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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

"Portugueses vão ficar mais pobres" - Martim A. Figueiredo

A merecer destaque e especial atenção, o editorial da edição de 24 do corrente do Jornal "i" da autoria de Martim Avillez Figueiredo.

"Há momentos na vida de um país em que é preciso pôr travões a fundo a quem manda. Para isso, é indispensável que os portugueses se insurjam. Portugal está na banca rota e ninguém parece preocupado. Devia estar. A situação é dramática. Quando Vítor Constâncio vestiu ontem o casaco de assessor do Governo, antecipando mais impostos e avisando cortes nos salários, podia estar a dizer a verdade - mas não está a ser sério. Ou melhor, Constâncio é sério. O que não é sério é o responsável macroeconómico do país não se revoltar contra a política macroeconómica de Portugal.

Crescer impostos é uma afronta aos portugueses (mesmo que pareça inevitável) e ainda mais desconsiderante para cada um dos habitantes deste país é ouvir o Governo dizer que não vai subir impostos - quando o Governador sabe muito bem que Sócrates terá de o fazer. Sucede que o mesmo Governador sabe bem que os portugueses já são os europeus a quem é exigido o maior esforço fiscal (faça Zoom nas páginas 14 a 17), e que esse esforço é entendido quase sempre como dinheiro deitado à rua - uma vez que em cima dele têm ainda de comprar seguros de saúde, pagar propinas de escolas privadas e deixar dinheiro nas portagens da auto-estrada. Pagam, mas começam a não perceber para quê. E quando o esforço privado de cada um serve para financiar os erros de gestão políticos e as trapalhadas financeiras do Estado, então o caldo tem tudo para se entornar. O país está a chegar onde nunca chegou - e não culpem só a crise. A fatia pública que mais cresceu em Portugal (desde 1985) foram os impostos: mais do que a economia, mais do que despesa. É quase ultrajante: a preços acumulados e correntes, os impostos nacionais engordaram 964% entre 1985 e 2008. Pode dizer-se: o país está melhor, vive-se hoje um nível de conforto inimaginável no Portugal dos anos oitenta. Sim, mas se o custo é a banca rota que absurdo de país é este? Seria como se cada um de nós mudasse, em 20 anos, de apartamentos para sumptuosos palácios à beira-mar apenas para descobrir que... abriria falência. Que raio de políticos permitiram que isto acontecesse?

A pergunta que se segue à manchete que o i hoje publica é evidente: se Sócrates não encontra solução para o país, quem encontra? Ou será que não existe? E aqui as respostas são curtas, mas a dois tempos. Primeiro, tudo na vida tem consequências. O facto de parecer que não existe uma solução não desculpa quem a procura. É duro, mas é assim nos mais pequenos detalhes da vida de cada um. Segundo, uma das vias que se discutem hoje na Europa é alimentar a retoma económica com uma poderosa reforma fiscal - pôr tudo em causa. Se Portugal tem 5 grandes centros de receita fiscal (IVA, IRC, IRS, especiais sobre o consumo e ambientais), pode mudar tudo. Há a ideia do imposto natural de dois professores de Yale ou a do imposto corporativo imaginada pelo social-democrata britânico Antony Crosland (releia em www.ionline.pt). E muito mais alternativas. Nenhuma fará milagres, mas é criminoso ver o país à beira da banca-rota e fingir que não se passa nada." - in jornal "i", 24/11/2009

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Para Pensar e Discutir: The Zeitgeist Addendum

Tive a oportunidade de ver muito recentemente o filme/documentário "The Zeitgeist Addendum", o qual vem no seguimento do anterior (The Zeitgeist Movie), e achei por demais oportuno colocar aqui um post de modo a que os nossos leitores (que ainda não conhecem o documentário)possam ter a possibilidade de assistir ao mesmo com o intuito de no mínimo pensarmos e discutirmos a temática de fundo ( O sistema financeiro mundial )que tanto tem estado em voga nos últimos tempos.

Trata-se de um bom documentário, que pretende "colocar a nú" aquilo que na realidade é o supra-modelo institucionalizado a nível mundial - o Monetarismo.
Há aqui muita matéria para analisar em profundidade, a qual infelizmente, para a maior parte dos seres humanos é de um completo desconhecimento e como tal sempre mais limitador duma real consciencialização do Mundo em que vivemos.

