Tive a oportunidade de ver muito recentemente o filme/documentário "The Zeitgeist Addendum", o qual vem no seguimento do anterior (The Zeitgeist Movie), e achei por demais oportuno colocar aqui um post de modo a que os nossos leitores (que ainda não conhecem o documentário)possam ter a possibilidade de assistir ao mesmo com o intuito de no mínimo pensarmos e discutirmos a temática de fundo ( O sistema financeiro mundial )que tanto tem estado em voga nos últimos tempos.
Trata-se de um bom documentário, que pretende "colocar a nú" aquilo que na realidade é o supra-modelo institucionalizado a nível mundial - o Monetarismo.
Há aqui muita matéria para analisar em profundidade, a qual infelizmente, para a maior parte dos seres humanos é de um completo desconhecimento e como tal sempre mais limitador duma real consciencialização do Mundo em que vivemos.
Concorde-se ou não, no mínimo valerá sempre a pena assistir a "The Zeitgeist Addendum". São cerca de 2 horas perspectivando uma nova dimensão, uma nova realidade, um novo olhar sobre as nossas vidas. Realidade ou Ficção? Essa questão fica para cada um de nós responder no final! Não querendo desde já influenciar uma resposta a tal, diria que independente do posicionamento de cada um, trata-se de um ângulo diferente de visão da nossa história, enquanto seres humanos, da nossa contemporaneidade e fundamentalmente da nossa condição humana!
Quem ainda não teve a oportunidade e assistir ao 1º documentário - The Zeitgeist Movie - aconselharia primeiro o seu visionamento de modo a enquadrar melhor aquilo que trata o 2º (The Zeitgeist Addendum).
Deixo de seguida os links e o trailer de "The Zeitgeist Addendum":
Link: The Zetgeist Movie
Link: The Zeitgeist Addendum
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Para Pensar e Discutir: The Zeitgeist Addendum
domingo, 22 de fevereiro de 2009
"Tudo Será Diferente"

Luís Marques colunista do "Expresso", referia num artigo seu deste fim-de-semana, que "dado o contínuo agravamento da crise que atravessamos, sem que tal seja possível prever até onde ela poderá ir, de uma coisa podemos dar como seguro - nada vai ficar como antes".
Pessoalmente, considero que vivemos um momento de relevância histórica o qual em sim mesmo, irá conduzir a uma mudança a todos os níveis relevante, com especial ênfase do ponto de vista económico, social e político. E que será de uma exigência bastante dura, apelando a uma participação fortíssima de toda a sociedade civil.
Na mesma linha, na passada sexta-feira, tive a oportunidade de assistir a uma conferência dada em Loulé, onde o convidado - o Prof. Fernando Rosas, um dos grandes historiadores portugueses da actualidade (para esta análise,vamos deixar aqui a associação política do mesmo), reflectia tendo como ponto de partida a própria História, nas causas da "Segunda Crise Histórica dos Sistemas Liberais do Ocidente" concluindo que, independentemente daquilo que possa suceder, de uma coisa poderemos ter a certeza, a actual crise não será curta, já que a própria História assim o tem demonstrado.
Destas várias perspectivas - que considero bastante realistas, independente do epíteto de «demasiado pessimistas» - emergem várias consequências, tais como: sectores de actividade que vão literalmente desaparecer; reajustamento dos paradigmas da Economia; perda substancial a nível mundial de riqueza; níveis de vida que irão baixar; convulsões sociais que desconhecemos a sua gravidade; luta pela sobrevivência que nalguns casos não andará muito longe da anarquia; terrenos férteis para o aparecimento de movimentos nacionalistas e a ascensão de personagens dúbias e milagrosas.
Como tal, vivemos um tempo o qual, enquadrado num quadro de valorização humanista, a racionalidade, a objectividade e acima de tudo a inteligência colectiva será uma mais valia para enfrentarmos com algum optimismo o desafio que este momento nos coloca. E que nos irá remeter para uma mobilização colectiva com um saudável confronto de posições, onde o maior perigo será sempre a indiferença, a apatia social e a subvalorização de tudo aquilo que estamos a verificar no nosso dia-a-dia.
Tal como refere Luís Marques, "qualquer visão de futuro que se queira fazer, terá de partir deste dado: tudo será diferente!"
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
"O meu Iate é maior que o teu!"
Na onda dos acontecimentos das últimas semanas, a propósito de modelos económicos e sistemas financeiros, penso que poderemos concluir que o chamado Neoliberalismo originou uma vaga de miséria sem precedentes nas últimas décadas.
O fosso entre pobres e ricos aprofundou-se abissalmente. E até reputados nomes do sector financeiro-especulativo, como George Soros, admitem que o pior poderá estar para vir ainda com o apocalipse de todo o sistema económico-financeiro como actualmente o conhecemos, senão existir uma intervenção de urgência do Estado para controlar e regular o desnorteado mercado.
