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sábado, 9 de janeiro de 2010

Para reflectir...

"As más relações entre a verdade e a política são um desafio para o pensamento político: será mesmo da essência da verdade ser impotente, e da essência do poder ser enganador?"

Hannah Arendt

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A frase de reflexão do dia...

" Ninguém tem vontade de discutir o essencial." - Miguel Pacheco, Jornalista
in Jornal "i", edição de 26/11/2009

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domingo, 15 de novembro de 2009

Sinais do Tempo: A paranóia ataca em força

Deixo-vos aqui o artigo da autoria de Paul Krugman (Nobel da Economia em 2008) publicado na edição da passada 5ª feira no jornal "i" e que de certa forma mostra como vão as coisas no panorama político americano, mais concretamente nesse partido conservador de nome Republicano.

Afirma Krugman:

" O tom das manifestações contra a reforma Obama do sistema de saúde é sintomático. A direita irracional está a tomar conta do Partido Republicano. E as consequências podem ser tremendas.

A semana passada houve uma manifestação à porta do Capitólio em protesto contra a iminente legislação sobre cuidados de saúde. Os argumentos eram do tipo a que já nos habituámos, incluindo grandes cartazes com corpos empilhados em Dachau e com a legenda "Cuidados de saúde do nacional-socialismo". Foi grotesco - e também premonitório. Porque aquilo a que estamos a assistir é ao começo da californização dos Estados Unidos.

A conclusão mais importante que se deve retirar dessa manifestação é que não foi um acontecimento periférico. Foi patrocinada pela liderança republicana do Senado: com efeito, foi oficialmente rotulada como conferência de imprensa desse partido. Os seus mais eminentes legisladores estiveram presentes e o tom dos protestos não lhes causou o mínimo incómodo.

É certo que Eric Cantor, número dois republicano na Câmara de Representantes, fez algumas críticas suaves depois do acontecimento. Mas apenas "suaves". Os cartazes eram "impróprios", disse o seu porta-voz; as comparações com Hitler feitas por pessoas como Rush Limbaugh, disse Cantor, "evocam imagens que, francamente, não ajudaram nada".

O que isto revela é que o Partido Republicano foi tomado pelas pessoas que costumava explorar.

O estado de espírito patente em recentes manifestações da direita não é uma novidade. Já em 1964, o historiador Richard Hofstadter publicou um ensaio intitulado "The Paranoid Style in American Politics", que parece basear-se nos grandes títulos da actualidade de hoje: os americanos da extrema direita, escrevia ele, sentem que "os EUA lhes foram em grande parte sonegados, a eles e aos seus semelhantes, e estão determinados a tentar recuperá-los e a evitar o derradeiro acto da sua subversão."

Embora o estilo paranóico não seja novo, o seu papel no Partido Republicano é.

Nos tempos em que Hofstadter o escreveu, a direita sentia-se expropriada, por ter sido rejeitada por ambos os grandes partidos. Isso mudou com a chegada de Reagan: os políticos republicanos começaram a ganhar eleições, em parte por cuidarem das paixões da direita enfurecida.

Porém, até há pouco tempo, esse cuidado tem sobretudo assumido contornos de simbolismo oco. Uma vez ganhas as eleições, as questões que incendiavam as bases ficaram quase sempre para trás, suplantadas pelas preocupações económicas das elites. Assim, em 2004, George W. Bush assentou a sua campanha no antiterrorismo e nos "valores".

Mas no ano passado algo inesperado aconteceu. Depois da vitória esmagadora dos democratas, os extremistas deixaram de poder ser engodados com promessas de futura glória. Além disso, a perda simultânea da maioria no Congresso e na Casa Branca deixou um vazio de poder num partido habituado a uma gestão das cúpulas para as bases. Nesta altura do campeonato, Newt Gingrich faz figura de velho estadista reservado e razoável do Partido Republicano.

No partido, o poder real reside de facto em pessoas como Rush Limbaugh, Glenn Beck e Sarah Palin (que, actualmente, é mais uma figura mediática que uma política convencional). Uma vez que estas pessoas não estão interessadas em governar, alimentam o frenesim das bases em vez de tentarem acalmá-las ou canalizar as suas energias. Assim, toda a antiga moderação desapareceu.

