês têm centenas de milhares de desabrigados vivendo nas ruas, dezenas de milhares de crianças pedindo comida etc. Claro, vocês também têm Milton Nascimento e Os Mutantes. Então, quem pode reclamar?
IHU On-Line – E nos EUA mesmo, país plenamente “satisfeito” em termos sociais, como o senhor explica a grande expansão de seitas cristãs?
Phil Zuckerman – Explicar a religião nos EUA é um assunto de grande importância – e eu abordo isso no meu livro. Em poucas palavras, os altos índices de religiosidade nos EUA têm a ver com o seguinte: a religião é pesadamente comercializada e agressivamente “vendida” aqui. Nós também temos altas taxas de pobreza, de criminalidade e de desigualdade, nós também temos altos índices de diversidade racial e étnica e um excesso de comunidades imigrantes – tudo isso contribui com a nossa forte religiosidade aqui nos EUA.
IHU On-Line – Em seu livro, você diferencia o ateísmo ditatorial e o democrático, assim como a religiosidade ditatorial e a democrática. Em que se fundamenta essa diferenciação?
Phil Zuckerman – Simples: o ateísmo é forçado sobre a população ou não? Na antiga URSS, a religião se tornou virtualmente ilegal, e as pessoas que eram fortemente religiosas enfrentaram todos os tipos de punições possíveis, incluindo a tortura e a prisão. Esse também foi o caso da Albânia. E da Coréia do Norte. Se uma sociedade é regida por fascistas que impõem o ateísmo sobre uma população relutante, ele não é orgânico. É forçado. Entretanto, se olharmos os países democráticos onde a religião é simplesmente abandonada pelas pessoas livremente ao longo do tempo e sem nenhuma coerção governamental (como na Grã-Bretanha, nos Países Baixos, na Escandinávia etc.), então podemos dizer que esse é um secularismo mais orgânico, verdadeiro, livre e honesto.
IHU On-Line – Não se poderia ler em seu livro um pouco de “preconceito” com os ateus, afirmando que eles são “bons”, e um pouco de “obviedade” com os religiosos, por mostrar que eles também são humanos e têm o direito de errar, inclusive socialmente?
Phil Zuckerman – Eu não tenho certeza do que você quer dizer com essa questão. Eu não sei se os ateus são “bons”. Tudo o que eu sei é que as sociedades menos religiosas da Terra hoje tendem a ser as mais saudáveis, mais morais, mais igualitárias e mais livres – e as nações mais religiosas da Terra hoje tendem a ser as mais corruptas, pobres, dominadas pelo crime e caóticas. Os leitores podem fazer o que quiserem com essa informação. E eu sei que as pessoas relativamente não-religiosas que eu conheci e/ou entrevistei na Escandinávia estavam entre as pessoas mais gentis e mais humanas que eu já conheci – e tudo sem muita fé em Deus.
Notas
1. Nikolai Frederik Severin Grundtvig (1783-1782) é uma das personalidades mais importantes na história da Dinamarca. Professor, escritor, poeta, filósofo, historiador, pastor e político, Grundtvig teve grande influência na história dinamarquesa. Os escritos de Grundtvig contribuíram para o surgimento do nacionalismo dinamarquês, a formação de cultura democrática e o desenvolvimento econômico. Convertido ao luteranismo em 1810, publicou “Kort Begreb af Verdens Krønike i Sammenhæng” [A crônica do primeiro mundo], de 1812, uma apresentação da história européia em que tenta explicar como Deus se faz presente na história humana e no qual critica a ideologia de diversos expoentes dinamarqueses. Em 1825, publicou “Kirkens Gienmæle” [A réplica da igreja], uma resposta à obra de H. N. Clausen sobre o protestantismo e o catolicismo. Para Clausen, apesar de a Bíblia ser a principal base do cristianismo, ela era uma expressão inadequada de seu sentido global. Grundtvig chamou Clausen de professor anticristão e defendeu que o cristianismo não era uma teoria para ser derivada da Bíblia e elaborada por estudiosos, questionando o direito dos teólogos de interpretar a Bíblia. Por causa disso, foi proibido de pregar pela Igreja Luterana durante sete anos. Entre 1837 e 1841, publicou “Sang-Værk til den Danske Kirke” [Obra musical para a Igreja dinamarquesa], uma rica coleção de poesia sacra. No total, Grundtvig escreveu ou traduziu cerca de 1.500 hinos. A partir de 1830, deu origem ao movimento “Folkehøjskole” [alta escola popular] da Dinamarca, que influenciou a educação de adultos nos EUA na primeira metade do século XX, por meio de um tipo singular de escola, do e para o povo. As reflexões de Grundtvig sobre educação eram norteadas por cinco idéias centrais: a palavra viva (det levende ord), iuminação para a vida (livsoplysning), iluminação do Povo (folkeoplysning), dialógo equilibrado (Vekselvirkning) e as pessoas comuns acima das educadas (folket overfor de dannede)."
