No recebimento diário de inúmeros e-mails, houve um em particular que me sensibilizou imenso, pela sua mensagem e também, acima de tudo, pela forma simples de transmitir uma mensagem que tem um enorme significado, a luta contra o cancro da mama.
Não costumo reencaminhar e-mails que, dizem, deve-se enviar a não sei quantas pessoas para termos sorte, ou dar resultado o conteúdo de certo emails, mas este é diferente. Mantive a minha matriz, mas não pude deixar de, este em particular, partilhar convosco através do Opinion Shakers, dando assim a possibilidade que esta simples mensagem, mas de conteúdo muito profundo, possa ser difundida por toda a blogosfera e quem nos visita.
Em baixo mostro-lhes o conteúdo do referido e-mail que recebi.
Aguardo os vossos comentários.
B&A
terça-feira, 12 de maio de 2009
Cancro da Mama...!!!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Estarão as redes sociais a mudar o nosso cérebro?

Li hoje no DN e não resisti a postar este artigo interessantíssimo e pertinente, que levanta questões de enorme relevância para o futuro quer do foro individual, quer do ponto de vista social.
Neurologista inglesa alerta para consequências do Facebook O Facebook e o Twitter estão a mudar a forma como pensamos. Ao que parece, literalmente. Uma prestigiada neurologista britânica diz que os efeitos culturais e psicológicos das relações online vão mudar o cérebro das próximas gerações: menos capacidade de concentração, mais egoísmo e dificuldade de simpatizar com os outros e uma identidade mais frágil são algumas das consequências que Susan Greenfield antecipa.
O alerta da especialista surge na mesma semana em que foi divulgado que Portugal é o terceiro país europeu que mais utiliza as redes sociais na Internet - de acordo com a Marktest, só em Março passado, os portugueses dedicaram quatro milhões de horas a estes sites. "Uma geração que cresce com novas tecnologias e num ambiente cultural diverso vai ser naturalmente diferente: da forma como processa os pensamentos, à moral e comportamentos", concorda o neurologista Lopes Lima. No entanto, será uma geração mais adaptada às circunstâncias actuais - "faz parte da evolução humana", diz.
Também o psiquiatra Álvaro de Carvalho considera que é inevitável que esta adesão às redes sociais e ás novas formas de comunicar "induza uma forma de funcionamento mental diferente: que tem aspectos negativos, mas também positivos.". Na Câmara dos Lordes inglesa, Susan Greenfield salientou os negativos: a directora do reputado Royal Institution of Great Britain acredita que a exposição das crianças à rapidez da comunicação pode acostumar o cérebro a trabalhar em escalas de tempo muito curtas e aumentar as distúrbios de défices de atenção. Além disso, salienta a preferência pelas recompensas imediatas, ligada às áreas do cérebro que também estão envolvidas na dependência de drogas.
"Há o risco de não valorizar aspectos da vida que não são atractivos no imediato, enquanto se vai mais atrás do prazer rápido", concorda Álvaro de Carvalho. "Nas crianças, aquilo que é óbvio é que as novas formas de comunicação, menos presenciais, criam um modelo de interacção menos humanizado, muito menos rico a nível emocional, já que a capacidade de sentir o outro é limitada", diz o psiquiatra.
Ou seja, a capacidade de desenvolver empatia pelos outros também pode ser afectada. Esta mudança preocupa o neuropsicólogo Manuel Domingos. "Há pessoas que privilegiam a conversa atrás do teclado, onde podem ficar escondidas", diz. Por isso, apesar de aparentemente facilitar a comunicação, acaba por a simplificar de mais, argumenta.
Para Álvaro de Carvalho, neste momento, ainda estamos a assistir à implementação d e um novo modelo e por isso há muita especulação. "Há mais perguntas que respostas", reconhece o psiquiatra.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
"Tudo Será Diferente"

Luís Marques colunista do "Expresso", referia num artigo seu deste fim-de-semana, que "dado o contínuo agravamento da crise que atravessamos, sem que tal seja possível prever até onde ela poderá ir, de uma coisa podemos dar como seguro - nada vai ficar como antes".
Pessoalmente, considero que vivemos um momento de relevância histórica o qual em sim mesmo, irá conduzir a uma mudança a todos os níveis relevante, com especial ênfase do ponto de vista económico, social e político. E que será de uma exigência bastante dura, apelando a uma participação fortíssima de toda a sociedade civil.
