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terça-feira, 21 de julho de 2009

Ainda sobre Alberto João e a proibição do comunismo

Deixo-vos aqui o Editorial do Público do passado domingo, assinado por Nuno Pacheco.

"Correu esta semana alguma tinta, embora não muita, por causa das declarações de Alberto João Jardim sobre uma eventual proibição do comunismo, a par do fascismo, na Constituição portuguesa, numa futura revisão. A Madeira vai discutir dia 22 o projecto que, como já se escreveu, não tera nenhuma novidade face a propostas anteriores mas que agora, por via das declarações públicas do líder madeirense, ganhou alguma projecção mediática. Comedida, como a tinta gasta, porque se presume que Jardim vale o que vale e muito do que diz (não do que faz) acaba por ser irrelevante.
Mas o que disse realmente Alberto João a propósito do tema? Há um registo vídeo (ver videos.publico.clix.pt), onde é possível ouvi-lo a garantir que "não é justo que a democracia "não tem necessidade de proibir qualquer ideologia que seja" (sic). Mas, há sempre um "mas", a Constituição da República "deveria proibir as ideologias totalitárias", ou seja, "os fascismos de direita e os fascismos de esquerda". Isto porque o incomoda que à esquerda haja quem não diga claramente se aceita a democracia representativa e o pluralismo parlamentar (embora na Madeira, disse "eles" façam o jogo da democracia).
O problema de Jardim é, sem coragem para claramente o assumir, o fantasma do comunismo. PCP, Bloco e organiszações congéneres. Se fossem proibidos por lei, ele ficaria aliviado, o que só honraria o PCP e o Bloco por serem, agora numa democracia que se crê e quer consolidada, alvo de novas perseguições e autos-de-fé.

Num livro de 1997 só agora editado em Portugal, o escritor Imre Kertész (não diremos húngaro porque ele não gosta, embora o seja, mas podemos dizer que a sua condição judaica o levou a ser preso pelos nazis em Auschwitz e Buchenwald ainda muito jovem, com 14 anos) escreveu o seguinte: "A estúpida pergunta sobre se vemos diferença entre fascismo e comunismo, podíamos dar esta resposta breve: o comunismo é uma utopia, o fascismo é uma prática - o partido e o poder é quanto os reúne e faz do comunismo uma prática fascista." (Um Outro - Crónica de uma Metamorfose, Ed. Presença, pág.82).
Jardim, que será tudo menos estúpido, sabe com certeza que assim é. Os muitos comunistas que ao longo de décadas lutaram e morreram pela liberdade, sua e dos outros, não o fizeram em nome da opressão social, mas sim de uma utopia de traços igualitários e humanistas. A tragédia funesta que se seguiu deveu-se, em muito, à degenerescência alquímica cruamente retratada por Kertész. Em Portugal, onde os comunistas se integraram de forma satisfatória no jogo democrático, a sugestão de Jardim soa a insulto. Sobretudo vinda de quem, em matéria de democracia, já há muito viu estalarem os vidros que lhe servem de telhado."

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sieg Alberto João

" O presidente do Governo Regional da Madeira quer que a constituição proíba a ideologia comunista, para além da fascista, avança o “Diário de Notícias”.

“A democracia não deve tolerar comportamentos e ideologias autoritárias e totalitárias, não apenas de direita – como é o caso do fascismo, esta expressamente prevista no texto constitucional – como igualmente de esquerda, como vem a ser o caso do comunismo, não previsto no texto constitucional”, diz a nova redacção da proposta de revisão constitucional do PSD/Madeira, que irá ser apresentada no próximo dia 22 por Alberto João Jardim e a que o “Diário de Notícias” teve acesso."

Se a porra da nossa "Democracia" realmente funcionasse e se alguém ligasse peta ao texto da Constituição não teríamos a besta totalitária que temos há quase 4 décadas na frente dos destinos da Madeira.

Fonte: Económico

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quinta-feira, 19 de março de 2009

A "caca" no Jardim


"O que os senhores publicam para mim é caca", respondeu Jardim aos jornalistas do "Diário de Notícias da Madeira".

Fonte: "Expresso Online"

É caso para dizermos, ora aí está Alberto João no seu melhor (pior)!
É impressionante a enormidade de alarvidades que esta figura debita aos megafones da mídia.
Será este senhor, enquanto político no activo, exemplo para alguém no que toca ao respeito pela liberdade de imprensa e defesa dos valores democráticos? Claro que a resposta é óbvia!

Mas se atendermos que tal tipo de afirmações vem de alguém que ocupa o 2º lugar dos líderes mundiais que à mais tempo se perpetuam no poder, sendo superado somente por Kadafi, acho que fica tudo dito!

A "caca" que Jardim fala, para quem não ficou a par da notícia, refere-se ao caso dos jornalistas que foram apedrejados na Madeira,na passada terça-feira à noite, enquanto investigavam a extracção ilegal de inertes por parte de uma empresa com ligações ao executivo de Alberto João Jardim, e da respectiva situação ter chegado a Bruxelas.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Qual é coisa qual é ela...

Qual é coisa qual é ela que exerce o poder há já 3 décadas. Que tem uma personalidade, assim para o “truão”, e que por isso embaraça, insulta e bota-abaixo adversários políticos e até membros do seu próprio partido. Durante o Estado Novo foi protegido pelo seu tio Agostinho Cardoso, que era um grande salazarista naquela região. Aliás, o seu partido, naquela região, absorveu os antigos quadros salazaristas. Construiu inúmeros túneis, viadutos e vias-rápidas com elevadas somas de dinheiro vindas de Lisboa e de Bruxelas. A estação de televisão daquela região é controlada por ele, as rádios privadas recebem subsídios estatais e o único diário público em Portugal que serve de instrumento político e que é vendido a um preço simbólico de dez cêntimos por a lei proibir que seja gratuito. A administração regional emprega uma considerável parte daqueles habitantes, logo esse conjunto de burocratas nunca votaria contra ele. A dívida que ascende já a 3000 milhões de euros e que equivale a metade do PIB regional e que passa impune num “Parlamento que não exerce as suas funções de fiscalização (...) [e que não está sujeito] a nenhum regime de incompatibilidades, caso único em Portugal, o que lhes permite fazer negócios à margem do Governo”.

Solução (só para os mais desatentos): a personagem bem real (infelizmente) é Alberto João Jardim.

Estes são alguns dos factos abordados no artigo publicado no jornal “El País” pelo jornalista Francesc Relia. No mesmo artigo Alberto João Jardim é apelidado de “Presidente Eterno” e comparado com Muammar Kadhafi, que é o único Presidente, no activo, que o supera em termos de duração de mandato (39 anos).

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