O psicólogo Adrian White, da Universidade de Leicester na Inglaterra, efectuou uma pesquisa para mapear o bem-estar no planeta, usando respostas de 80 mil pessoas de todo o mundo. Como resultado desse estudo verificou que o país mais feliz do mundo é a Dinamarca, ficando a Suécia em 7º lugar. De acrescentar que dos países que ficaram no top ten, 7 deles são dos países mais laicos do mundo. Como mera curiosidade, o Brasil ficou em 81º e Portugal em 92º lugar.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
A Verdadeira História do Natal
Roma, século 2, dia 25 de Dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de "nascimento" do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de Dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até ao auge do Verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o "renascimento" do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para prestar culto a Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajectória do Sol ao longo do ano.
A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Prestar culto a Mitra, o deus da luz, no dia 25 de Dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de Inverno - pelo calendário actual, diferente daquele dos romanos, o fenómeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. "O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes", dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome ("Religiões de Roma", sem tradução para o português). Os mais animados entregavam-se a orgias - mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não passava cartão a essas coisas crescia em Roma: o Cristianismo.
Desejo a todos os leitores um feliz Solstício de Inverno, repleto de muita paz, saúde, amor e sucesso.
Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_192443.shtml
sábado, 13 de dezembro de 2008
Zeitgeist - Jesus Cristo o Mito Copiado dos Pagãos
Ora aqui está um documentário super interessante sobre a "história" de Jesus Cristo.
Esta sequência de 3 vídeos é apenas a primeira parte do excelente documentário intitulado Zeitgeist (espírito do tempo). A segunda parte é referente ao 11 de Setembro e a terceira e última parte é referente à Reserva Federal norte-americana. Este foi o primeiro documentário, devido à polémica envolvida no mesmo e ao elevado número de espectadores já saiu o segundo Zeitgeist, o qual recomendo vivamente.
domingo, 9 de novembro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Testemunhas de Jeová, as estúpidas proibições e as falhadas profecias do apocalipse
Todos nós estamos a par da proibição de transfusões de sangue nas Testemunhas de Jeová. O que é pouco sabido, mesmo entre as Testemunhas, é que as Testemunhas de Jeová recusaram vacinas para si mesmas e para os seus filhos de 1931 até 1952 (até existia um "cartão da vacina"). Igualmente, poucos estão informados que elas preferiam morrer ou deixar morrer os seus filhos (é sempre assim) do que receber transplantes de órgãos de 1968 a 1980. Tais proibições custaram a vida a milhares de pessoas e deixaram muitas outras cegas, paralíticas ou mutiladas. Todavia, as proibições quanto às vacinas e transplantes não estão mais em vigor. Pode ser que quando inventarem outra proibição levantem a interdição das transfusões de sangue.
Estas alterações de posição são bastante comuns nas Testemunhas, pois já em 1914 estava profetizado o apocalipse, depois como não aconteceu, voltaram a vaticinar para 1925, mais uma vez (adivinhem lá) falharam, e como não há duas sem três voltaram a apontar uma nova data, o ano era agora o de 1975. Cansadas de tanto falhar, mesmo assim ainda não desistiram, parece que agora o ano é o de 2034. Deveremos ficar com medo?