Na mesma linha, na passada sexta-feira, tive a oportunidade de assistir a uma conferência dada em Loulé, onde o convidado - o Prof. Fernando Rosas, um dos grandes historiadores portugueses da actualidade (para esta análise,vamos deixar aqui a associação política do mesmo), reflectia tendo como ponto de partida a própria História, nas causas da "Segunda Crise Histórica dos Sistemas Liberais do Ocidente" concluindo que, independentemente daquilo que possa suceder, de uma coisa poderemos ter a certeza, a actual crise não será curta, já que a própria História assim o tem demonstrado.
Destas várias perspectivas - que considero bastante realistas, independente do epíteto de «demasiado pessimistas» - emergem várias consequências, tais como: sectores de actividade que vão literalmente desaparecer; reajustamento dos paradigmas da Economia; perda substancial a nível mundial de riqueza; níveis de vida que irão baixar; convulsões sociais que desconhecemos a sua gravidade; luta pela sobrevivência que nalguns casos não andará muito longe da anarquia; terrenos férteis para o aparecimento de movimentos nacionalistas e a ascensão de personagens dúbias e milagrosas.
Como tal, vivemos um tempo o qual, enquadrado num quadro de valorização humanista, a racionalidade, a objectividade e acima de tudo a inteligência colectiva será uma mais valia para enfrentarmos com algum optimismo o desafio que este momento nos coloca. E que nos irá remeter para uma mobilização colectiva com um saudável confronto de posições, onde o maior perigo será sempre a indiferença, a apatia social e a subvalorização de tudo aquilo que estamos a verificar no nosso dia-a-dia.
Tal como refere Luís Marques, "qualquer visão de futuro que se queira fazer, terá de partir deste dado: tudo será diferente!"
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Memórias da Justiça Portuguesa

Foi notícia da edição de ontem do jornal "Expresso", um interessante artigo sobre aquilo que tem sido a justiça portuguesa nos últimos anos, denominando-a "processos que pariram ratos".
Diz o referido artigo, que os processos judiciais em Portugal, explodem nos jornais servindo de seguida de alimento para as televisões, acabando por depois morrer quando entram nos tribunais.
A título exemplificativo recorda o "Expresso", 12 casos (processos) bastante mediáticos e que no fundo não deram praticamente em nada.
Ora vejamos:
FP-25 de Abril - A dita culpa foi unicamente do arrependido Guedes Monteiro, quando o que estava em causa era uma organização terrorista responsável pela morte de 18 pessoas assassinadas entre 1980 e 1987;
Fax de Macau - nove anitos de espera para (contra a vontade do juíz) Carlos Melancia (sujeito acusado de receber dinheiro indevidamente) ser absolvido e dedicar-se posteriormente aos negócios na hotelaria;
UGT - foram precisos 15 anos para absolver os cerca de 35 acusados de desvio de 1,8 milhões de euros do Fundo Social Europeu. João Proença (não sei se conhecem) era um dos acusados desse processo, toda a gente sabe onde ele está agora e o que faz, correcto?(não quero com isto acusar o indivíduo, apenas relembrar factos passados);
Hemofílicos - simplesmente SEM JULGAMENTO, "e esta hein??" 136 hemofílicos foram infectados com o vírus da Sida, 56 acabaram por falecer e apesar da ministra Leonor Beleza, ter sido acusada de conscientemente ter importado e propagado o sangue contaminado, tal acusação acabou por prescrever (uma das palavras mais comuns que podemos encontrar associadas à justiça portuguesa) e como tal....
Ministério da Saúde - Zezé Beleza (deve ter qualquer grau de parentesco com a senhora do caso anterior, será que não são irmãos??, ou será só impressão minha??) juntamente com Costa Freire do ministério da Saúde, são acusados de corrupção. Resultado: 17 anos de acusação até prescrever (ora cá está ela mais uma vez);
Universidade Moderna - José Braga Gonçalves acusado de desvio de dinheiro, é condenado (que estranho) a cumprir 12 anos de prisão, cumpre somente cinco e já se encontra em liberdade. registe-se aqui que o nome Paulo Portas, ligado inicialmente ao acaso, escapa ileso ao mesmo;
Aquaparque - nove anos de espera, após recurso, para o Estado pagar uma indemnização de 600 mil euros (120 mil contos antigos) aos pais das 2 crianças lá falecidas;
Casa Pia - seis anos depois e.............! Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos!
