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Faz hoje precisamente 71 anos que Orson Welles levou a cabo aquela que provavelmente será a mais famosa transmissão radiofónica de todos os tempos: a encenação e adaptação da obra de H.G. Wells, "A Guerra dos Mundos".
Ao encenar via Rádio,uma violenta invasão terrestre por parte de seres extraterrestres, Orson Wells mais não fez do que mostrar a força e o impacto que este meio na altura (1938) possuía junto das pessoas, sendo também o grande meio de Mass Comunication daquele tempo. Os resultados foram a mais completa histeria colectiva, o pânico exacerbado e a indução junto das populações do medo e terror.
Este é um perfeito exemplo daquela velha máxima proferida por um dos grandes nomes do estudo do fenómeno comunicacional - Marshall McLuhan - o qual muito sintecticamente afirmava: " O Meio é a Mensagem!"
A escolha da data por parte de Wells também não foi casual por certo. Esta era já na altura uma data famosa nos Estados Unidos, isto porque estávamos perante a celebração (de raíz irlandesa) e que há cerca de alguns anos também passou a povoar o nosso "calendário festivo": o "Halloween"!
Durante esta semana, pude constatar nomeadamente a nível local e regional uma certa histeria nomeadamente junto da comunidade escolar e de alguns pais, com reminiscências "orwellianas". Foi o dito caso da pseudo-existência de um "gang" de jovens delinquentes denominados "Boca de Palhaço" que estariam a perpetuar uma série de ataques violentos junto da comunidade escolar local e regional, onde o fundamento dessa "notícia" estaria na circulação da mesma, hoje já não através da Rádio, mas sim através dos meios de comunicação actuais: Telemóveis (SMS) e Internet (E-mail e Redes Sociais).
A reacção sentiu-se de pronto por parte das autoridades regionais, nomeadamente com comunicados para a população a salientar a inexistência factual de tais situações de violência.
71 anos passaram efectivamente, os meios de comunicação estão em permanente reconfiguração,é um facto, mas o comportamento do Ser Humano perante as capacidades dos próprios e o uso que se quer dar a cada um, esse parece que continua inalterável. A histeria colectiva não é muito difícil de criar, muito pelo contrário.
Muitos são certamente os factores do ponto de vista comportamental e da psique humana que podem explicar isso,muito terá a ver com a própria "natureza humana" por certo, mas pessoalmente foco a atenção neste: a falta de capacidade de análise racional e objectiva para questionar aquilo que nos está a ser transmitido.
Não será à toa, que muitas vezes agimos mais como "ovelhas" de um qualquer rebanho do que como seres providos e dotados de uma capacidade intelectual e racional. Enfim, para muitas pessoas, convém mesmo que seja assim!!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
71º aniversário da mais famosa transmissão radiofónica da História
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
5º Canal em sinal aberto, para quê?

Recentemente o governo revelou os dois candidatos finais (Zon e Tele5)à criação de um 5º canal televisivo, em sinal aberto,o qual poderá ainda este ano a iniciar a suas emissões.
As questões que deixo, sobre o tema são as seguintes:
- num país com cerca de 10 milhões de habitantes e atendendo à oferta já existente, nomeadamente a do cabo e agora recentemente também via linha telefónica, será que temos "mercado" suficiente para mais uma plataforma de tipo anunciante?
-atendendo à crise financeira, que se vive, será esta a melhor altura para pensar em abrir novos canais de televisão?
- o governo ao avançar com mais uma licença no espectro audivisual, não estará a contribuir para o "estoirar" daquilo que é hoje uma Rádio e uma comunicação social escrita que vive hoje no limiar da sua própria existência?
- não será esta uma forma, de se empobrecer o espaço de opinião pública e jornalística conseguindo com isso "silenciar-se" outras correntes de opinião?
- mais canais generalistas, para quê? para embrutecer a mente dos portugueses com programas de entretenimento medíocres, constituindo alguns verdadeiros atentados à inteligência humana, e fomentar a lógica do puro consumo e do endividamento?