P.s: A imagem acima foi publicada na Revista Sentinela. As Testemunhas de Jeová, geralmente, não são lá muito risonhas, devem estar a guardar o sorrisos para o dia do Apocalipse, tal como a imagem acima exemplifica. Isto é, no mínimo, bizarro!!
sábado, 25 de outubro de 2008
Jesus, Judeus e Judas
Quando se fala de Cristianismo há uma coisa (entre várias outras) que eu gostaria de compreender. Quando se pergunta aos cristãos sobre a importância de Jesus Cristo, a resposta é quase, praticamente, unânime: “Ele morreu pelos nossos pecados, era essa a sua missão na Terra!”
Quando pedimos a opinião dos cristãos sobre os Judeus, a resposta é também, quase sempre, a mesma (exceptuando o facto de os considerarem ricos, avarentos e inteligentes): “Os Judeus são maus, foram eles que mataram Jesus!”. A resposta é similar quando auscultamos a opinião dos cristãos sobre Judas: “Judas era mau e traidor, foi por causa dele que Jesus morreu na cruz!”.
Não denotarão, os caros leitores, uma clara contradição nisto tudo? Ora se, por um lado, os cristãos consideram que Jesus foi importante porque morreu pelos nossos pecados, por outro lado, vilipendiam os Judeus e Judas. Porquê!? Visto que foram estes os principais obreiros do seu “grande sacrifício”, permitindo-nos assim a salvação!! Deveriam ser estes os santificados e não a “Virgem” Maria, porque se fosse por ela, Jesus não teria morrido por todos nós.
Há coisas que eu nunca irei entender, esta é uma delas. A não ser que um dos nossos estimados leitores me possa elucidar melhor.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
O Novo Ateísmo de Richard Dawkins
Richard Dawkins, professor da Oxford university, biólogo evolucionista, é actualmente um dos grandes nomes daquilo a que muitos designam de "Novo Ateísmo".
O vídeo que aqui vos deixo, é mais uma produção da TED e resumidamente encontra-se dividido em 4 partes: a 1ª onde o autor reafirma a ideia de que todos nós devemos combater a teoria Criacionista; a 2ª onde questiona o porquê de não se poder criticar a religião; a 3ª parte onde Dawkins afirma que a Ciência nunca deverá ser seduzida pela religião; e por fim a última parte onde fica um apelo a que todos os Ateístas simplesmente se manifestem!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Mulherzinha-bomba quer tornar-se mártir por Alá
Grupos militantes na Faixa de Gaza estão se armando e se preparando para uma possível retomada da violência, segundo evidências obtidas pela BBC.
Apesar do cessar fogo em vigor no momento, o correspondente da, BBC no Oriente Médio, Paul Wood, visitou um programa de treino para homens e mulheres-bomba que está sendo oferecido pela organização militante da Jihad Islâmica.
O alá (inicial minúscula de propósito) deve estar a precisar de reabastecer o stock de virgens. Será que na lavagem de cérebro que fazem às mulheres-bomba, lhes convecem que terão direito a 70 gajos virgens à espera no paraíso já de cuequinha em baixo? Deve ser um gang-bang do caraças!
Wood conversou com uma palestiniana de 18 anos que atende pelo pseudónimo de Oum Anas. Ela está recebendo treino num lugar secreto no norte da Faixa de Gaza.
Só espero que esta gaja tenha um acidente de trabalho antes de realizar o projecto final.
Segundo o correspondente, Anas, recém-casada, falou com firmeza e clareza a respeito da decisão de se tornar uma mulher-bomba - ou mártir, termo usado pelos militantes.
- "Decidi tornar-me uma mártir porque esse é o sonho de todo o menino e menina palestiniano", disse Anas. "Tomei a minha decisão há um ano".
O sonho de vir a ser um(a) médico(a), advogado(a), modelo, cantor(a) ou actor/ actriz de cinema fica destinado só para os infiéis de Alá.
- "Nós vemos a forma como os palestinianos vivem, vemos o que a ocupação (por Israel) está fazendo connosco. Eles matam as nossas crianças, as nossas mulheres idosas, eles jogam bombas nas nossas mesquitas mesmo quando estamos dentro, rezando", prosseguiu a fundamentalista.
Pois esses israelitas não são santinhos nenhuns, basta ir ver à Bíblia.
