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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Major Valentim e as buscas

"Uma das residências e empresas do Major Valentim Loureiro, no Porto, estão a ser alvo de buscas por parte de elementos do DIAP.

A notícia é avançada pela Rádio Renascença. Além do DIAP, em casa do ex-presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional estão também agentes da Unidade de Combate à Corrupção, organismo da Polícia Judiciária que tem por missão investigar crimes económicos."

Talvez tenham ido lá só para organizar a papelada do Major. Porque no fundo, no fundo todos sabemos que isto vai dar, mesmo, em nada.

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terça-feira, 19 de maio de 2009

As ocasiões fazem os ladrões... na Assembleia da República

Geralmente não tenho o hábito de publicar os conteúdos de e-mails recebidos todos os dias na minha caixa de correio, porém o que passo a publicar na íntegra pareceu-me bastante pertinente.

sic

Nada no mundo me faria revelar o nome de quem relatou este episódio. É oportuno divulgá-lo agora porque o parlamento abriu as comportas do dinheiro vivo para o financiamento dos partidos. O que vou descrever foi-me contado na primeira pessoa. Passou-se na década de oitenta. Estando a haver grande dificuldade na aprovação de um projecto, foi sugerido a uma empresária que um donativo partidário resolveria a situação. O que a surpreendeu foi a frontalidade da proposta e o montante pedido. Ela tinha tentado mover influências entre os seus conhecimentos para desbloquear uma tramitação emperrada num labirinto burocrático e foi-lhe dito sem rodeios que se desse um donativo de cem mil Contos "ao partido" o projecto seria aprovado. O proponente desta troca de favores tinha enorme influência na vida nacional. Seguiu-se uma fase de regateio que durou alguns dias. Sem avançar nenhuma contraproposta, a empresária disse que por esse dinheiro o projecto deixaria de ser rentável e ela seria forçada a desistir. Aí o montante exigido começou a baixar muito rapidamente. Chegou aos quinze mil Contos, com uma irritada referência de que era "pegar ou largar". Para apressar as coisas e numa manifestação de poder, nas últimas fases da negociação o político facilitador surpreendeu novamente a empresária trazendo consigo aos encontros um colega de partido, pessoa muito conhecida e bem colocada no aparelho do Estado. Este segundo elemento mostrou estar a par de tudo. Acertado o preço foram dadas à empresária instruções muito específicas. O donativo para o partido seria feito em dinheiro vivo com os quinze mil Contos em notas de mil Escudos divididos em três lotes de cinco mil. Tudo numa pasta. A entrega foi feita dentro do carro da empresária. Um dos políticos estava sentado no banco do passageiro, o outro no banco de trás. O da frente recebeu a pasta, abriu-a, tirou um dos maços de cinco mil Contos e passou-a para trás dizendo que cinco mil seriam para cada um deles e cinco mil seriam entregues ao partido. O projecto foi aprovado nessa semana. Cumpria-se a velha tradição de extorsão que se tornou norma em Portugal e que nesses idos de oitenta abrangia todo o aparelho de Estado.

Rui Mateus no seu livro, Memórias de um PS desconhecido (D. Quixote 1996), descreve extensivamente os mecanismos de financiamento partidário, incluindo o uso de contas em off shore (por exemplo na Compagnie Financière Espírito Santo da Suíça - pags. 276, 277) para onde eram remetidas avultadas entregas em dinheiro vivo. Estamos portanto face a uma cultura de impunidade que se entranhou na nossa vida pública e que o aparelho político não está interessado em extirpar. Pelo contrário. Sub-repticiamente, no meio do Freeport e do BPN, sem debate parlamentar, através de um mero entendimento à porta fechada entre representantes de todos os partidos, o país político deu cobertura legal a estes dinheiros vivos elevados a quantitativos sem precedentes. Face ao clamor público e à coragem do voto contra de António José Seguro do PS, o bloco central de interesses afirma-se agora disposto a rever a legislação que aprovou. É tarde. Com esta lei do financiamento partidário, o parlamento, todo, leiloou o que restava de ética num convite aberto à troca de favores por dinheiro. Em fase pré eleitoral e com falta de dinheiro, o parlamento decidiu pura e simplesmente privatizar a democracia.

