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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mário David, Saramago e a Bíblia



Caros leitores,

Gostaria de deixar aqui o e-mail que enviei hoje ao Eurodeputado Mário David sobre a polémica de Saramago e a Bíblia.

"Exmo. Sr. Eurodeputado,

Permita-me fazer uso da minha liberdade de expressão, essa conquista democrática que V/ Exa. tanto despreza.

Venho pedir-lhe, não só em meu nome, mas também em nome de alguns milhões de portugueses que prezam a liberdade, para que evite proferir declarações de índole totalitária como aquela que proferiu hoje.

Queira V/ Exa. saber que no Artigo 37º da Constituição da República Portuguesa refere a liberdade de expressão e informação como um direito dos cidadãos deste país. Pois Saramago apenas fez uso desse direito que lhe é conferido. A opinião do Nobel da Literatura, partilhe-se ou não é legítima. Por outro lado, ao Sr. Eurodeputado é-lhe igualmente reconhecido o direito de discordar de tal declaração. O que já não é legítimo é o Sr. Eurodeputado vir à praça pública apelar para que o grande escritor português renuncie à cidadania portuguesa, como se para ser português fosse necessário ser crente. Para além de ser uma enorme desconsideração para os milhões de portugueses amantes da liberdade, também é uma enorme afronta para quem não é crente ou professa outras religiões. Apesar de uma parte dessas pessoas não ter votado no seu partido, tal como eu, não lhe fica nada bem proferir afirmações infelizes como a que hoje fez.

Sei que fez a sua ardilosa declaração apelando para que Saramago fosse avante com uma intenção que ele já antes demonstrara, mas tal estratagema do Sr. Eurodeputado só demonstrou uma coisa, o seu perfil totalitarista.

Como sou amante da Democracia e do meu país nunca poderia ficar calado, sem lhe demonstrar o meu enorme desagrado e vergonha pelas declarações proferidas por um cidadão português eleito democraticamente.

Espero que faça tanto pelo seu país como Saramago já fez por Portugal.

Saudações democráticas.

Do eleitor,
Helder"

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domingo, 7 de junho de 2009

Eleições Europeias 2009


(Script: Máté Heisz. Editor: Adorján Czakó. Music: Yann Tiersen Comptine D'un Autre Été: L'après Midi. Special thanks to Ádám Heisz and Riker. - Universidade de Hull)

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ameaças à Democracia: a Manipulação Política

Há algum tempo, que o mundo vive e se organizou naquilo a que hoje designamos de Sociedades de Massas, as quais são alvos fáceis numa lógica de manipulação e condução das mesmas. As massas, assimilam com enorme facilidade a grande maioria das ideias sem uma perspectiva e visão crítica.Ao longo da História,os exemplos abundam em que as "Massas" acabam por ser facilmente induzidas ao irracional e às adesões "menos legítimas".

No presente, com o acelerado desenvolvimento tecnológica existente, tornou-se mais acessível procurar essa lógica de induzir as pessoas a pensar e a agir de uma forma que talvez nem queiram e que nem sequer se apercebam daquilo que se esconde "por detrás dos panos".

É aqui que entra a questão política, que cada vez mais, aproveitando-se da existência dos bons Marketeers, verdadeiros experts na utilização dos recursos disponíveis e na definição de toda a estratégia imagético/comunicacional, e que têm como grande objectivo atingir o alvo previamente definido: o Povo.

Os Marketeers políticos, procuram atingir e sensibilizar desse modo, o lado emocional das pessoas e para tal procuram colocar na comunicação global política aquilo que a população em geral gostaria que acontecesse, isto é, o uso de imagens de pessoas aparentado felicidade, harmonia, segurança e acima de tudo enorme satisfação.

Contudo, não serão só os homens do marketing, os grandes aliados desta lógica de manipulação dos eleitores. Outro grande aliado são os Media (a má Media, convém salientar), que tanto pode contribuir para a eleição de um candidato como para a desacreditação e derrota do mesmo. Os exemplos desta situação também são vários. A título meramente exemplificativo é só recordarmos aquilo que tem vindo a suceder numa estação televisiva nacional com toda a polémica causada por um seu suposto jornalista.

É principalmente em épocas de eleições,que se levam a cabo investigações à vida pessoal e profissional dos candidatos, e muitas "falhas" encontradas são de imediato publicadas e amplificadas, provocando no eleitor a dúvida quanto à sua escolha.

Entrámos num período fértil nesta matéria, e será fácil apontar exemplos que procuram não só ir directamente ao encontro disto, bem como muitas vezes chegar ao mesmo efeito indirectamente através da apregoada expressão militar dos "danos colaterais" que tem o objectivo de atingir alvos supostamente secundários.

A manipulação política, desde à muito que existe em todas as sociedades de massas e representa dentro do espírito Democrata uma deturpação da própria actividade política e como tal uma séria ameaça para a própria Democracia.

Num tom mais aligeirado, deixo-vos de seguida um vídeoclip musical o qual poderíamos aplicar ao tema em cima tratado.

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domingo, 24 de maio de 2009

Municípios Participativos

Em ano de eleições autárquicas , penso que é pertinente reflectir um pouco mais sobre o estado do poder local no nosso país. Como tal, decidi colocar um pequeno artigo de opinião do Prof. Boaventura de Sousa Santos, o qual - apesar de ter sido publicado em 2002 - continua a ter grande actualidade.
Compreender e analisar aquilo que é hoje o poder autárquico e local, é de extrema importância no processo de mudança que gostaríamos que ocorre-se não só face aos resultados que têm sido alcançados no que concerne ao estímulo da própria Democracia / Cidadania, bem como perante tudo o que isso implica num futuro próximo e na qualidade do nosso sistema político e da nossa dita Democracia Participativa.