- será que o mercado publicitário televisivo, não se encontra praticamente em claro abrandamento e contracção, e como tal os canais televisivos de modo a não perderem anunciantes, aumentarão o tempo de exposição mediática de produtos e serviços, por valores semelhantes ou mais baixos daqueles que são hoje praticados? (são os famosos intervalos de 15 minutos, que brevemente passarão a perto de meia hora)
- quem de facto, ganhará com mais um novo canal televisivo? o público não será de certeza, parecendo-me óbvia a resposta.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Controlo da Mente: Como se Processa?
Aqui fica um vídeo explicativo de como o poder , nomeadamente o poder religioso, age sobre os indivíduos desprovidos de qualquer base minimamente crítica do ponto de vista cognitivo.
O próximo vídeo é um excerto do documentário Zeitgeist;The Movie, e coloca em destaque o controlo ao nível dos Mass Media, das políticas de Educação e do porquê da maior parte das pessoas ficar "ás cegas" relativamente ao que realmente possa estar a acontecer.
domingo, 17 de agosto de 2008
A Realidade do "Tubo"
Este vídeo apesar de ser uma representação teatral e cinematográfica, põe a descoberto o verdadeiro poder da televisão enquanto veículo de comunicação de massas. Para quem desconhece o vídeo, espero que o apreciem. Afinal, apesar de se abordar a realidade americana, esta não está assim tão distante da nossa, pelo contrário. É a globalização ou americanização (se preferirem) no seu melhor! Para quem quiser ver o filme completo, este dá pelo nome de Network e é de 1976.É mais uma sugestão Opinion Shakers!
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Um Canal de Notícias no Mínimo Alternativo
Procurando fugir aos tentáculos do controlo quer seja estatal quer seja privado - tal como Chomsky refere - aqui vos deixo um canal de notícias no mínimo alternativo a todos os grandes grupos de Media que dominam o mercado, procurando levar a cabo um jornalismo minimamente isento e explorando os diversos pontos de vista!
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Em Torno de Noam Chomsky - I
Noam Chomsky, nasceu dos E.U.A. em Filadélfia a 7 de Dezembro de 1928, é actualmente professor de linguística no MIT e além da sua investigação e ensino no âmbito da Linguística, Chomsky é também muito conhecido pelas suas posições políticas de esquerda e pela sua crítica da política externa dos E.U.A. Chomsky descreve-se como um socialista libertário havendo quem o associe ao anarco-sindicalismo. Diferentemente de muitos anarquistas, Chomsky nem sempre luta contra a política eleitoral: ele tem mesmo apoiado candidatos a cargos públicos. Descreve-se como um "companheiro de viagem" da tradição anarquista em oposição ao anarquismo puro para explicar porque em algumas vezes aceita colaborar com o Estado. Chomsky não gosta dos tradicionais títulos e categorias políticas e prefere deixar a sua abordagem falar por si própria. Seus principais modos de acção incluem escrever artigos para revistas, livros e proferir palestras arranjadas politicamente. São famosas as suas posições sobre o Terrorismo, onde difere da abordagem convencional pelo fato de ver o Terrorismo de Estado como o problema mais predominante, em oposição ao terrorismo praticado por movimentos políticos marginais. A sua visão sobre o Socialismo caracteriza-se por opor-se profundamente ao sistema de "capitalismo de estado da grande empresa" praticado pelos Estados Unidos da América e seus aliados, apoiando as idéias anarquistas (ou "socialistas libertários") de Mikahil Bakunin exigindo a liberdade económica, além do "controle da produção pelos próprios trabalhadores e não por proprietários e administradores que os governam e tomam todas as decisões". Chomsky refere-se a isto como o "socialismo real" e descreve o socialismo soviético como semelhante, em termos de controle totalitário, ao capitalismo norte-americano. Ambos os sistemas se baseiam em tipos e níveis de controle mais do que em organização ou eficiência. Outra parte importante do trabalho político de Chomsky é a análise dos Mass Media (especialmente dos media norte-americanos), das suas estruturas, das suas restrições e do seu papel no apoio aos interesses das grandes empresas e do governo americano.
De momento fica uma breve introdução ao pensador, futuramente voltarei a abordar e a focar alguns dos seus interessantes e diferentes «pontos de vista» .