A curto prazo, isso pode ajudar os democratas. Ou talvez não: as eleições não são necessariamente ganhas pelo candidato que apresente os argumentos mais racionais; são muitas vezes determinadas pelas circunstâncias e pelas condições económicas.

Efectivamente, é bem possível que o partido de Limbaugh e de Beck consiga ganhos importantes nas eleições intercalares do próximo ano. Os esforços da administração Obama para a criação de emprego falharam e portanto é provável que o desemprego se mantenha desastrosamente alto ao longo do próximo ano e para além dele. O resgate de Wall Street, muito vantajoso para os banqueiros, enfureceu os eleitores e até é possível que cubra os republicanos com o manto do populismo económico. Os conservadores podem não ter ideias melhores, mas os eleitores poderão vir a apoiá-los por pura frustração.

Se os republicanos alcançarem grandes vitórias no próximo ano, o que já aconteceu na Califórnia pode vir a acontecer a nível nacional. Na Califórnia, o Partido Republicano encolheu, tornando-se essencialmente um partido de "restos" sem qualquer interesse em governar - mas esses restos continuam a ser suficientemente substanciais.

Se isso acontecer nos Estados Unidos no seu conjunto, o que não é difícil, o país, em plena catástrofe económica, pode tornar-se de facto ingovernável.

O que está em causa é que a tomada do Partido Republicano pela direita irracional não é assunto para se levar de ânimo leve. Está a acontecer algo sem precedentes - e muito mau para os EUA."


Exclusivo i/The New York Times (13/11/2009)

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Documentário - "Fall Of The Republic"

Mais um documentário interessante. Um ângulo de visão deveras diferente daquele que é comum encontrar nos Media sobre a actual realidade política americana e de certa forma também mundial.

Versão integral:

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mário David, Saramago e a Bíblia



Caros leitores,

Gostaria de deixar aqui o e-mail que enviei hoje ao Eurodeputado Mário David sobre a polémica de Saramago e a Bíblia.

"Exmo. Sr. Eurodeputado,

Permita-me fazer uso da minha liberdade de expressão, essa conquista democrática que V/ Exa. tanto despreza.

Venho pedir-lhe, não só em meu nome, mas também em nome de alguns milhões de portugueses que prezam a liberdade, para que evite proferir declarações de índole totalitária como aquela que proferiu hoje.

Queira V/ Exa. saber que no Artigo 37º da Constituição da República Portuguesa refere a liberdade de expressão e informação como um direito dos cidadãos deste país. Pois Saramago apenas fez uso desse direito que lhe é conferido. A opinião do Nobel da Literatura, partilhe-se ou não é legítima. Por outro lado, ao Sr. Eurodeputado é-lhe igualmente reconhecido o direito de discordar de tal declaração. O que já não é legítimo é o Sr. Eurodeputado vir à praça pública apelar para que o grande escritor português renuncie à cidadania portuguesa, como se para ser português fosse necessário ser crente. Para além de ser uma enorme desconsideração para os milhões de portugueses amantes da liberdade, também é uma enorme afronta para quem não é crente ou professa outras religiões. Apesar de uma parte dessas pessoas não ter votado no seu partido, tal como eu, não lhe fica nada bem proferir afirmações infelizes como a que hoje fez.

Sei que fez a sua ardilosa declaração apelando para que Saramago fosse avante com uma intenção que ele já antes demonstrara, mas tal estratagema do Sr. Eurodeputado só demonstrou uma coisa, o seu perfil totalitarista.

Como sou amante da Democracia e do meu país nunca poderia ficar calado, sem lhe demonstrar o meu enorme desagrado e vergonha pelas declarações proferidas por um cidadão português eleito democraticamente.

Espero que faça tanto pelo seu país como Saramago já fez por Portugal.

Saudações democráticas.

