O público compra opiniões do mesmo modo que compra a carne ou o leite, partindo do princípio de que custa menos fazer isso do que manter uma vaca. É verdade, mas é mais provável que o leite seja aguado. > Samuel Butler
O Opinion Shakers, como blogue democrático e pluralista que é, integra pessoas de diferentes ideologias políticas, crenças e mundividências, sendo cada autor responsável pelos seus próprios artigos aqui publicados.
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O caso, divulgado pelo Ministério da Defesa britânico, ocorreu em 1991 e foi investigado durante anos pela Autoridade da Aviação Civil e pelos militares. Acabou arquivado sem que se tivesse chegado a alguma conclusão.
É um estranho caso não esclarecido e só agora divulgado. O Ministério da Defesa britânico revelou hoje que, em 1991, um objecto voador não identificado passou a curta distância de um avião de passageiros da Alitalia que sobrevoava a cidade inglesa de Kent.
O comandante Achille Zaghetti ficou tão assustado que gritou "cuidado, cuidado!" para o seu co-piloto. O comandante do voo da Alitalia disse que viu o objecto voador não identificado (OVNI) - castanho e com a forma de um míssil - a passar a uns escassos 300 metros do seu avião, quando sobrevoava a cidade britânica de Kent, em 1991.
O caso, hoje divulgado pelo Ministério da Defesa Britânico, foi investigado durante anos pela Autoridade da Aviação Civil e pelos militares, tendo acabado por ser arquivado sem que se tivesse chegado a alguma conclusão.
O mais estranho é que, logo após ter visto o OVNI, o comandante da companhia aérea italiana comunicou com a torre de controlo, que o informou de que o único objecto identificado pelo radar estaria a cerca de 10 milhas de distância do avião da Alitalia.
O avião, MCDonnell Douglas MD80 , seguia de Milão para o aeroporto londrino de Heathrow e levava 57 pessoas a bordo.
O dossiê sobre o assunto revela que uma estação de televisão local transmitiu a história de um rapaz de 14 anos, que afirma ter visto nessa noite um míssil a atravessar o céu a baixa altitude, antes de ter desaparecido entre as nuvens.
O incidente de Kent é um dos 19 casos sobre aparições de OVNI, ocorridos entre 1986 e 1992, que estão disponíveis no site dos Arquivos Nacionais da Grã-Bretanha.
Existem outros casos de passageiros de voos comerciais que dizem ter visto OVNI em 1991 quando sobrevoavam a Grã-Bretanha.
Entre os arquivos, agora revelados, consta ainda o relato de um piloto da Força Aérea americana que terá recebido a ordem para atirar sobre um OVNI que apareceu no seu radar quando sobrevoava East Anglia, no leste de Inglaterra.
"o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demostrarem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificará nesse ponto" (A. Kardec, A Gênese, ed. cit, cap.I, no. 55, p.37).
Porque é que num livro que se diz doutrinário como "A Génese" de Alan Kardec e que foi inspirado pelos supostos "espíritos superiores", vulgo absinto (brincadeira, hehehe), pode conter uma afirmação destas?
Afinal os espíritos superiores podem errar? Se eles são superiores eles não deveriam errar, ipso facto a doutrina espírita não faz sentido. Além do mais a ciência já demonstrou que muitas coisas ditas nos livros de Kardec estão erradas. Mas isso é matéria para um futuro post.
Talvez seja por este facto que o número de fiéis no Espíritismo está aumentando. Uma nova religião com um sistema de auto-correcção, abandonando os dogmas característicos de outras religiões. Nada de mal com isso, porém não deveria intitular-se como uma religião doutrinária, mas sim como uma filosofia com toda a sua mundividência. Concorde-se ou não com ela.
A frase de Kardec quer-me parecer que é, no mínimo, uma atitude covarde da parte do mesmo.