Concorde-se ou não, no mínimo valerá sempre a pena assistir a "The Zeitgeist Addendum". São cerca de 2 horas perspectivando uma nova dimensão, uma nova realidade, um novo olhar sobre as nossas vidas. Realidade ou Ficção? Essa questão fica para cada um de nós responder no final! Não querendo desde já influenciar uma resposta a tal, diria que independente do posicionamento de cada um, trata-se de um ângulo diferente de visão da nossa história, enquanto seres humanos, da nossa contemporaneidade e fundamentalmente da nossa condição humana!

Quem ainda não teve a oportunidade e assistir ao 1º documentário - The Zeitgeist Movie - aconselharia primeiro o seu visionamento de modo a enquadrar melhor aquilo que trata o 2º (The Zeitgeist Addendum).

Deixo de seguida os links e o trailer de "The Zeitgeist Addendum":


Link: The Zetgeist Movie
Link: The Zeitgeist Addendum

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domingo, 19 de abril de 2009

O equívoco de Cavaco Silva


Cavaco Silva, afirmou recentemente que "Empresários, banqueiros e gestores submissos em relação a ministros e secretários de Estado pouco contribuem" para resolver a crise.

Ora, aquilo que na realidade o nosso estimado presidente deveria ter dito era o seguinte, "Ministros, secretários de estado, autarcas e a classe política em geral submissos em relação aos grandes grupos económicos e à banca pouco contribuem" para resolver a crise.

O Presidente da República deste modo apelou à autonomia face ao poder político, quando deveria ter apelado à autonomia face ao poder económico. Que a classe política mundial tem sérias responsabilidades na actual crise, isso é um dado mais do que evidente, agora que a ânsia do lucro a qualquer preço levada a cabo pelos grandes grupos económicos e sector da banca são a essência de toda a crise, isso também parece-me demasiado óbvio.

Existem, por certo, casos onde a preocupação de Cavaco Silva tem a sua devida sustentação, mas analisando a situação num campo muito mais abrangente a afirmação do Presidente da República, demonstra uma visão de muito pouca profundidade e de certa forma um paradoxo perante aquilo que foi o comportamento de toda a grande classe empresarial até muito recentemente, e aí não cheguei a ouvir uma única afirmação do senhor Cavaco Silva alertando para aquilo que se estava então a passar no mundo político / económico. Mas sei bem o porquê de tal: caso contrário não conseguiria ter sido eleito!

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segunda-feira, 2 de março de 2009

Crise??Qual Crise?



O BES gastou, no ano passado, cerca de 14,38 milhões de euros em remunerações pagas ao seu conselho de administração, mais 17% que em 2007.
in Diário Económico

As acções da Cimpor fecharam hoje nos 3 euros, pelo que a diferença entre o preço pago pela Caixa por 10% da Cimpor e o seu valor em Bolsa já mais que duplicou, de 25% para 58,2%. Se a Caixa alienasse hoje a sua posição, perderia mais de 110 milhões. in Jornal de Negócios

A Portucel registou uma queda de 14% nos lucros de 2008, mas a empresa propôs um aumento ligeiro nos dividendos a entregar aos accionistas. A empresa de pasta e papel vai distribuir 80,58 milhões de euros, o que representa 61% dos resultados líquidos obtidos. in Jornal de Negócios

A Jerónimo Martins deverá apresentar, a 6 de Março, a próxima sexta-feira, lucros de 150 milhões de euros, de acordo com as estimativas do Espírito Santo Research (ESR). Um aumento de 15%.in Jornal de Negócios

A Espírito Santo Research (ESR) prevê que a Energias de Portugal (EDP) tenha registado lucros de 1,057 mil milhões de euros no ano passado., reflectindo o "impacto positivo da oferta pública inicial da EDP Renováveis".in Jornal de Negócios

Clubes aumentam salários, apesar da quebra de receitas.in Jornal de Negócios

O lucro da Galp Energia deve ter subido 9% no ano passado, face a 2007, para 456,8 milhões de euros, de acordo com a média das estimativas dos analistas contactados pela agência Lusa.in Jornal de Negócios

A Volkswagen anunciou hoje que os lucros de 2008 aumentaram 15% no ano passado, tendo a empresa alemã perspectivado um aumento da sua quota de mercado, com o lançamento de novos modelos a compensar a queda na procura mundial.in Jornal de Negócios
Grupo Pestana anuncia novo hotel
.in Diário Económico

Para não estarmos sempre a falar do pessimismo da dita Crise, aqui fica algo mais.....positivo (para uma minoria, é claro)! A Crise afinal não é mesmo para todos!