Apito Dourado - um condenado (Valentim Loureiro), outros por julgar nomeadamente Pinto da Costa. Regista o "Expresso" que o processo "levou 7 anos a chegar aos tribunais e cinco às salas de cinema";
Submarinos - Paulo Portas (parece-me que já li este nome anteriormente por aqui) o homem que ao comprar submarinos eventualmente, poderá ter-se enganado no pagamento via transferência bancária, acabando (sem querer, claro) por fazer desaparecer 30 milhões de euros, os quais até hoje niguém sabe por onde andam. Bom, ninguém não será bem assim, se calhar a malta do CDS-PP poderá dar algumas pistas sobre o "pilim", mas 5 anos de investigação e adivinhem.....sem desenvolvimentos! Quer isto dizer......Prescrição (ora cá está ela mais uma vez);
Portucale - já após a derrota nas legislativas o PSD assina um despacho que viabiliza o abate de 2600 sobreiros (coisa pouca) para a construção de um empreendimento turístico do grupo Espírito Santo. Três ministros foram envolvidos nesta táctica, existindo actualmente 11 acusados de crime de abuso de poder e tráfico de influências. Mais uma "novela jurídica" que aguarda pelos próximos capítulos, mas todos nós já sabemos onde isto vai parar....à tal palavra;
Furacão - o maior de todos estes processos, com cerca de 300 arguidos. Os quais estão envolvidos na fuga ao fisco de mais de 200 milhões de euros, entre negócios altamente duvidosos, os quais transformaram o BPN na mais recente descoberta científica da "astronomia financeira portuguesa" em virtude de estarmos perante um genuíno" buraco negro". Para já, acusados nem vê-los, e muito menos fim à vista para o cito "maior processo de crime financeiro em Portugal".
Será que ainda dá para acreditar no sistema jurídico, tal como ele está e se comporta? Afinal Kafka, já sabia muito bem como se desenrolava todo este "PROCESSO".
domingo, 18 de janeiro de 2009
Viver com 400 euros

A minha sugestão de hoje, é uma reportagem da RTP que assisti à cerca de 3 meses e que serve para relembrar ,apenas, a realidade de muitas famílias do país em que vivemos.
Se bem que, tendo em consideração as previsões do "The Economist" para Portugal no que diz respeito ao presente ano e próximo, a próxima reportagem terá mais o título de "Viver com 0 euros".
Há alguns anos atrás, quando um amigo meu de nacionalidade norte-americana, visitava este nosso Portugal, em conversa ao saber qual o valor do ordenado mínimo e médio dos portugueses, ficou surpreendido, questionando-me "Como é que é possível?"
A mesma pergunta encontra-se presente e serve de ponto de partida para esta reportagem.
Sinopse:
Ao longo de um mês a jornalista Mafalda Gameiro e o repórter de imagem Jaime Guilherme, acompanharam a vida de uma família que gere, com angústia, um magro orçamento familiar – 400 euros por mês.
Foram às compras, à farmácia, ao banco, ao médico, ao mercado, à praia, ao Multibanco com a Olga, a protagonista desta reportagem.
Seguiram, a sua rotina diária, perceberam como vive em permanente ansiedade, como atamanca as necessidades, como se priva de comer quando não tem dinheiro e de se tratar quando não pode comprar medicamentos.
“Viver com 400 euros” é um retrato fiel de milhões de famílias portuguesas que fazem milagres para sobreviverem; é uma reportagem que responde à pergunta que todos fazem: como é possível?
Este é um trabalho com edição de imagem Samuel Freire.
Link para visualização: http://video.google.com/videoplay?docid=-3562899080367044848
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Ainda em torno de Alvin Toffler...