No início do século XX, numa comunidade religiosa americana, um professor de Ciências é preso por ensinar aos seus alunos a teoria da Evolução das Espécies proposta pelo naturalista Charles Darwin, contrariando uma das leis locais que não permite o ensino de disciplinas opostas ao Criacionismo. Decorrente desse episódio, trava-se em tribunal, por meio de dois grandes advogados, interpretados por Spencer Tracy e Fredric March, um grande embate ideológico que envolve toda a comunidade local e os seus princípios religiosos.
Baseado num caso real sucedido em 1925, este filme (ver excerto mais abaixo) aguça a nossa opinião com os seus diálogos pertinentes e perspicazes, e apesar de antigo, mostra-se cada vez mais actual, principalmente quando vemos pessoas que com o seu fervor religioso protagonizam episódios medievais e intolerantes, movidas pelo fanatismo fundamentalista, mesmo com todo o avanço do pensamento tecnológico e a liberdade de expressão que vivemos hoje em dia.
Antes de terminar este artigo gostaria só de vos pôr ao corrente da gravidade do alastramento do Cria(burri)cionismo na política de Ensino de alguns países. Em 1968, a União das Liberdades Civis dos EUA venceu uma batalha judicial contra alguns estados que queriam agregar o criacionismo-religioso no currículo escolar. Nos Estados Unidos, observa-se claramente uma coluna de políticos conservadores, decanos de faculdades cristãs e grupos religiosos, em marcha rumo ao enforcamento público de Charles Darwin. Em 1999, no Estado do Kansas/EUA, fora decidido pelo Conselho de Educação que o itinerário da Teoria Evolucionista deveria ser suprimido no circuito escolar, entretanto, em 2001, pressionado pela opinião pública, o Conselho voltou atrás. Cerca de quarenta iniciativas já foram tomadas por Conselhos Escolares dos EUA no sentido de incluir ressalvas nos textos escolares, advertindo de que a teoria Evolucionista não tem comprovação. Na Inglaterra, a política nacional de educação determina que os currículos escolares devem conter o Evolucionismo, mas permite que o criacionismo também seja ensinado. Na Itália, em 2004, o Evolucionismo só não foi extinto do currículo escolar porque houve uma grande mobilização de insatisfação por parte da comunidade cientifica italiana.
Talvez estejamos a prepararmo-nos para entrar numa nova Idade das Trevas. Mas antes disso vejam o vídeo.
James Randi oferece um milhão de dólares a quem provar ter poderes “sobrenaturais”, em condições controladas.
Até hoje ninguém conseguiu convencer James “Amazing” Randi, ilusionista e cético canadiano radicado nos EUA. Ele é, sem sombra de dúvida, uma pessoa muito segura das suas ideias. Afinal está oferecendo 1 milhão de dólares a quem conseguir provar, sem qualquer tipo de subterfúgios, possuir poderes paranormais, seguindo o método científico.
De facto não foram poucos os pretendentes a tão apetecido prémio. Todos foram devidamente desmascarados, alguns de forma humilhante, ao vivo na TV. Um dos mais famosos foi Uri Geller, o mundialmente conhecido “entortador de talheres”. Outro foi Peter Popoff, um famoso pastor tele-evangelista que aclamava curar pessoas com o poder da fé (ver vídeo abaixo).
Poderão ver as pesquisas realizadas por Randi no seu site.
A Fundação Educacional James Randi pretende usar o dinheiro em projectos mais importantes, caso o prémio não seja entregue.
Apressem-se, paranormais! O desafio de James Randi que oferece um milhão de dólares a qualquer pessoa que prove cientificamente qualquer fenómeno sobrenatural será encerrado no dia 6 de março de 2010, 12 anos após sua criação.
Sem dúvida nenhuma, 10 anos foi tempo mais do que suficiente para que algum paranormal, de verdade, aparecesse. Contudo, pode ser que esse paranormal tenha andado distraído e não soubesse da existência desse desafio, pelo que ainda tem mais dois anos para se registar. Esperem aí, um paranormal não saber deste tipo de desafios? De certeza que os espíritos avisar-lhe-iam, as cartas indicar-lhe-iam, os astros informarem-lhe-iam da existência de tal concurso. Falta de informação não pode ser, porque essa gente até é muito "bem" informada.