Do eleitor,
Helder"

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sábado, 5 de setembro de 2009

Fox News o Canal Noticioso Mais Odioso do Mundo

Afinal a TVI não é o canal televisivo mais odioso do mundo, nem a Manuela Moura Guedes a pseudo-jornalista mais repugnante. Existe do outro lado do oceano uma estação conhecida como Fox News com a extremamente tendenciosa, opinativa, fascista e mal-educada Megyn Kelly (embora mais bonita do que a Manuela):

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Cartazes de campanha



Talvez porque a maioria deles sejam políticos no activo e com cargos de poder!!

Foto: Abnóxio

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Quando os Meninos de Direita estão numa de Rebelde Way



Até aqui aquela bandeira cheira a mofo.

O problema de Portugal e dos portugueses continua a ser o de olharmos constantemente para o passado em vez de olharmos para o futuro. Estou farto deste saudosismo bafiento! Deixem-se de Salazares, de Sá Carneiros e dos Reis, olhem para a frente, pá!!

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Estou preocupado com o Paulinho das Feiras

É verdade! Estou mesmo preocupado com o Paulinho das Feiras. Com tantos beijos, apertos-de-mão e abraços ao Zé Povinho ainda é capaz de apanhar a tão ululada pela comunicação social Gripe A. Não só ele, mas toda a classe política que tem o hábito de sempre que se aproximam eleições (coincidência ou não) de cumprimentarem o povo.

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domingo, 2 de agosto de 2009

O Sistema Partidário, uma influência do Feudalismo


Hoje gostaria de vos presentear com uma excelente comparação entre o sistema partidário e o sistema feudal, retirado do livro "Cultura" de Dietrich Schwanitz.

Se quisermos entender como este sistema funciona do ponto de vista político, temos de dar uma vista de olhos aos partidos actuais. O chefe do partido determina quem vai ocupar os cargos partidários superiores, os lugares cimeiros das listas eleitorais, os postos dos chefes regionais do partido e as chefias dos governos regionais: esses são os duques. Dos seus cargos dependem, por seu lado, redes de cargos, cujos detentores, os condes, magraves, condes imperiais, landgraves, têm, por seu lado, cargos a atribuir. Quem tem a maior probabilidade de alcançar um posto alto, tem o maior séquito. Este apoia-o porque espera obter em troca um rico saque em termos de cargos, isto é, feudos. Só aquele que, devido, à sua capacidade, à sua audácia, ao seu bom nome junto do senhor feudal supremo ou por ser da família da respectiva mulher, tem as maiores perspectivas de poder distribuir muitos cargos, também tem o maior número de vassalos e subvassalos. A ele é que se guarda lealdade.

Esta teia de relações constitui um circuito fechado. Quem tem feudos a conceder, tem vassalos, e quem tem vassalos é o primeiro a ter acesso aos cargos. No entanto, o mesmo circuito fechado também actua ao contrário, quando a fortuna trai o homem do topo. Se cometer demasiados erros, se contrair a peste, se a sorte o abandonar, o seu séquito também o abandona. É precisamente por isso que, na Idade Média, se apela tanto à fidelidade. A concorrência entre os legítimos e os hábeis é constante. Isso faz da Idade Média a época das querelas partidárias. O programa do partido reduz-se invariavelmente ao homem do topo, ao cabecilha de uma teia de influências.

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terça-feira, 21 de julho de 2009

Ainda sobre Alberto João e a proibição do comunismo

Deixo-vos aqui o Editorial do Público do passado domingo, assinado por Nuno Pacheco.

"Correu esta semana alguma tinta, embora não muita, por causa das declarações de Alberto João Jardim sobre uma eventual proibição do comunismo, a par do fascismo, na Constituição portuguesa, numa futura revisão. A Madeira vai discutir dia 22 o projecto que, como já se escreveu, não tera nenhuma novidade face a propostas anteriores mas que agora, por via das declarações públicas do líder madeirense, ganhou alguma projecção mediática. Comedida, como a tinta gasta, porque se presume que Jardim vale o que vale e muito do que diz (não do que faz) acaba por ser irrelevante.
Mas o que disse realmente Alberto João a propósito do tema? Há um registo vídeo (ver videos.publico.clix.pt), onde é possível ouvi-lo a garantir que "não é justo que a democracia "não tem necessidade de proibir qualquer ideologia que seja" (sic). Mas, há sempre um "mas", a Constituição da República "deveria proibir as ideologias totalitárias", ou seja, "os fascismos de direita e os fascismos de esquerda". Isto porque o incomoda que à esquerda haja quem não diga claramente se aceita a democracia representativa e o pluralismo parlamentar (embora na Madeira, disse "eles" façam o jogo da democracia).
O problema de Jardim é, sem coragem para claramente o assumir, o fantasma do comunismo. PCP, Bloco e organiszações congéneres. Se fossem proibidos por lei, ele ficaria aliviado, o que só honraria o PCP e o Bloco por serem, agora numa democracia que se crê e quer consolidada, alvo de novas perseguições e autos-de-fé.