Entrevista bem conduzida por Mário Crespo ao famoso sociólogo norte-americano Alvin Toffler, autor das famosas obras "O Choque do Futuro", "A Terceira Vaga"- obras que recomendo vivamente - e onde se aborda questões actuais em termos de sociedade, desenvolvimento humano (especial atenção sobre a questão da nano tecnologia no nosso corpo) entre outros temas, Humanismo, etc, e onde também revela a sua opinião sobre a eleição de Obama e o que isso representará para o mundo.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Poder e Miséria lado a lado

Foi notícia da edição de ontem do DN uma reportagem que me despertou a atenção - isto apesar de saber que nos dias de hoje a Miséria é algo que muitas vezes no mundo contemporâneo provoca até indiferença - a qual se debruçava sobre a ascensão do número de pessoas que todas as noites "dormem" às portas do nosso Ministério das Finanças no Terreiro do Paço em Lisboa.
Dizia a notícia que " o maior grupo de sem-abrigo dorme à porta do Ministério das Finanças" e que a "Praça do Comércio, centro do poder político em Portugal desde o tempo de D. Manuel I, espelha bem a indiferença para com quem só pede um tecto para viver."
Que ironia esta!
Justificação para esta situação: confrontar o poder político com esta triste realidade? pedir ao poder político por um tecto para poder ter alguma dignidade enquanto ser humano? Não, a explicação é simples. "Carrinhas!" É na Praça do Comércio , que se situa um dos principais pontos de auxílio aos sem-abrigo. Carrinhas que por ali param durante a noite, trazem comida, cobertores e roupa, o que justifica a procura do local.
Soluções para a situação? Deixo-vos aqui esta relatada pelo mesmo artigo: " Durante a noite um jovem de uma Igreja Pentecostal 'trouxe' a solução para os sem-abrigo: Eles não estão bem porque não seguem o caminho de Deus!"
Palavras para quê?
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Controlo da Mente: Como se Processa?
Aqui fica um vídeo explicativo de como o poder , nomeadamente o poder religioso, age sobre os indivíduos desprovidos de qualquer base minimamente crítica do ponto de vista cognitivo.
O próximo vídeo é um excerto do documentário Zeitgeist;The Movie, e coloca em destaque o controlo ao nível dos Mass Media, das políticas de Educação e do porquê da maior parte das pessoas ficar "ás cegas" relativamente ao que realmente possa estar a acontecer.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Medina Carreira diz que falta de responsabilidade conduziu País à actual situação

Hoje decidi postar uma notícia emitida pela agência Lusa, a propósito de um debate sobre o estado do País levado a cabo na cidade do Porto, e onde de entre algumas personagens da cena económica destacaria essa "voz corrosiva" - a quem muitos consideram-na de catastrofista por natureza - e a qual me dá algum prazer escutar, na medida em que tratando-se de quem já passou pelo poder e conhece bem a realidade portuguesa nas suas diversas vertentes, em especial a económica, acaba por ser aquilo que muitos designam como a "pedrada no charco".
Ora aqui fica na íntegra a peça jornalística da Lusa:
O fiscalista Medina Carreira traçou hoje um quadro muito negativo de Portugal, considerando que a actual situação resulta de uma quebra acentuada no crescimento económico, num país em que "ninguém é responsável por nada".
"A democracia em Portugal é uma brincadeira em que ninguém é responsável por nada, não há responsáveis", afirmou Medina Carreira, salientando que "o País apenas é governado com rigor durante um ano ou um ano e meio por legislatura".
No restante tempo, segundo o fiscalista, quem vence as eleições começa por tentar corrigir as promessas que fez na campanha eleitoral e, a meio do mandato, "começa a preparar as mentiras para a próxima campanha eleitoral".
"Com esta gente que temos, não podemos ter muitas esperanças (quanto ao futuro)", defendeu, frisando que "as eleições ganham-se com mentiras".
Medina Carreira, que falava aos jornalistas em Gaia à margem de um debate sobre a actual situação do País, defendeu que "a raiz do problema" de Portugal resulta da quebra no crescimento económico.
"Durante 15 anos crescemos seis por cento ao ano, entre 1975 e 1990 crescemos quatro por cento ao ano e de 1990 para cá estamos a crescer 1,4 por cento ao ano. Se não mudarmos de vida, o futuro exige meditação", frisou.
Para o especialista, "não há economia que aguente um Estado social com tudo para todos, desde o berço até ao túmulo", defendendo que esta concepção "está condenada".
O fiscalista também se pronunciou sobre as verbas europeias destinadas a Portugal através do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), desvalorizando a sua importância.