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domingo, 22 de fevereiro de 2009

"Tudo Será Diferente"


Luís Marques colunista do "Expresso", referia num artigo seu deste fim-de-semana, que "dado o contínuo agravamento da crise que atravessamos, sem que tal seja possível prever até onde ela poderá ir, de uma coisa podemos dar como seguro - nada vai ficar como antes".

Pessoalmente, considero que vivemos um momento de relevância histórica o qual em sim mesmo, irá conduzir a uma mudança a todos os níveis relevante, com especial ênfase do ponto de vista económico, social e político. E que será de uma exigência bastante dura, apelando a uma participação fortíssima de toda a sociedade civil.

Na mesma linha, na passada sexta-feira, tive a oportunidade de assistir a uma conferência dada em Loulé, onde o convidado - o Prof. Fernando Rosas, um dos grandes historiadores portugueses da actualidade (para esta análise,vamos deixar aqui a associação política do mesmo), reflectia tendo como ponto de partida a própria História, nas causas da "Segunda Crise Histórica dos Sistemas Liberais do Ocidente" concluindo que, independentemente daquilo que possa suceder, de uma coisa poderemos ter a certeza, a actual crise não será curta, já que a própria História assim o tem demonstrado.

Destas várias perspectivas - que considero bastante realistas, independente do epíteto de «demasiado pessimistas» - emergem várias consequências, tais como: sectores de actividade que vão literalmente desaparecer; reajustamento dos paradigmas da Economia; perda substancial a nível mundial de riqueza; níveis de vida que irão baixar; convulsões sociais que desconhecemos a sua gravidade; luta pela sobrevivência que nalguns casos não andará muito longe da anarquia; terrenos férteis para o aparecimento de movimentos nacionalistas e a ascensão de personagens dúbias e milagrosas.

Como tal, vivemos um tempo o qual, enquadrado num quadro de valorização humanista, a racionalidade, a objectividade e acima de tudo a inteligência colectiva será uma mais valia para enfrentarmos com algum optimismo o desafio que este momento nos coloca. E que nos irá remeter para uma mobilização colectiva com um saudável confronto de posições, onde o maior perigo será sempre a indiferença, a apatia social e a subvalorização de tudo aquilo que estamos a verificar no nosso dia-a-dia.

Tal como refere Luís Marques, "qualquer visão de futuro que se queira fazer, terá de partir deste dado: tudo será diferente!"

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

"Isto é que vai uma crise!!"

A malta da minha geração (dos trintas) por certo se lembrará desta grande pérola do humor português do programa Sabadabadu.

Desde criança que ouço falar na crise, pelo que a sátira mais bem conseguida sobre este assunto é a rábula de Ivone Silva e Camilo de Oliveira - "Ai Agostinho, ai Agostinha!", que considero um clássico do humor em Portugal. Ao ver este video, de novo, Ivone Silva e Camilo de Oliveira relembram-nos que a crise em Portugal é intemporal.



Como nota, gostaria de deixar aqui a minha homenagem a Camilo de Oliveira, mas principalmente a Ivone Silva que teve o dom de mostrar que o humor não é propriedade exclusiva dos homens. E no entanto ela foi um dos expoentes máximos nessa matéria.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Estados Desunidos da América???

(clique para aumentar)

Segundo o ex-KGB e académico russo Igor Panarin, a partir do próximo ano, os Estados Unidos vão deixar de ser unidos, dando origem entre 4 a 6 novas repúblicas.

Na opinião de Panarin, a crise económica actual e uma futura guerra civil nos Estados Unidos vão impulsionar a divisão da maior potência do planeta em repúblicas que ficarão sob influência de diversos países.