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domingo, 29 de março de 2009

Freeport - o filme

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sexta-feira, 27 de março de 2009

Mais um "santinho" absolvido em Corruptugal

"O Tribunal do Marco de Canaveses absolveu esta tarde o ex-presidente da câmara local, Avelino Ferreira Torres, que estava acusado de quatro crimes que o Ministério Público considerou provados: corrupção, peculato de uso, abuso de poder e extorsão.

À saída da sala de audiências, Ferreira Torres foi abraçado por amigos antes de lançar críticas aos jornalistas. 'Ando a ser condenado pela comunicação social há mais de 20 anos. Hoje, afinal fez-se justiça. Gostava que assumissem que foram enganados por vigaristas que dão cabritos a toda a gente, mas eu não dou. Sejam sérios de uma vez por todas. Ou hoje pelo menos!', exclamou, visivelmente irritado.

O Ministério Público tinha pedido pena de prisão, que não quantificou, para o ex- autarca do Marco de Canaveses. Não se sabe ainda se o MP vai recorrer da sentença.

O Ministério Público tinha pedido pena de prisão, que não quantificou, para o ex- autarca do Marco de Canaveses. Não se sabe ainda se o MP vai recorrer da sentença."

Não há esperança para este país enquanto episódios lamentáveis como este continuarem a acontecer! A decisão deste "tribubananal" peca de várias formas.

A primeira prende-se com o facto do Ministério Público já ter considerado provados os crimes de corrupção, peculato de uso, abuso de poder e extorsão. Aquela rábula dos Gato Fedorento sobre o Major Valentintin aplica-se aqui que nem uma luva, quando o Capitão Ad Hoc diz para o Fernando Pessoa: "Só temos as escutas, os depoimentos das testemunhas e os documentos que comprovam tudo sem margem para qualquer dúvida! Como é que se condena um homem assim?!!".

A segunda tem a ver com o facto já sobejamente consabido de que a culpa, em Portugal, morre quase sempre solteira, isto sempre que falamos de crimes de colarinho branco.

A terceira tem a ver com a falta de justiça e de punição para com uma figura intragável, execrável e odiosa como este tipo.

A quarta, e última, prende-se com o facto de decisões ridículas e patéticas como esta provocarem uma sensação de impunidade e, talvez, de motivação extra para os Avelinos Ferreiras Torres deste país continuarem o saque.

Fonte: Correio da Manhã

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Os Sete Millenniumagníficos

"O Banco de Portugal notificou na sexta-feira sete antigos administradores do Millennium BCP, no âmbito da investigação a alegadas irregularidades cometidas com recurso a sociedades "off-shore".

A entidade presidida por Vítor Constâncio notificou na sexta-feira ao final da tarde, como arguidos, os antigos presidentes do Millennium BCP, Jorge Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto e Filipe Pinhal, bem como os antigos administradores António Castro Henriques, Christopher de Beck, Alípio Dias e António Rodrigues."

Quer-me parecer que o Vítor Constâncio finalmente aumentou a graduação das lentes dos óculos. Finalmente conseguiu ver que há corrupção na Banca.

"(...) Em causa está a alegada utilização de sociedades "off-shore" controladas e financiadas pelo BCP para comprar acções do próprio banco. Desta forma, seria prestada informação falsa ao mercado, uma vez que os títulos em questão não eram assumidos como acções próprias."

Como solidários que somos aqui no Opinion Shakers, gostaríamos de prestar a nossa solidariedade aos ex-administradores daquela instituição extorsionária... perdão, queria dizer bancária. Fazemos das nossas palavras a letra da música da nova campanha publicitária, aquela com a boazona da Bárbara Guimarães.