"Antes do QREN já vieram muitos milhões da Europa e veja-se o estado em que o País está", frisou Medina Carreira, que também se manifestou contra a rede ferroviária de alta velocidade e o novo aeroporto de Lisboa.
"São uma tontice, o País não tem dinheiro para isso", afirmou.
O quadro negro traçado por Medina Carreira foi corroborado pelo economista Pedro Arroja, para quem a economia portuguesa "está bloqueada".
"Estamos a crescer menos que toda a União Europeia, vivemos acima das nossas possibilidades, estamos a perder terreno em relação a outros países europeus", frisou.
Para o economista, a solução tem que passar por uma "redução significativa dos impostos que possa atrair as empresas e pôr a economia a trabalhar".
Pedro Arroja considerou que o aeroporto e a alta velocidade "são projectos para encher o olho mas não são prioritários para o País", além de que "só vão complicar as coisas do ponto de vista orçamental.
"Como português, gostaria muito que tivéssemos um novo aeroporto em Lisboa e uma rede ferroviária de alta velocidade mas não me parece que sejam prioritários", afirmou.
Para o economista, a opção do Governo pelo combate ao défice está a "estrangular a economia", defendendo que "não morremos da doença mas podemos morrer da cura".
Medina Carreira e Pedro Arroja foram dois dos intervenientes num debate sobre a situação do País, em que também participou Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto. O dirigente socialista Jorge Coelho, cuja presença tinha sido anunciada, faltou.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Mostrando um mundo de Excessos - Chris Jordan
O presente post, é mais uma vez uma excelente produção da TED e tem como tema, o surpreendente mundo dos excessos que quotidianamente circundam-nos e que de um certo modo reflectem quem nós somos (enquanto indivíduos e enquanto sociedade).
Chris Jordan é um artista norte-americano, que direcciona o seu trabalho para a representação imagética do mundo do excesso de dados e informação existente actualmente, fazendo com que desse modo, o nosso olhar e o nosso pensamento se focalize em algo que se encontra camuflado por debaixo da superfície do dia-a-dia.
São apenas cerca de 11 minutos, que recomendo a todos os leitores que nos visitam e que demonstram como em tão pouco tempo, se pode dizer muito mantendo sempre como objectivo final, um verdadeiro "shake" de consciências.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Uma Voz a Ouvir - Noam Chomsky
O autor não é novo aqui no Opinion Shakers, no entanto desta vez deixo-vos uma entrevista ,realizada pela BBC, que vale a pena escutar.Entre outros temas,Timor -Leste vem também à conversa para entendermos o modo como as grandes potências actuam.
Primeira Parte
Segunda Parte
sábado, 27 de setembro de 2008
Planeta Terra - Século XXI
O autor deste texto é João Pereira Coutinho, jornalista. Vale mesmo a pena ler!
"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Crise financeira faz disparar procura por apoio psicológico nos EUA
Hoje li um artigo interessante no Jornal de Negócios que decidi postar aqui, na senda da já afamada crise financeira mundial e que coloca a nú as fragilidades do actual modelo económico-financeiro neo-liberal. E não se iludam com a euforia verificada durante o final desta sexta-feira que contagiou quase todas as principais Bolsas mundiais, derivado ás medidas anunciadas pelo governo do Sr. Bush e sus muchachos .
"Uma grande onda de ansiedade está a varrer os Estados Unidos, de Wall Street à Califórnia, provocada pelo colapso do mercado de crédito imobiliário, pelos preços da gasolina, pelas restrições ao crédito e pelo crescente desemprego.
A crise financeira, que provocou uma explosão das execuções de hipotecas, está fazer com que as pessoas procurem os serviços de saúde mental a níveis não verificados desde os ataques terroristas de 11 de Setembro.
"Está a acabar com os sonhos das pessoas de comer um pedaço do bolo", disse Victoria Tabios, 52 anos, que trabalha numa agência de saúde mental em Stockton, Estado norte- americano da Califórnia, cidade que está no epicentro da pior crise imobiliária que assola os EUA desde a Grande Depressão. "Há uma sensação de desesperança, irritabilidade e raiva."