Panarin, que afirma já ter previsto a desintegração da ex- URSS, no que concerne aos EUA, já em 1998 tinha avançado com esta teoria, a qual ninguém lhe deu ouvidos. Contudo, nas últimas semanas tanto o Wall Street Journal como a CNN, têm vindo a dar ênfase a esta teoria de Panarin, o que não é sinónimo de dar crédito à mesma, no entanto perante o actual cenário de crise , nota-se que a surdez ao tema tem sido menor.

Tudo (segundo Panarin) se iniciará com uma guerra civil, com um figurino tipo ex-Jugoslávia, com as diferentes etnias a lançarem-se umas às outras de acordo com o grau de carências económicas que sentirem.

A configuração deste novo mapa geopolítico, pode ser verificada na imagem que acima disponibilizamos.

Sobre a dita teoria, pessoalmente não lhe dou muito crédito, contudo o dito académico avança com alguns factos que julgo merecerem alguma análise:

-Costa Oeste americana, caracterizada por uma forte presença asiática, onde as comunidades indiana e chinesa crescem exponencialmente;

- do Texas à Florida a massiva presença de uma comunidade hispânica, a qual coloca a sua cultura e o castelhano como sinais de importante referência na zona;

- Costa Leste, com uma ligação "umbilical" em termos ideológicos à Europa, sendo "dominada pelo capital financeiro".

As teorias valem o que valem, não são elas mais do que...teorias, mas por muito mais absurdas que por vezes algumas nos possam parecer, nunca deveremos colocá-las na posição de completo desprezo pelas mesmas.
A História tem-nos ensinado por várias vezes que aquilo que temos por garantido (ou dado como impossível), pode não passar de pura ilusão. Lembrando aqui a famosa lei de Murphy: "Nada é tão mau que não possa sempre piorar!"


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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Resumidamente, será assim:


O "Diário Económico", notícia hoje como será a estratégia da administração Obama para, no imediato, estabilizar o sector financeiro norte-americano.

Resumidamente, será assim:

O novo plano do Tesouro norte-americano para salvar os bancos do país tem quatro pontos fundamentais:

  • 1. Ajuda aos bancos

Para estabilizar o sistema financeiro e recuperar a confiança nos mercados, os reguladores vão definir critérios comuns para ajudar a limpar os balanços dos bancos e fortalecer os seus rácios de capital.

Os reguladores também vão, pela primeira vez na história, fazer simulações de risco para garantir que os maiores bancos do país conseguem sobreviver em caso de agravamento da recessão.

O plano prevê ainda novas injecções de liquidez nos bancos que precisem de capital para continuarem a emprestar dinheiro às famílias e às empresas, desde que estes consigam atrair capital privado.

  • 2. Mercado de crédito

Para estimular os empréstimos a consumidores e empresas, o Tesouro e a Reserva Federal (Fed) estão a criar uma nova linha de crédito de até um bilião de dólares. O objectivo é fazer descer os juros dos empréstimos para os clientes responsáveis e dinamizar o mercado de crédito.

  • 3. "Activos tóxicos"

Para voltar a pôr o sistema financeiro a funcionar, o Tesouro e a Fed também vão criar um Fundo de Investimento Público-Privado que irá disponibilizar capital a investidores privados para comprarem "activos tóxicos" dos bancos.

Isto permitirá às instituições financeiras limpar os seus balanços contabilísticos, ao mesmo tempo que possibilita aos investidores privados definir preços para activos que anteriormente não valiam nada.

  • 4. Mercado imobiliário

Para conter a crise do sector imobiliário e permitir que as pessoas mantenham as suas casas, o Tesouro, em conjunto com a Fed, vai criar uma bolsa de 50 mil milhões de dólares. Esta quantia será usada para descer as prestações mensais pagas pelos norte-americanos. Fed e Tesouro também vão definir novas regras para os empréstimos.

O Plano de Estabilidade Financeira de Obama vai exigir ainda que todas as instituições que recebam ajudas federais participem nos planos do Governo contra a crise do sector imobiliário.

O mesmo documento sublinha que ter acesso aos recursos do Governo é um privilégio, não é um direito, e acarreta novas condições e responsabilidades.

fonte:Diário Económico

Tendo em consideração que Obama está há pouco mais de 2 semanas em exercício, é de louvar a rapidez com que começa a atacar a Crise, não se esquecendo daqueles que mais necessitam de ajuda no momento (as famílias norte-americanas e as PME's).
O exemplo começa a ser dado, vamos ver como respondem os Europeus. Certamente não será a nacionalizar bancos que são autênticos "buracos negros"!