Se o prémio não for entregue a ninguém, não tenham dúvidas: será, tout court, prova suficiente de que todas as alegações paranormais e sobrenaturais são falsas e que todos esses fenómenos não passam de truques. Poder-me-iam dizer que os verdadeiros paranormais não querem dinheiro (o que seria uma grande treta, diga-se de passagem), pois mesmo não querendo das "verdinhas" poderiam matar 3 coelhos com uma cajadada só, pois poderiam doar 1 milhão de dólares a alguma instituição, fazer um pouco de publicidade e calar a boca dos cépticos.
Apocalipse à vista. A nova profecia do apocalipse junta mito, arqueologia e ciência em tempos de incerteza e propõe a sua versão de fim do mundo para o final do ano 2012, recuperando cálculos e crenças da civilização maia. Pode ser a maior profecia de todos os tempos. Ou pelo menos desde o ano 2000
Milhares acreditam e prepararam-se para a data fatídica
Esqueçamos a crise e os problemas correntes. O apocalipse tem data marcada. Pelo menos é nisso que acreditam milhares de pessoas em todo o mundo que se preparam para a chegada de 21 de Dezembro de 2012, a data em que (supostamente) termina o calendário maia e que, para alguns, parece ditar o destino do mundo tal como o conhecemos. Sempre houve crenças para todos os gostos, mas profecias apocalípticas alimentam o medo ancestral do futuro e a sensação de desgraça eminente. Mas, se é pouco provável que o fim do mundo tenha horário marcado, como as novelas e os jogos de futebol, já é menos provável que algum dia deixemos de nos preocupar com a possibilidade de ele acontecer mesmo. Faz parte da história. Desde que há registos, que há profecias catastrofistas. Estão nos Livros Sagrados, mas não apenas. Os profetas do apocalipse são muitos e assumem muitas formas. Velhos com ar de cientistas loucos, como Nostradamus, criadores de moda com manias new age como Paco Rabanne (que acreditava que o mundo ia acabar em 2000) e coisas invisíveis, como o bug do milénio que nos deixou suspensos à espera do apocalipse informático provocado por um vírus com nome de consola de jogos (Y2K, lembram-se?).
Começou por ser uma teoria obscura, desenvolvida pelo americano José Arguelles nos anos 70 e 80, em circuitos relativamente restritos, mas rapidamente foi amplificada com a disseminação da Internet, hoje cheia de sítios com teorias e explicações sobre 2012. O que irá acontecer ninguém sabe ao certo, mas há uma lista de probabilidades: a III Guerra Mundial, a revolta das máquinas, um asteróide ou cometa chocarem com a Terra, a aproximação do misterioso Planeta X, sermos invadidos por extraterrestres, os pólos magnéticos da Terra inverterem-se, os efeitos do aquecimento global ou uma nova idade do gelo. Por acção da mão humana, vinda do espaço ou do próprio planeta, aparentemente a desgraça é eminente. Mas porque há de ser mais eminente em 2012 do que outra data qualquer?
É aqui que a especulação mais ou menos delirante se socorre de muletas que impressionam, como o Calendário Maia que, alegadamente, termina a 21 de Dezembro de 2012, o que abre um precedente capaz de alimentar toda a superstição. Com a hipótese do calendário Maia, tudo é plausível, até uma invasão extraterrestre. Até o portal que alguns acreditam irá abrir-se para revelar o mundo com um novo esplendor, só permitido pela entrada na era de Aquário. Há ainda quem veja num suposto alinhamento de planetas a ocorrer nessa data, a criação de uma energia capaz de apagar a memória de todos os humanos e o emergir de uma nova consciência (certamente a mais imaginativa de todas as teorias). Esoterismo new age, fantasia histórica ao estilo Indiana Jones e alguns elementos científicos, ajudam a fazer de 2012 um enigma.