Wood comentou que Anas havia se casado há pouco tempo e perguntou o que o seu marido pensava da sua decisão de se tornar uma mulher-bomba.
- "Quando o meu marido se casou comigo ele sabia o meu modo de pensar. Ele sabe exactamente quem eu sou e decidiu casar-se comigo baseado nisso. O casamento não representa um obstáculo de maneira alguma".
É capaz de se ter casado por causa do seguro de vida.
- "Isto (a minha decisão) é uma inspiração que vem de Deus e você está certo do que está fazendo, escolheu o seu caminho e não se arrepende".
Este é que é o deus do amor... à dinamite.
Quanto ao tipo de alvo que estaria preparada para atingir, Anas não faz distinções entre civis e militares, mulheres e crianças.
- "(Eu mataria) soldados israelitas e civis também, porque ambos tomaram a nossa terra", disse.
- "Crianças são civis mas crescem e tornam-se soldados. São todos iguais, todos foram educados para nos odiar".
Porque será!!??... Ahhh, já sei! Deve ser por causa de vocês usarem uns cintos estranhos.
Para o correspondente da BBC, a motivação por trás da decisão de Anas é religiosa e não nacionalista.
Durante muito tempo, a lei islâmica proibia que mulheres fossem usadas em operações militares, mas a lei foi alterada por clérigos islâmicos em Gaza há alguns anos.
Isto deve ser o começo da emancipação da mulher no mundo islâmico.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Espiritismo - uma doutrina religiosa com sistema de auto-correcção
"o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demostrarem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificará nesse ponto" (A. Kardec, A Gênese, ed. cit, cap.I, no. 55, p.37).
Porque é que num livro que se diz doutrinário como "A Génese" de Alan Kardec e que foi inspirado pelos supostos "espíritos superiores", vulgo absinto (brincadeira, hehehe), pode conter uma afirmação destas?
Afinal os espíritos superiores podem errar? Se eles são superiores eles não deveriam errar, ipso facto a doutrina espírita não faz sentido. Além do mais a ciência já demonstrou que muitas coisas ditas nos livros de Kardec estão erradas. Mas isso é matéria para um futuro post.
Talvez seja por este facto que o número de fiéis no Espíritismo está aumentando. Uma nova religião com um sistema de auto-correcção, abandonando os dogmas característicos de outras religiões. Nada de mal com isso, porém não deveria intitular-se como uma religião doutrinária, mas sim como uma filosofia com toda a sua mundividência. Concorde-se ou não com ela.
A frase de Kardec quer-me parecer que é, no mínimo, uma atitude covarde da parte do mesmo.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Jesus Cristo - uma história pouco original
Terá Jesus Cristo realmente existido? Ninguém sabe. Seja como for esse não é o principal assunto que pretendo evidenciar aqui. Desculpem-me desapontar as pessoas que dizem que a história de Jesus é linda, de facto ela até pode ser, porém não é nada original, nada mesmo. Para o provar vou deixar enumeradas abaixo 22 características dos deuses/heróis da mitologia, e não só , embora uma ínfima parte deles não se apliquem a Jesus. Vejamos:
1º A sua mãe foi uma virgem da realeza.
2º O seu pai foi um rei...
3º ...Em geral um parente próximo da sua mãe.
4º As circunstâncias do seu nascimento são incomuns.
5º Tem a reputação de ser um filho de Deus.
6º Após o seu nascimento há uma tentativa, em geral pelo pai, de matá-lo
7º Desapareceu misteriosamente.
8º Foi criado por pais adoptivos num país distante.
9º Não nos dizem nada da sua infância.
10ºAo crescer regressa e vai para o seu futuro reino.
11ºDepois de uma vitória grande, sobre um rei, gigante ou dragão.
12ºCasa-se com uma princesa.
13ºTorna-se rei.
14ºDurante um tempo reina sem grandes eventos.
15ºPromulga Leis.
16ºMais tarde perde a estima dos seus súbditos.
17ºÉ afastado do reinado e da cidade.
18ºDepara-se com uma morte misteriosa...
19º... em geral no topo de um monte.
20ºOs seus filhos, se o tem, não se sucedem.