Obama promete marcar pela positiva a História contemporânea, ficaremos atentos!

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A ilusão da Racionalidade e da Moralidade


Muito se tem falado a propósito da dita Crise económico-financeira que aflige hoje a nossa contemporaneidade, no entanto nem todas as explicações são suficientes o q.b. para proporcionar uma visão ampla da real dimensão do problema bem como da sua "verdadeira" génese.
Ora são economistas, políticos, jornalistas, fiscalistas entre outros a apontar as causas da mesma, no entanto , são poucos aqueles que pretendem olhar para esta situação de um prisma diferente daquele que é a visão tecnocrata subjacente ao próprio tema, a qual encara na sua doutrina-mãe, a premissa desenvolvida desde os tempos de Adam Smith que faz com que a economia nos "pinte" como seres racionais. Mas a realidade é muito diferente, dessa máxima.

Um dos comentários mais interessantes que tive a oportunidade de escutar e ler sobre a Crise e a própria Economia, foi o de Dan Ariely - professor do MIT - autor do livro "A ilusão da Racionalidade", o qual contradiz a máxima anteriormente citada, afirmando que nós, seres humanos, somos muito diferentes desse Homo Economicus que a Economia ao longo dos tempos criou, na medida em que "somos mais capazes de ceder a estímulos psicológicos difíceis de compreender, mas fáceis de identificar."

Dan Ariely é um dos novos expoentes de um ramo relativamente novo dos estudos económicos, conhecido como economia comportamental. Os seus estudos fazem fronteira com a psicologia, pois tentam entender como as mais diversas emoções -- raiva, medo, desejo sexual -- são parte fundamental de qualquer decisão económica que possamos tomar no dia-a-dia.

Posto isto, eis-nos chegados ao 2ºponto do título deste post: a Moralidade.
A irracionalidade, é ela mesma originadora de imoralidade. Esta é para mim a verdadeira crise que actualmente o mundo e as nossas sociedades enfrentam: uma Crise Moral e de Valores (e não entendam isto ao abrigo de qualquer doutrina religiosa ou conservadora).
O que está na origem desta crise financeira, não é mais do que uma crise moral e de valores a qual originou consequentemente uma crise de confiança, confiança essa que é vital em qualquer modelo económico.
Os Estados falharam, ao deixar o mercado actuar como bem quis e entendeu, fecharam os olhos e fizeram que nada sabiam, confiaram eles próprios na "boa vontade" do mesmo mercado, porque desse modo daria menos trabalho, seria mais cómodo e acima de tudo era e é o motor, o garante da sua própria sustentabiilidade. Resultado?...o que se vê diariamente!
Os principais afectados?....aqueles que menos fizeram (directamente) para que tal situação se verifica-se: a força de trabalho, e de produção.
Que por ironia , é aquela que apesar de mais afectada tem a capacidade de reequilibrar e sustentar o modelo económico-social que a acabou de afectar.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Promovendo o turismo com ruminantes

"O pasto improvisado para vacas colocado na Praça de Espanha, com o intuito de promover o turismo nos Açores está a levantar polémica. A associação Animal classifica a campanha publicitária como um «absurdo». Já a consultora responsável pela iniciativa assegura que todos os requisitos legais foram cumpridos e que o «bem-estar» dos animais está a ser assegurado."

Esta é uma iniciativa, no mínimo, bizarra! Vacas a pastar na Praça de Espanha sujeitas às intempéries, sem um estábulo para servir de resguardo (como manda a lei), sujeitas à poluição massiva que se faz sentir naquela parte de Lisboa e sujeitas a condições de stress que no campo não têm, só com o intuito de promover aquela região insular é extremamente censurável e, possivelmente, contraproducente!

Verdade seja dita, esta ideia não é totalmente despicienda. Vejamos. Nesta altura de crise no turismo, em que tanta falta de turistas ingleses se faz sentir, talvez pudessemos extrapolar a iniciativa mencionada acima, promovendo Portugal em Inglaterra. E como faríamos isso? perguntarão vocês. Pegaríamos numa outra classe de ruminantes, que não fazem mais nada do que pastar e encher o bandulho (como já terão adivinhado estou a falar dos deputados e governantes portugueses) e colocaríamo-los a pastar em Convent Garden (Londres).