Se vai ou não acontecer alguma coisa extraordinária na data prevista, só saberemos na altura. Para já, 2012 é pretexto para livros, filmes e até as tradicionais canecas e tshirts. Será o ano dos Jogos Olímpicos de Londres, de mais um Europeu de Futebol, do TGV em Portugal e de um Natal que promete ser especial.
Criss Angel, conhecido ilusionista norte americano, tem dedicado parte do seu tempo (seguindo a senda de outros famosos ilusionistas, tais como Harry Houdini e James Randi) a desmascarar charlatões e algumas pseudo-ciências. No vídeo abaixo poderão ver como é fácil as pessoas deixarem-se levar na lenga-lenga dos tarólogos.
Carl Sagan sempre foi e continua sendo para mim e para muitos o divulgador científico por excelência.
Conhecido astrónomo e exobiólogo, Carl Sagan teve um papel significativo no programa espacial americano (NASA) desde o seu início. Senhor de um conhecimento científico multidisciplinar e com um talento extraordinário para a escrita legou-nos um formidável acervo de obras, de entre as quais figuram clássicos como Cosmos (que foi transformado em uma premiada série de televisão, acompanhada por mais de meio bilião de pessoas em todo o mundo), Os Dragões do Éden (pelo qual Carl Sagan recebeu o prémio Pulitzer de Literatura), O Romance da Ciência, Pálido Ponto Azul, As Ligações Cósmicas, O Cérebro da Broca, Contacto, Cometa, Variedades da experiência Científica - Uma visão pessoal da busca por Deus, O Mundo Assombrado Pelos Demónios e, Biliões e Biliões. Carl Sagan viria a falecer em 1996 com 62 anos vítima de pneumonia, o mundo perdia assim o maior e mais respeitado divulgador científico de todos os tempos.
De entre todas as suas obras gostaria de destacar hoje o livro O Mundo Assombrado Pelos Demónios.
Alertado pela eminência do limiar duma nova era de obscurantismo e superstição, Carl Sagan deixa-nos nesta obra excitante e controversa a explicação da razão pela qual o pensamento científico é essencial para a salvaguarda das instituições democráticas e civilização tecnológica. Ao longo das páginas desta magnífica obra o autor desmonta alguns dos mais populares mitos e pretensões da «pseudociência», refutando convicentemente o argumento de que a ciência destrói a espiritualidade. Inclusive o célebre cientista deixa-nos algumas dicas para nos ajudar na Arte de Detectar Mentiras, as quais eu resumi nos pontos abaixo:
Ferramentas Básicas
1.Sempre que possível, deve haver confirmação independente dos "factos".
2.Devemos estimular um debate substantivo sobre as evidências, do qual participarão notórios partidários de todos os pontos de vista.
3.Os argumentos de autoridade têm pouca importância - as "autoridades" cometeram erros no passado. Voltarão a cometê-los no futuro.
4.Devemos considerar mais de uma hipótese. Se alguma coisa deve ser explicada, é preciso pensar em todas as maneiras diferentes pelas quais poderia ser explicada.
5.Devemos tentar não ficar demasiadamente ligados a uma hipótese, só por ser a nossa.
6.Devemos quantificar. Se o que estiver sendo explicado é passível de meditação, de ser relacionado a alguma quantidade numérica, seremos muito mais capazes de descriminar entre as hipóteses concorrentes. O que é vago e qualitativo é susceptível de muitas explicações.
7.A navalha de Occam. Essa maneira prática e conveniente de proceder nos incita a escolher a mais simples dentre duas hipóteses que explicam os dados com igual eficiência.