Num livro de 1997 só agora editado em Portugal, o escritor Imre Kertész (não diremos húngaro porque ele não gosta, embora o seja, mas podemos dizer que a sua condição judaica o levou a ser preso pelos nazis em Auschwitz e Buchenwald ainda muito jovem, com 14 anos) escreveu o seguinte: "A estúpida pergunta sobre se vemos diferença entre fascismo e comunismo, podíamos dar esta resposta breve: o comunismo é uma utopia, o fascismo é uma prática - o partido e o poder é quanto os reúne e faz do comunismo uma prática fascista." (Um Outro - Crónica de uma Metamorfose, Ed. Presença, pág.82).
Jardim, que será tudo menos estúpido, sabe com certeza que assim é. Os muitos comunistas que ao longo de décadas lutaram e morreram pela liberdade, sua e dos outros, não o fizeram em nome da opressão social, mas sim de uma utopia de traços igualitários e humanistas. A tragédia funesta que se seguiu deveu-se, em muito, à degenerescência alquímica cruamente retratada por Kertész. Em Portugal, onde os comunistas se integraram de forma satisfatória no jogo democrático, a sugestão de Jardim soa a insulto. Sobretudo vinda de quem, em matéria de democracia, já há muito viu estalarem os vidros que lhe servem de telhado."

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sieg Alberto João

" O presidente do Governo Regional da Madeira quer que a constituição proíba a ideologia comunista, para além da fascista, avança o “Diário de Notícias”.

“A democracia não deve tolerar comportamentos e ideologias autoritárias e totalitárias, não apenas de direita – como é o caso do fascismo, esta expressamente prevista no texto constitucional – como igualmente de esquerda, como vem a ser o caso do comunismo, não previsto no texto constitucional”, diz a nova redacção da proposta de revisão constitucional do PSD/Madeira, que irá ser apresentada no próximo dia 22 por Alberto João Jardim e a que o “Diário de Notícias” teve acesso."

Se a porra da nossa "Democracia" realmente funcionasse e se alguém ligasse peta ao texto da Constituição não teríamos a besta totalitária que temos há quase 4 décadas na frente dos destinos da Madeira.

Fonte: Económico

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Portugal dos pequeninos... governantes


Deixo-vos aqui mais um texto brilhante de Miguel Sousa Tavares sobre o estado do nosso país (para ler com atenção):

sic

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos... Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos... - Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km. Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa. - Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim. Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta... - Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade. Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa. - Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.

- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada? - Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor. Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?

- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez. Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:


- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Par de Chifres do Manuel Pinho (ex-Ministro da Economia)

Agora vai pastar para outro lado. Para aí como administrador numa grande empresa pública.

Este é o perfeito exemplo da qualidade da canalha que nos governa.

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domingo, 28 de junho de 2009

Grandes Discursos - A miúda que calou o mundo

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domingo, 21 de junho de 2009

Sócrates e o Estranho Caso de Dr. Jeckyll & Mr. Hyde

Muitos falam da recente mudança de personalidade de Sócrates, apontando-lhe duas personalidades distintas. De facto, a história de Sócrates é muito semelhante ao clássico da literatura "O Estranho Caso de Dr. Jeckyll & Mr. Hyde".

Vejamos:

Sócrates, ao estilo de Dr. Jeckyll, queria provar que o bem e o mal existem em todas as pessoas, principalmente nos políticos e que estes últimos têm sempre duas faces. Para o conseguir provar, e depois de muito trabalhar, não no seu laboratório como a personagem Dr. Jeckyll, mas no seu gabinete de "Engenheiro" descobre uma poção.