Mas isto é só a minha ideia!

Fonte: IOL Diário

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domingo, 18 de janeiro de 2009

Isto por aqui está mesmo mal quando...! (Parte 3)

Chegamos aos 35 anos e já estamos velhos demais para trabalhar neste país.

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sábado, 11 de outubro de 2008

Manipulação e Consumismo



Crítica à manipulação mediática e ao consumismo frenético, ao controlo do mercado sobre as nossas vidas, as nossas escolhas, os nossos passos, as nossas ideias...

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Dedicatória ao Neoliberalismo, Neocons e Capitalismo Selvagem

Já que um dos temas mais recorrentes na ordem do dia é a famosa crise financeira que atravessamos e o capitalismo selvagem e especulativo que a originou, aqui vos deixo uma verdadeira música de intervenção de uma verdadeira banda de intervenção, que de forma singela "homenageia" a sociedade em que vivemos!

Título: "Sleep Now in the Fire"
Banda: Rage Against the Machine
Realizador do vídeoclip: Michael Moore

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

"O meu Iate é maior que o teu!"

Na onda dos acontecimentos das últimas semanas, a propósito de modelos económicos e sistemas financeiros, penso que poderemos concluir que o chamado Neoliberalismo originou uma vaga de miséria sem precedentes nas últimas décadas.

O fosso entre pobres e ricos aprofundou-se abissalmente. E até reputados nomes do sector financeiro-especulativo, como George Soros, admitem que o pior poderá estar para vir ainda com o apocalipse de todo o sistema económico-financeiro como actualmente o conhecemos, senão existir uma intervenção de urgência do Estado para controlar e regular o desnorteado mercado.

Esta situação faz-me lembrar aquele famoso quadro infanto-juvenil, onde uma criança pretende brincar livremente sem qualquer noção de perigo mas os papás não o permitem, no entanto um reputado pedagogo que por ali passa,observa a situação e usando das suas credenciais, aproxima-se dos papás e alerta-os para os perigos de uma preocupação excessiva para com os filhos e dos problemas que a falta de liberdade poderá trazer no futuro. Os papás, não querendo pôr em descrédito tão sábia advertência, decidem fazer a vontade à criança, recuando na sua primeira decisão tomada.

Passado algum tempo, surge a criança chorando junto dos papás a esconder-se por detrás destes e a pedir o seu auxilío já que acabou de fazer asneirada da grande. o

A criança, neste caso será o Mercado, o papel de papás caberá ao Estado ficando o papel de reputado pedagogo, para todos os especialistas da área económica.
O Mercado quando quer divertir-se, não aceita muito bem nas suas "brincadeiras" a intervenção do Estado, mas quando a "brincadeira" dá para o torto, vem a correr choramingando para pedir o auxílio deste último.

Serve esta pequena analogia para dizer que, quando se deixa a desenfreada ganância dos mercados à solta, quando se permitem manipulações de números sem qualquer intuito que não seja o próprio benefício, então o resultado nunca poderá ser diferente daquele que agora está à vista de todos!

Deixem brincar as crianças, mas sempre de olhos postos nas mesmas!

José Vidal-Beneyto (cronista do El Mundo) fazia recentemente num seu artigo, um bonito retrato deste mundo de jogos económicos e ganância financeira em que vivemos. Dizia ele:

"Quando grande parte da população dos países em desenvolvimento procura sobreviver com um a dois dólares diários, e necessita de 4 a 5 horas para obter a sua ração de água diária, os nossos exultantes milionários desafiam-se a golpes de palácios flutuantes.

O emir do Dubai, possui um barco de 160 metros, com piscinas, sala de squash, ginásio, helicóptero, e submarino de bolso. Mas os russos Andrei Melnichenko de 36 anos e com um iate de 165 metros como Roman Abramovich de 41 anos, que se diverte a brincar com a propriedade do Chelsea, está já a construir um iate de 170 metros , com cristais antibalas, detecção de mísseis, 2 pistas de helicóptero , 3 piscinas e cristais de Baccarat."