"O Sol vai trazer a esperança, um novo dia, ventos de mudança nos trará. Não te esqueças que a vida é mesmo assim. (...) toda a tormenta tem um fim. A nossa jornada desistir é nada (...)"

Gostaríamos de deixar uma palavra de apoio aos íntegros e honestos ex-administradores, atrás referidos, para que tenham esperança, pois estão em Portugal. Os ricos e poderosos, por aqui, têm quase sempre "imunidade".

E eu que pensava que a letra daquela música tinha algo a ver com o contexto de incertezas e inquietações devido à crise financeira e económica. Pensava que a nova campanha pretendia transmitir uma mensagem de apoio à vida dos portugueses para o presente e para os desafios que se adivinham no futuro. Seria, mais ou menos, como um tipo que assalta outro e lhe leva o dinheiro quase todo e depois lhe diz algo do género "Há que manter esperança no futuro!! Força rapaz!!". Mas afinal a campanha publicitária não passa de uma mensagem subliminar de apoio aos seus ex-administradores.

P.s.: Após várias e infrutíferas tentativas de negociação com aquela instituição bancária para nos pagarem um fee pela inclusão do novo vídeo publicitário neste post, decidimos não o colocar.

Fonte: TSF

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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Cogito Ergo Sumo-me Daqui

Começa assim a exposição da SEDES.

"Sente-se hoje na sociedade portuguesa um mal estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional.

Nem todas as causas desse sentimento são exclusivamente portuguesas, na medida em que reflectem tendências culturais do espaço civilizacional em que nos inserimos. Mas uma boa parte são questões internas à nossa sociedade e às nossas circunstâncias. Não podemos, por isso, ceder à resignação sem recusarmos a liberdade com que assumimos a responsabilidade pelo nosso destino."

A corrupção graça na praça pública. O truque para não ser apanhado pela (in)Justiça Portuguesa é ser-se poderoso (seja em termos económicos, seja em termos de influências). Vejam os Valentins Loureiros, os Avelinos Ferreira Torres, as Fátimas Felgueiras, os Pintos das Costas. Poderia continuar ad infinitum. Parece que agora, devido ao novo Código Penal, vão ser arquivadas 4 centenas de processos de corrupção, ora não fosse para estas coisinhas que elaboraram aquele polémico documento.

O alastramento de crime e a falta de segurança. Enquanto os membros do Governo e o Presidente da República Portuguesa (que até se dá ao luxo de proibir a circulação de aviões no espaço aéreo na sua praia favorita no Algarve) andam com um batalhão de guarda-costas atrás, os portugueses sofrem continuamente com o aumento do crime.

A (in)Justiça portuguesa é patética de mais para um país que se quer afirmar do primeiro mundo. O Marinho Pinto já fez um diagnóstico da doença de que a nossa (in)Justiça padece, mas recusa-se a dizer quais os nomes dos "Vírus".

A Saúde em Portugal apesar de ter sido considerada 12ª melhor, num conjunto de 191 países segundo a Organização Mundial de Saúde, despromoveu Portugal para o a 38º posto depois de ter verificado falhas na organização, espera e comodidade (o que mais próximo da realidade).

A Educação entrou pela via do facilitismo a toda a prova para os alunos e para o "dificultismo" em relação à carreira do docente. Com alunos que não sabem que é preciso esforçar-se e trabalhar muito para obter bons resultados e que não têm respeito nenhum pelos professores, pergunto: "O que irá ser destes miúdos quando chegarem ao mercado de trabalho?".

A crise económica a agravar-se cada vez mais, o fosso entre ricos e pobres está cada vez maior, a inflação é um peso enorme, o desemprego vai-se alastrando, por isso digo: "Irra, que é demais! Vou-me pirar daqui enquanto é tempo!!"

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