8.Devemos sempre perguntar se a hipótese pode ser, pelo menos em princípio, falseada. As proposições que não podem ser testadas ou falseadas não valem grande coisa. Considere-se a ideia grandiosa de que nosso universo e tudo o que nele existe é apenas uma partícula elementar - um electrão por exemplo - num cosmo muito maior. Mas, se nunca obtemos informações de fora do nosso universo, essa ideia não se torna impossível de ser refutada?
Falácias
Além de nos ensinar o que fazer na hora de avaliar uma afirmação, qualquer bom kit de detecção de mentiras deve também ensinar-nos o que não fazer. Ele ajuda-nos a reconhecer as falácias mais comuns e mais perigosas da lógica e da retórica. Deixo-vos aqui o link para essas falácias, no caso de ser do interesse de algum dos leitores.
De todo o tipo de crendices aquela que mais aceitação tem tido ao longo dos séculos, perdurando até aos dias de hoje é a astrologia. Surpreendem-me, por vezes, mesmo algumas das pessoas que eu considero inteligentes virem-me com comentários do tipo:
- “O fulano x é mesmo teimoso!! Vê-se logo que é Escorpião!”
- “O teu bebé é muito giro!! Nasceu no dia 9 de Dezembro, o que faz dele um Sagitário. Irá ser muito criativo, aventureiro, amante da liberdade, despreocupado, etc...”
Há muitos até que só abrem o jornal diário para ver o seu horóscopo.
Porque será que, estando nós numa época com tanta informação disponível, as pessoas ainda não estejam devidamente informadas sobre os erros desta pseudo-ciência? Pois é, existe muita informação, mas muita tem o propósito de propalar este tipo de superstições.
Como nós pretendemos dar que pensar aos nossos estimados leitores, deixamos aqui um conjunto de argumentos para refutar a astrologia:
1.Se Saturno afecta o recém-nascido no nascimento, porque o médico, que está muito mais próximo, não afecta o indivíduo de maneira muito mais profunda?;
2.Porque é que outros corpos, como os satélites de televisão não influenciam o horóscopo? Eles podem ser muito menores que os planetas mas estão muito mais próximos;
3.Por que é que a data importante é a do nascimento e não o da concepcão? Uma mulher que faz cesariana está influenciando na personalidade de seu filho?;
4.Se o útero “protege” a criança da influência astrológica, porque é que um indivíduo dentro de casa não fica, também, protegido das influências astrológicas?;
5.O sistema zodiacal não se alinha com as estrelas que os astrólogos estudam.Os signos não estão localizados onde os astrólogos onde os astrólogos afirmam que eles estão. Na verdade, onde os astrólogos dizem que está o signo de Caranguejo, por exemplo, está o signo de Gémeos. Isso tem a ver com o movimento da Precessão dos Equinócios;
6.Devido à mesma Precessão dos Equinócios, os Astrólogos ignoram o facto de que a Constelação de Ofiúco faz parte do zodíaco;
7.Os Astrónomos consideram que nossa visão dos céus muda com o passar do tempo, já os astrólogos possuem visão fixa e imutável;
8.Se o Ascendente é tao importante, como se faz o horóscopo em lugares de latitudes muito altas, onde mais de uma constelação da eclíptica está visível ao mesmo tempo?;
9.Se a astrologia é um conhecimento “sério”, como é que existem tantas linhas incompatíveis? Depois de tantos séculos era de se esperar que houvesse uma confluência;
10.Sabe-se que as pessoas concordam com absolutamente tudo o que falam sobre elas. As pessoas tendem a ter memória selectiva em relação à astrologia, ou seja, como geralmente funciona através da fé, são mais vulneráveis a aceitar os acertos desta enquanto que os erros passam-lhes ao lado.Um grupo muito grande de pessoas se identificou, quando pesquisada, com a descrição que foi feita para o mapa de um serial killer;
11.Ainda não foi possível comprovar que a força gravitacional possa alterar a personalidade de uma pessoa;
12.Os cientistas afirmam que as forças que nos influênciam são as energias: Nuclear fraca, Nuclear forte, Magnética e Gravitacional. Mas nenhuma delas influência a nossa personalidade, a constituição física, nem o nosso futuro;
13.A astrologia moderna ainda está assente sob a teoria Geocêntrica (teoria que como todos sabemos foi ultrapassada pela teoria Heliocêntrica);
14.O surgimento da astrologia deu-se no Egipto ou na Suméria (ainda não há um consenso em relação a este assunto por parte dos Historiadores). O nome dos signos do Zodíaco foram dados porque a configuração das estrelas (que não tinham relação nenhuma entre si, tanto que distam umas das outras por vários milhões de anos luz) se assemelhava aos Deuses da Antiguidade.