É impossível a "humanização" do capitalismo deste modo.

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Crise financeira faz disparar procura por apoio psicológico nos EUA

Hoje li um artigo interessante no Jornal de Negócios que decidi postar aqui, na senda da já afamada crise financeira mundial e que coloca a nú as fragilidades do actual modelo económico-financeiro neo-liberal. E não se iludam com a euforia verificada durante o final desta sexta-feira que contagiou quase todas as principais Bolsas mundiais, derivado ás medidas anunciadas pelo governo do Sr. Bush e sus muchachos .

"Uma grande onda de ansiedade está a varrer os Estados Unidos, de Wall Street à Califórnia, provocada pelo colapso do mercado de crédito imobiliário, pelos preços da gasolina, pelas restrições ao crédito e pelo crescente desemprego.

A crise financeira, que provocou uma explosão das execuções de hipotecas, está fazer com que as pessoas procurem os serviços de saúde mental a níveis não verificados desde os ataques terroristas de 11 de Setembro.

"Está a acabar com os sonhos das pessoas de comer um pedaço do bolo", disse Victoria Tabios, 52 anos, que trabalha numa agência de saúde mental em Stockton, Estado norte- americano da Califórnia, cidade que está no epicentro da pior crise imobiliária que assola os EUA desde a Grande Depressão. "Há uma sensação de desesperança, irritabilidade e raiva."

Em Nova Iorque, as ligações para a rede Hopeline, que atende pessoas com depressão ou pensamentos suicidas, deram um salto de 75%, para 10.368 casos, nos 11 meses até Julho de 2008.

A ComPsych Corp., sediada em Chicago, a maior provedora de programas de assistência a empregados do mundo, registou em Julho uma subida de 21% no número de pedidos de ajuda por telefone devido a pressões financeiras, em relação ao mesmo mês de 2007.

O número de admissões nos hospitais para serviços psiquiátricos aumentou 10% este ano, segundo os papéis apresentados ao UnitedHealth Group Inc., a maior seguradora de saúde dos EUA.

"O auge de 11 de Setembro provavelmente foi mais alto no início, mas este tem sido mais sustentado", disse o principal executivo da ComPsych, Richard Chaifetz, numa entrevista por telefone. A previsão de Chaifetz é que a crise económica e o subproduto psicológico vão "piorar e agravar-se" nos próximos 12 meses.

Mesmo as pessoas que não perderam o emprego ou a casa sentem ansiedade. Um estudo realizado, em Abril, pela Associação Americana de Psicologia revelou que três em cada quatro norte-americanos estão ansiosos devido a problemas de dinheiro.

Outro estudo, realizado em Setembro de 2007, revela que quase metade dos entrevistados disse que essa ansiedade está a afectar as suas vidas profissional e pessoal.

"Atingimos um ponto máximo, em que a ansiedade quanto à economia está impregnada por toda parte", disse Dan Abrahamson, diretor-executivo assistente do departamento clínico da associação. As preocupações "estão ali o tempo todo; você não consegue tirá-las da cabeça."

"Muitas pessoas procuram-nos com depressão, com medo de perderem suas casas" e muitos filhos estão a sofrer com a ansiedade dos pais, tendo dificuldade em se concentrarem na escola, disse Marcos Gallardo, director de serviços de saúde comportamentais do El Concilio, entidade filantrópica de Stockton.

"É uma enorme ansiedade para toda a família, especialmente para as crianças", disse Garry Hill, director de serviços clínicos do Instituto da Família da Universidade do Noroeste, na área de Chicago. Garry Hill trabalha com várias famílias que perderam as casas. O número de pessoas que procura o instituto cresceu cerca de 15%, acrescentou.

Barbara Mautner, psicoterapeuta de Manhattan com consultório em Wall Street, disse que a falência do Lehman Brothers, que ameaça 25 mil empregos, desencadeou uma onda de ansiedade. Um cliente, que conseguiu encontrar uma nova posição depois de ser demitido com a quebra do Bear Stearns, está novamente em pânico.

Os telefonemas para os serviços da rede Hopeline têm aumentando todos os meses desde Novembro de 2007, segundo o presidente da organização, Reese Butler.