Em Nova Iorque, as ligações para a rede Hopeline, que atende pessoas com depressão ou pensamentos suicidas, deram um salto de 75%, para 10.368 casos, nos 11 meses até Julho de 2008.
A ComPsych Corp., sediada em Chicago, a maior provedora de programas de assistência a empregados do mundo, registou em Julho uma subida de 21% no número de pedidos de ajuda por telefone devido a pressões financeiras, em relação ao mesmo mês de 2007.
O número de admissões nos hospitais para serviços psiquiátricos aumentou 10% este ano, segundo os papéis apresentados ao UnitedHealth Group Inc., a maior seguradora de saúde dos EUA.
"O auge de 11 de Setembro provavelmente foi mais alto no início, mas este tem sido mais sustentado", disse o principal executivo da ComPsych, Richard Chaifetz, numa entrevista por telefone. A previsão de Chaifetz é que a crise económica e o subproduto psicológico vão "piorar e agravar-se" nos próximos 12 meses.
Mesmo as pessoas que não perderam o emprego ou a casa sentem ansiedade. Um estudo realizado, em Abril, pela Associação Americana de Psicologia revelou que três em cada quatro norte-americanos estão ansiosos devido a problemas de dinheiro.
Outro estudo, realizado em Setembro de 2007, revela que quase metade dos entrevistados disse que essa ansiedade está a afectar as suas vidas profissional e pessoal.
"Atingimos um ponto máximo, em que a ansiedade quanto à economia está impregnada por toda parte", disse Dan Abrahamson, diretor-executivo assistente do departamento clínico da associação. As preocupações "estão ali o tempo todo; você não consegue tirá-las da cabeça."
"Muitas pessoas procuram-nos com depressão, com medo de perderem suas casas" e muitos filhos estão a sofrer com a ansiedade dos pais, tendo dificuldade em se concentrarem na escola, disse Marcos Gallardo, director de serviços de saúde comportamentais do El Concilio, entidade filantrópica de Stockton.
"É uma enorme ansiedade para toda a família, especialmente para as crianças", disse Garry Hill, director de serviços clínicos do Instituto da Família da Universidade do Noroeste, na área de Chicago. Garry Hill trabalha com várias famílias que perderam as casas. O número de pessoas que procura o instituto cresceu cerca de 15%, acrescentou.
Barbara Mautner, psicoterapeuta de Manhattan com consultório em Wall Street, disse que a falência do Lehman Brothers, que ameaça 25 mil empregos, desencadeou uma onda de ansiedade. Um cliente, que conseguiu encontrar uma nova posição depois de ser demitido com a quebra do Bear Stearns, está novamente em pânico.
Os telefonemas para os serviços da rede Hopeline têm aumentando todos os meses desde Novembro de 2007, segundo o presidente da organização, Reese Butler.
“Nunca vimos um aumento nas ligações como este nos 10 anos de nossa história", disse Butler, em entrevista telefónica." in, Jornal de Negócios de 19/9/2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
A Hiper-Realidade
Mas afinal o que é a Hiper-Realidade? Analisando o conceito, podemos dizer que hiper-realidade é algo como o real além do próprio real. É uma realidade criada através de modelos aleatórios que visam disfarçar o verdadeiro real. Porém, para atingir o seu objetivo com sucesso, são criadas infinitas realidades sobre o verdadeiro real sucessivamente, como numa espécie de teia-de-aranha.
Desta forma, perdemos totalmente o referencial e não há mais a possibilidade de conhecer o que é realmente verdadeiro e o que é falso.
A revolução da informação só foi possível - e útil - graças ao surgimento da hiper-realidade. Em algum momento, não temos como saber quando, houve uma única realidade que foi decomposta em várias outras. Porém, nos dias actuais onde vivemos a era da informação, a hiper-realidade ganha cada vez mais força e jamais teremos a oportunidade de saber como seria uma vida sem ela.
Contudo nesta hiper-realidade, existem uma série de encenações que convém desmistificar e analisar,( sendo essa a linha de conduta deste blog e daí este post que vos deixo).
Seguidamente, deixo-vos um gráfico onde fica patente o processo de criação de diferentes realidades, recordando-vos apenas que o Mundo em que vivemos não é mais do que uma autêntica farsa destinada a manter o poder de uns poucos e o controlo sobre muitos.