- "Porreiro Pá!! Descobri!!" - grita ele, cheio de alegria e entusiasmo, na mesma noite em que é eleito primeiro-ministro de Portugal.

Para não colocar a vida de ninguém em risco, ele próprio decide tomar a poção.
O resultado desse acto está à vista, se atentarmos à forma como o "animal feroz" (qual Mr. Hyde) tem actuado nestes últimos 4 anos. Os impostos aumentam, uma grande parte das empresas encerra, o número de desempregados aumenta, algumas classes profissionais são atacadas, os Sindicatos também o são, as urgências e maternidades são fechadas, a Justiça portuguesa torna-se numa anedota, o crime aumenta, a corrupção aumenta, assim como o desespero cada vez mais gritante dos portugueses. Com o país a afundar cada vez mais, Mr. Hyde Sócrates, assim como os seus ministros tem uma atitude prepotente, arrogante e autoritária perante os portugueses, perante os seus opositores partidários e, até mesmo, perante alguns dos seus correligionários mais discordantes com as suas políticas. Enquanto que o país cai a pique o "animal feroz" considera que o segredo para inverter esta tendência é recorrer às obras megalómanas (investimento público chama-lhe ele), construindo um novo aeroporto internacional para Lisboa em Alcochete e trazer para Portugal o TGV.

Felizmente a poção inventada por Sócrates tem um prazo limite e o mesmo chega ao fim, coincidentemente, logo após as eleições europeias. Agora Sócrates olhando para os excessos cometidos pelo seu lado "Mr. Hyde" está arrependido, e com razão. Ora pois!!

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Oh Sócrates não me enganes com as notas dos exames!!

"Começou ontem época de exames nacionais, com teste de Português, considerado por todos muito fácil. Professores dizem que notas vão subir e, com elas, resultados escolares vão-se aproximar das médias europeias. Estratégia que, dizem, tem vindo a ser seguida pelo Ministério. Em ano eleitoral, alunos salientam necessidade de melhorar as estatísticas."

E isto tudo reflecte o que tem sido a política seguida por este Governo, ou seja, governar para os números somente para "inglês ver". Neste caso para o resto dos europeus verem.

As notas escolares "inflacionadas" desta maneira têm praticamente a mesma utilidade que as notas da nossa carteira têm quando a inflação (no sistema monetário) é bastante acentuada, ou seja não servem de grande coisa. Os alunos saem da Escola para o mercado de trabalho e dificilmente encontrarão emprego. Esta inflação serve apenas para enganar os restantes europeus e para enganar os alunos, mas ainda há muita gente que não cai nessa...

Fonte: Exame online

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Major Valentim e as buscas

"Uma das residências e empresas do Major Valentim Loureiro, no Porto, estão a ser alvo de buscas por parte de elementos do DIAP.

A notícia é avançada pela Rádio Renascença. Além do DIAP, em casa do ex-presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional estão também agentes da Unidade de Combate à Corrupção, organismo da Polícia Judiciária que tem por missão investigar crimes económicos."

Talvez tenham ido lá só para organizar a papelada do Major. Porque no fundo, no fundo todos sabemos que isto vai dar, mesmo, em nada.

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

TGV - crónica de um país arruinado

"O ministro das Obras Públicas, Mario Lino, afirmou esta segunda-feira no Parlamento que o projecto do TGV é para continuar apesar das criticas que têm sido feitas num quadro crise económico-financeira."

O célebre ministro "Jamais" (leia-se em francês) continua obstinado com a grande obra do TGV. Parece não querer ouvir a voz do povo português que no passado dia 7 de Junho disse qualquer coisa do género "mudem ou mudar-vos-emos". Esperemos que esta declaração seja parecida com aquela do "em Alcochete jamais", caso contrário estaremos dando mais um passo, bem largo, em direcção ao abismo.

Fonte: Correio da Manhã - Online

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Coisas que não compreendo

O CDS pretende agora impedir as sondagens durante a campanha eleitoral. Ora, se não houver sondagens durante a campanha eleitoral, principalmente quando são apontados valores sofríveis ao CDS, como poderá este partido comemorar no final das eleições?

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