“Nunca vimos um aumento nas ligações como este nos 10 anos de nossa história", disse Butler, em entrevista telefónica." in, Jornal de Negócios de 19/9/2008

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terça-feira, 2 de setembro de 2008

I.O.U.S.A. - Uma Nação. Debaixo de stress. Em dívida

I.O.U.S.A. não é só mais um documentário, é o retrato fiel da crise económica americana. O mesmo conta a história dos “quatro défices” que abalam os EUA (como se já não bastasse o furacão Gustav). Os “quatro défices” ou os “quatro cavaleiros do Apocalipse” apontados no filme são: o orçamental, o da poupança, o da balança de pagamentos e o da liderança política.

A moral dos americanos já está abalada, para ajudar temos dois americanos que fazem uma verdadeira peregrinação pelos Estados Unidos anunciando aos cidadãos da pátria do Tio Sam o terramoto financeiro que ainda está para chegar, dando origem desta forma, ao referido documentário. Esta é uma viagem verdadeira e não ficção, tratando-se de uma “tournée” com o título “Fiscal Wake-up Tour”, realizada pela Concord Coalition, dirigida por Robert Bixby, e encabeçada por David Walker, também ele ex-"controlador" geral das contas públicas dos EUA, tendo se demitido em Março da liderança do Government Accountability Office do Congresso (GAO).

Este alarmante documentário de 85 minutos já foi seleccionado no Sundance Film Festival de 2008. Chegou às salas de cinema nos EUA a 21 de Agosto e depois haverá espaço para um debate público com Warren Buffet, com Pete Peterson, e com David Walker.

Para quem quiser mais informações visitem aqui o site oficial do documentário, entretanto, e como diria, Lauro Dermio, “Letz luke et da treila”:

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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Cogito Ergo Sumo-me Daqui

Começa assim a exposição da SEDES.

"Sente-se hoje na sociedade portuguesa um mal estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional.

Nem todas as causas desse sentimento são exclusivamente portuguesas, na medida em que reflectem tendências culturais do espaço civilizacional em que nos inserimos. Mas uma boa parte são questões internas à nossa sociedade e às nossas circunstâncias. Não podemos, por isso, ceder à resignação sem recusarmos a liberdade com que assumimos a responsabilidade pelo nosso destino."

A corrupção graça na praça pública. O truque para não ser apanhado pela (in)Justiça Portuguesa é ser-se poderoso (seja em termos económicos, seja em termos de influências). Vejam os Valentins Loureiros, os Avelinos Ferreira Torres, as Fátimas Felgueiras, os Pintos das Costas. Poderia continuar ad infinitum. Parece que agora, devido ao novo Código Penal, vão ser arquivadas 4 centenas de processos de corrupção, ora não fosse para estas coisinhas que elaboraram aquele polémico documento.

O alastramento de crime e a falta de segurança. Enquanto os membros do Governo e o Presidente da República Portuguesa (que até se dá ao luxo de proibir a circulação de aviões no espaço aéreo na sua praia favorita no Algarve) andam com um batalhão de guarda-costas atrás, os portugueses sofrem continuamente com o aumento do crime.

A (in)Justiça portuguesa é patética de mais para um país que se quer afirmar do primeiro mundo. O Marinho Pinto já fez um diagnóstico da doença de que a nossa (in)Justiça padece, mas recusa-se a dizer quais os nomes dos "Vírus".

A Saúde em Portugal apesar de ter sido considerada 12ª melhor, num conjunto de 191 países segundo a Organização Mundial de Saúde, despromoveu Portugal para o a 38º posto depois de ter verificado falhas na organização, espera e comodidade (o que mais próximo da realidade).

A Educação entrou pela via do facilitismo a toda a prova para os alunos e para o "dificultismo" em relação à carreira do docente. Com alunos que não sabem que é preciso esforçar-se e trabalhar muito para obter bons resultados e que não têm respeito nenhum pelos professores, pergunto: "O que irá ser destes miúdos quando chegarem ao mercado de trabalho?".

A crise económica a agravar-se cada vez mais, o fosso entre ricos e pobres está cada vez maior, a inflação é um peso enorme, o desemprego vai-se alastrando, por isso digo: "Irra, que é demais! Vou-me pirar daqui enquanto é tempo!!"

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