" Após o 25 de Abril, as autarquias locais foram investidas das mais ambiciosas expectativas democráticas. Esperava-se que, ao nível das autarquias, o exercício do poder político fosse mais próximo dos cidadãos e mais participado por estes, constituindo assim um cadinho de vivências democráticas fortes onde se geraria uma cultura política de cidadania activa capaz de neutralizar a cultura de submissão e de autoritarismo prevalecente até então no país. Para tornar tudo isso possível, o novo país democrático comprometia-se a descentralizar e regionalizar o poder político e administrativo.

Passadas quase três décadas é legítimo perguntar se essas expectativas foram realizadas ou, pelo contrário, frustradas e a resposta não pode deixar de pender para a frustração das expectativas. São duas as razões principais. A primeira reside em que, durante muito tempo, não foram dadas aos municípios as condições que lhes permitissem corresponder às expectativas neles depositadas. O poder central, não só não se descentralizou nem regionalizou, como foi avaro e inconsistente na transferência de recursos financeiros e outros para os municípios. Confrontados com um centralismo arrogante e com uma malha burocrática opaca e labiríntica, os autarcas recorreram às vias informais, aos contactos pessoais, às cumplicidades partidárias para acederem à administração central e, com isso, personalizaram e centralizaram o próprio poder local. Ao centralismo da administração central acabou por corresponder o centralismo da administração local, o chamado "cesarismo local". Daí o paradoxo do poder local no nosso país: Presidentes de Câmara fortes coexistem com um poder local fraco.

A segunda razão prende-se com a primeira: a estratégia usada pelos autarcas para se aproximarem do poder central afastou-os dos cidadãos. As assembleias municipais foram remetidas a um papel subalterno e as freguesias totalmente marginalizadas. E, acima de tudo, foi abandonado o propósito de transformar o poder local no berço da democracia participativa, através do envolvimento activo e organizado dos cidadãos e suas associações na governação local. Perdida a articulação da democracia participativa com a democracia representativa, o poder local afastou-se dos cidadãos e, assim, em vez de neutralizar a distância dos cidadãos em relação ao poder central, acabou por reproduzi-la.

À luz deste diagnóstico, o futuro do poder local está na democracia participativa. A força e a legitimidade que ela confere ao poder local são, a prazo, as armas mais eficazes para mobilizar a seu favor o poder central. As experiências bem sucedidas de planeamento e de orçamento participativos em 144 cidades brasileiras, em muitas outras cidades da América Latina e em algumas da Espanha, da França e da Itália começam a ser conhecidas entre nós e vão surgindo notícias do propósito de alguns municípios em instaurar mecanismos vários de democracia participativa. Estes são os sinais mais auspiciosos do futuro do poder local."

Boaventura de Sousa Santos, Centro de Estudos Sociais (CES), 2002.

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sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril - Sempre!!!


Este não foi, com toda a certeza, o resultado esperado quando o Salgueiro Maia e alguns dos restantes capitães de Abril fizeram a Revolução. A efeméride pela qual hoje passámos fez-nos ter bem presente a ideia de que ainda há muito por fazer até atinjirmos a verdadeira Democracia.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Estado Novíssimo

"A PSP de Braga apreendeu, este domingo numa feira de livros de saldo, cinco exemplares de um livro sobre pintura, considerando que o quadro reproduzido na capa, do pintor Gustave Courbet, é pornográfico, contou à TSF António Lopes, organizador da feira."

Esta censura é deveras censurável (passo a redundância) e só revela o carácter despótico e ambíguo existente neste país. Na semana passada foi a censura às supostas imagens pornográficas expostas no computador "Magalhães" que figurava num carro alegórico de Torres Vedras. Depois de cuidada análise deram o dito pelo não dito, visto que já não as consideravam assim tão pornográficas. Este fim-de-semana foi isto!! O que teremos a seguir!? Irão mandar tapar os nus nas esculturas e pinturas expostas nos museus? Irão mandar censurar as "maminhas ao léu" exibidas nos filmes? Irão acabar com certos programas na TV?

Existe também uma certa ambiguidade porque, apesar de terem sido adoptadas medidas liberais, tais como a legalização do aborto e a educação sexual nas escolas e estarem a ser discutidos: o casamento homossexual e a eutanásia, também estamos a passar por uma fase extremamente conservadora e proibitiva com medidas ridículas como esta.

A crise extrapola as áreas financeira, económica e social, a crise na democracia é deveras gritante!


Nota: A pintura acima exposta é de Gustave Courbet e intitula-se "A origem do mundo" (1866). Courbet é considerado um dos máximos expoentes do realismo na pintura.

Postus scriptum: Só espero que não mandem encerrar este blog pela publicação desta pintura.

Fonte: TSF

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domingo, 14 de setembro de 2008

"Pirateando" a Democracia (Hacking Democracy)


Recentemente estive a assistir a este interessante documentário produzido pela cadeia norte-americana HBO, sobre o modo de funcionamento do sistema eleitoral dos Estados Unidos, que deixa transparecer um sistema de voto completamente vulnerável a manipulações e revela a decadência da democracia americana.

Agora que as eleições para a presidência norte-americana se aproximam, nada melhor do que olhar com especial atenção, para o modo de como tudo se processa.

Aqui fica então um pequeno trailer do documentário "Hacking Democracy",para a vossa consideração e análise.

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