21ºO seu corpo não é sepultado, mas mesmo assim...
22º...tem um ou mais sepulcros sagrados.
O Ranking dos heróis e deuses e o respectivo número de incidências em relação à lista de cima.
1º Édipo - 22
2º Teseu - 20
3º Jesus (deus)- 19
4º Rómulo - 17
5º Hércules (meio-homem e meio-deus)- 17
6º Perseu - 16
7º Zeus (deus)- 15
8º Baal (deus)- 15
9º Mitra (deus)- 14
10ºApolo (deus)- 11
A figura de Édipo é aqui usada apenas como referência.
As características comuns descritas acima, não se esgotam aqui. Pretendo em posts posteriores demonstrar-lhes outras similaridades entre Jesus e outros deuses da antiguidade.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Jean Meslier (1664-1704), o padre anarco-ateu
«No início do século das Luzes, entre os verdadeiros precursores do anarquismo conta-se uma personagem admirável, Jean Meslier. Padre na aldeia de Étrépigny, na região francesa de Champanha, deixou à data da sua morte um volumoso manuscrito que contém a confissão do mais resoluto dos ateísmos e uma crítica às autoridades religiosas e políticas. Em 1762, Voltaire publicaria extractos do Testamento de Meslier, destacando, sobretudo, a sua faceta irreligiosa. Contudo, os ataques de Meslier visam tanto o poder político como a autoridade religiosa. Para ele, a religião e a política ajudam-se mutuamente: “Entendem-se como gatunos. [...] A religião apoia o governo político, por pior que este possa ser. O governo político apoia a religião, por mais estúpida e vã que esta possa ser.“.
Este sacerdote desejava que “todos os poderosos da Terra e todos os nobres fossem enforcados com as tripas dos padres“. [...]
Uma forma de livrar o povo dos seus dirigentes seria através do assassinato político: “Onde estão aqueles generais matadores de tiranos que vimos nos séculos passados? Onde estão os Brutos ou os Cássios? Onde estão os generais que mataram Calígula e tantos outros monstros semelhantes? [...] Onde estão os Jacques Clément e os Ravaillac da nossa França? Deviam viver ainda no nosso século, [...] para espancarem ou apunhalarem todos esses detestáveis monstros e inimigos do género humano e, deste modo, libertarem todos os povos da Terra do seu domínio tirânico!“.
O padre Meslier demonstrou ser contra a apropriação individual das riquezas da terra preconizando, assim, o comunismo social. No seu Testamento ele lança um verdadeiro apelo ao povo: “A salvação está nas vossas mãos. A vossa liberdade só depende de vós, se todos souberdes entender-vos. [...] Uni-vos, pois, povos, se sois sábios. [...] Começai por comunicar entre vós secretamente os vossos pensamentos e desejos. Divulgai por toda a parte, e o mais habilmente possível, os escritos deste tipo, por exemplo, que dêem a conhecer a todo o mundo a vanidade dos erros e das superstições da religião e que tornem odioso o governo tirânico dos príncipes e dos reis da Terra.“.
O padre Meslier era um solitário e clandestino, para espanto de todos na época, só postumamente é que foi descoberta a sua verdadeira faceta libertária. No silêncio da sua Igreja redigiu em segredo o seu Testamento, tal como o prova a advertência que anexou ao papel que envolvia o seu manuscrito, e que nos foi relatado por Voltaire: “Vi e reconheci os erros, os abusos, as vaidades, as loucuras e as maldades dos homens; odiei-os e detestei-os. Não o ousei dizer durante a vida, mas dí-lo-ei pelo menos ao morrer e depois da morte; e é para que se saiba isto que faço e escrevo a presente memória, para que possa servir de testemunho de verdade a todos os que a virem e a lerem, se a acharem boa.”.»