Os argumentos pseudo-científicos dos astrólogos
Os astrólogos, algumas vezes, usam alguns argumentos científicos (ou pseudo-científicos) para explicar as suas práticas. Por exemplo, costuma-se dizer que, como a Lua causa as marés na Terra, é razoável acreditar que a força gravitacional de outros corpos celestes, mais pesados como os planetas pode nos afectar também. Este argumento é inválido por duas razões, vejamos:
1.O puxão gravitacional de um planeta como Saturno, com massa 90 vezes maior que a da Terra, em uma pessoa daqui da Terra é igual ao puxão gravitacional de um carro a 1,7 metros desta pessoa. Ainda assim os astrólogos não parecem interessados na posição dos carros no hora do nascimento de ninguém, ou mesmo se a pessoa nasceu num parque de estacionamento. Na verdade o campo gravitacional da Terra é variável em toda a superfície, e ele próprio varia mais de lugar para lugar sozinho, do que devido à presença dos planetas mais pesados do sistema solar. Vale frisar, no entanto, que muitos astrólogos consideram que a influência exercida pelos planetas não é a gravitacional. A astrologia não oferece qualquer explicação plausível e testável de como a força gravitacional pode afectar a personalidade de uma pessoa, por que somos susceptíveis ao efeito gravitacional durante o nascimento nem de como uma influência gravitacional no passado pode afectar o nosso destino futuro;
2.O sistema do Zodíaco tropical usado pelos astrólogos do ocidente não se alinha com as estrelas que eles dizem estudar. Quando os astrólogos dizem que um planeta está em uma determinada constelação (signo do Zodíaco), eles não estão falando de estrelas que um observador possa sair fora à noite e observar. Eles estão falando sobre uma parte do céu que, uma vez, há 2000 anos, coincidiu com aquela constelação específica. Isto é devido à precessão do eixo terrestre enquanto a Terra gira. Isto significa que todas as estrelas no céu têm uma posição 24 graus à frente de onde elas estavam 2000 anos atrás, como visto por um observador aqui da Terra. Enquanto os cientistas conhecem este facto e o entendem, a grande maioria dos astrólogos ignoram este facto. O resultado é que quando um astrólogo diz que um tal planeta está em uma determinada constelação, o astrónomo sabe que ele na verdade está na seguinte.
Críticas científicas à metodologia astrológica
Uma vez que alguns astrólogos dizem ser capazes de fazer previsões sobre o futuro, deveria ser possível construir uma experiência para medir a precisão destas previsões. Aqui poderia-se usar o mesmo método usado para a Meteorologia que é usada para prever o tempo. A Meteorologia é uma ciência exacta, não porque as previsões sejam exactas, mas porque ela oferece os meios de prever e estimar o erro da previsão. Portanto um meteorologista não diz "amanhã vai chover", e sim, há fortes possibilidades de chuva para amanhã. Neste sentido nenhuma das experiências realizadas até hoje com a astrologia foi capaz de mostrar certeza maior do que a que se consegue por puro palpite.
Claro que alguns astrólogos dizem que a astrologia não é usada para prever o futuro, e sim para guiar e orientar os seus clientes através de padrões de comportamento, hora de nascimento, etc. Ainda assim, testes usando dois grupos de controlo (double blind tests) mostraram que a taxa de acerto de um astrólogo ao casar uma carta astrológica com o perfil de um cliente não tem uma taxa de acerto maior que um pessoa leiga, fazendo associações aleatórias de clientes e cartas astrológicas.