Este distinto desconhecido teve bastante influência nas revoltas sociais que poucas dezenas de anos depois começaram a acontecer e que têm continuado até aos dias de hoje.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Ateísmo e QI alto
O pesquisador britânico Richard Lynn dedicou mais de meio século à análise da inteligência humana. Nesse tempo, publicou quatro best-sellers e se tornou um dos maiores especialistas no assunto. Nos últimos 20 anos, passou a investigar as relações entre raça, religião e inteligência. Ao publicar um trabalho na revista científica Nature, que sugeria que os homens são mais inteligentes, um grupo feminista o recepcionou em casa com o que ele chamou de salva de ovos. O mesmo aconteceu quando disse que os orientais são os mais inteligentes do planeta. “Faz parte do ofício de um cientista revelar o que as pessoas não estão prontas para receber”, diz. Ao analisar mais de 500 estudos, Lynn disse estar convencido da relação entre Q.I. alto e ateísmo. “Em cerca de 60% dos 137 países avaliados, os mais crentes são os de Q.I. menor”, disse. O seu trabalho será publicado em Outubro na revista científica Intelligence.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Dilema do mal/ Paradoxo de Epicuro
Deus é omnipotente, omnisciente e bom!
Deus não poderá ser as três coisas.
Se for omnipotente e omnisciente, então tem conhecimento de todo o mal e poder para acabar com ele, ainda assim não o faz. Não é bom.
Se for omnipotente e bom, então tem poder para extingir o mal e quer fazê-lo, pois é bom. Mas não sabe quanto mal existe.
Se for omnisciente e bom, então sabe do todo o mal e quer mudá-lo. Mas isso elimina a possibilidade de ser omnipotente, pois se o fosse erradicava o mal.
Logicamente seria impossível sair daqui. Pois é!! Mas lógica e religião não têm muito a ver. Por isso os cristãos para se livrarem deste paradoxo, espetaram-nos com a teoria do livre-arbítrio. O livre-arbítrio segundo os religiosos é o aspecto em que o ser humano tem total liberdade nas suas acções, ou seja, não é controlado por Deus.
Antes de lá chegarmos, afirmar que o mal provém somente do livre-arbítrio, é no mínimo falacioso. O que dizer dos acidentes, das catástrofes naturais e de outras desgraças que os seres humanos não podem controlar, que destroem a vida de milhões de pessoas, isso não prova que existe mal para além do ser humano?
Para ter livre-arbítrio, o ser humano deve ter mais do que uma opção, sendo que uma é descartada. Isso significa que antes de se fazer a escolha, deve haver um estado de incerteza durante o período de possibilidades: o ser humano não pode saber o futuro. Mesmo se o ser humano achar que pode prever a sua decisão, se afirma ter lívre-arbítrio, deve admitir a possibilidade (senão o desejo) de mudar de ideia antes da decisão ser a última.
Um ser que sabe tudo não pode ter um "estado de incerteza". Ele sabe as escolhas antes. Isso significa que não têm a liberdade de evitar as escolhas dele, portanto ele não possui o lívre-arbítrio. Já que um ser que não possui o livre-arbítrio não é um ser pessoal, um ser pessoal que sabe tudo não pode existir.
Se existe o livre-arbítrio, porquê a rezas e as orações pedindo a Deus que intervenha na vida do ser humano?
Deus sabe o futuro, pois existem as profecias. Se Deus sabe o futuro, então não há alternativa para o ser humano, pois o seu destino já está traçado. Logo não há livre-arbítrio.
Se não há livre-arbítrio, voltamos novamente ao Paradoxo de Epicuro/ Dilema do Mal.
Havia muito para dizer sobre o livre-arbítrio e as posições Deterministas, Indeterministas, Compatibilistas e Incompatibilistas que têm alimentado a filosofia Ocidental nestes últimos séculos, mas para isso deixo-vos aqui o link para se informarem melhor.
Para terminar gostaria só de acrescentar que Epicuro viveu antes de Cristo (341 a.c. – 270 a.c.) e desconhecia o Deus dos Judeus (do Velho Testamento), mas era comum naquela época serem atribuídos a Zeus as características de Omnipotente, Omnisciente e Bom. A partir daqui e de outros factos que divulgarei noutras postagens, poderemos ver que o Cristianismo foi influênciado por inúmeras religiões da Antiguidade.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Para Pensar....
Para todos aqueles que ousam pensar diferente e questionar os fundamentos Religiosos, aqui fica a minha dedicatória da semana!