Os astrólogos que usam o Zodíaco tropical, como quase todos no ocidente o fazem, usam um ponto arbitrário no passado como base para suas interpretações dos céus. O Zodíaco de há 2000 anos atrás não possui nenhuma característica especial na Astronomia. Se formos 4000 anos para o passado, vamos achar a constelação de Touro como a constelação no Equinócio de Primavera (hemisfério sul), recuando-se mais 6000 anos a constelação de Gémeos vai estar no mesmo ponto. Os astrónomos entendem e levam em consideração o facto de que a nossa visão dos céus muda com o passar do tempo, ao passo que os astrólogos usam uma visão fixa e imutável da realidade.
Alguns astrólogos assumem que as constelações ocupam uma área de tamanho igual no Zodíaco, de aproximadamente 33 graus, mas na verdade existe uma variação considerável de 44 graus Virgem até 20 graus para Caranguejo.
A constelação de Ofiúco (Serpentário) foi reconhecida pelos antigos Gregos como parte do Zodíaco. Ela contém o Sol uma vez por ano (no final de Dezembro), e os planetas em várias outras épocas. Mesmo Ptolomeu, um dos grandes astrólogos da Antiguidade, reconheceu isto e reconheceu também que ela contém o Sol uma vez por ano. Ainda assim os astrólogos, incluindo Ptolomeu, ignoram o facto.
Outro tentativa de explicação científica para a astrologia é a de que os corpos celestes pesados afectam o campo magnético da Terra e que o campo magnético da Terra, de alguma forma, afecta a pessoa durante o nascimento. O problema é que o campo magnético da Terra é extremamente fraco se comparado com outras fontes. Ele varia de 0,3 Gauss a 0,6 Gauss dependendo do ponto na Terra. Pode-se ter um campo magnético muito maior que este usando-se apenas um imã de geladeira.
A astrologia antiga conhece apenas até ao planeta Saturno e os trans-saturnianos foram baptizados por não astrólogos, assim é difícil crer que possam ser usados nas análises modernas. Alguns astrólogos modernos também reconheciam Plutão como planeta principal, enquanto Éris foi descoberto na década de 2000 provando que poderiam haver vários outros corpos celestes pequenos e similares.
O mapa astral é elaborado a partir do nascimento de um indivíduo, ou objecto, ou país. Por que seria o momento do nascimento tão importante? Por que não o da fecundação, onde efectivamente se define o ADN de um zigoto, elemento biológico reconhecidamente influenciador da personalidade e constituição física de um indivíduo? Uma mulher que marca uma cesariana não estaria mudando o destino cósmico de seu filho? E o que marca esse momento? Se um parto que pode demorar até 20 horas, o que define o instante exacto? As primeiras contracções, o estouro da bolsa, o aparecimento da cabeça do bebé pela vagina (ou corte da cesariana) ou o corte do cordão umbilical? Talvez fosse ainda, o momento mais provável de ser o utilizado na grande parte dos mapas, aquele que um médico ou enfermeiro resolve anotar como sendo a hora do nascimento. No caso de nascimento de um país ou objecto, a definição de um instante exacto é ainda mais subjectiva. Alguns astrólogos consideram que o que determina o tema de uma pessoa é o momento em que ocorre a primeira respiração.
Sendo ainda o momento do nascimento decisivo para a personalidade de um indivíduo, por exemplo, para a formação de um grande atleta, não seria de se esperar que numa olimpíada houvesse uma grande concentração de atletas rivais que tivessem nascido no mesmo instante?
Para rir
Porque é que não previu um acontecimento tão importante como o terramoto em Los Angeles? Enfim! É como a velha piada da Madame Aramis, vê tudo, sabe tudo, passado presente e futuro, e quando batemos à porta ela pergunta “quem é?”.