Esta situação faz-me lembrar aquele famoso quadro infanto-juvenil, onde uma criança pretende brincar livremente sem qualquer noção de perigo mas os papás não o permitem, no entanto um reputado pedagogo que por ali passa,observa a situação e usando das suas credenciais, aproxima-se dos papás e alerta-os para os perigos de uma preocupação excessiva para com os filhos e dos problemas que a falta de liberdade poderá trazer no futuro. Os papás, não querendo pôr em descrédito tão sábia advertência, decidem fazer a vontade à criança, recuando na sua primeira decisão tomada.
Passado algum tempo, surge a criança chorando junto dos papás a esconder-se por detrás destes e a pedir o seu auxilío já que acabou de fazer asneirada da grande. o
A criança, neste caso será o Mercado, o papel de papás caberá ao Estado ficando o papel de reputado pedagogo, para todos os especialistas da área económica.
O Mercado quando quer divertir-se, não aceita muito bem nas suas "brincadeiras" a intervenção do Estado, mas quando a "brincadeira" dá para o torto, vem a correr choramingando para pedir o auxílio deste último.
Serve esta pequena analogia para dizer que, quando se deixa a desenfreada ganância dos mercados à solta, quando se permitem manipulações de números sem qualquer intuito que não seja o próprio benefício, então o resultado nunca poderá ser diferente daquele que agora está à vista de todos!
Deixem brincar as crianças, mas sempre de olhos postos nas mesmas!
José Vidal-Beneyto (cronista do El Mundo) fazia recentemente num seu artigo, um bonito retrato deste mundo de jogos económicos e ganância financeira em que vivemos. Dizia ele:
"Quando grande parte da população dos países em desenvolvimento procura sobreviver com um a dois dólares diários, e necessita de 4 a 5 horas para obter a sua ração de água diária, os nossos exultantes milionários desafiam-se a golpes de palácios flutuantes.
O emir do Dubai, possui um barco de 160 metros, com piscinas, sala de squash, ginásio, helicóptero, e submarino de bolso. Mas os russos Andrei Melnichenko de 36 anos e com um iate de 165 metros como Roman Abramovich de 41 anos, que se diverte a brincar com a propriedade do Chelsea, está já a construir um iate de 170 metros , com cristais antibalas, detecção de mísseis, 2 pistas de helicóptero , 3 piscinas e cristais de Baccarat."
É impossível a "humanização" do capitalismo deste modo.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
O Mundo vai acabar em 2012?
Apocalipse à vista. A nova profecia do apocalipse junta mito, arqueologia e ciência em tempos de incerteza e propõe a sua versão de fim do mundo para o final do ano 2012, recuperando cálculos e crenças da civilização maia. Pode ser a maior profecia de todos os tempos. Ou pelo menos desde o ano 2000
Milhares acreditam e prepararam-se para a data fatídica
Esqueçamos a crise e os problemas correntes. O apocalipse tem data marcada. Pelo menos é nisso que acreditam milhares de pessoas em todo o mundo que se preparam para a chegada de 21 de Dezembro de 2012, a data em que (supostamente) termina o calendário maia e que, para alguns, parece ditar o destino do mundo tal como o conhecemos. Sempre houve crenças para todos os gostos, mas profecias apocalípticas alimentam o medo ancestral do futuro e a sensação de desgraça eminente. Mas, se é pouco provável que o fim do mundo tenha horário marcado, como as novelas e os jogos de futebol, já é menos provável que algum dia deixemos de nos preocupar com a possibilidade de ele acontecer mesmo. Faz parte da história. Desde que há registos, que há profecias catastrofistas. Estão nos Livros Sagrados, mas não apenas. Os profetas do apocalipse são muitos e assumem muitas formas. Velhos com ar de cientistas loucos, como Nostradamus, criadores de moda com manias new age como Paco Rabanne (que acreditava que o mundo ia acabar em 2000) e coisas invisíveis, como o bug do milénio que nos deixou suspensos à espera do apocalipse informático provocado por um vírus com nome de consola de jogos (Y2K, lembram-se?).
Começou por ser uma teoria obscura, desenvolvida pelo americano José Arguelles nos anos 70 e 80, em circuitos relativamente restritos, mas rapidamente foi amplificada com a disseminação da Internet, hoje cheia de sítios com teorias e explicações sobre 2012. O que irá acontecer ninguém sabe ao certo, mas há uma lista de probabilidades: a III Guerra Mundial, a revolta das máquinas, um asteróide ou cometa chocarem com a Terra, a aproximação do misterioso Planeta X, sermos invadidos por extraterrestres, os pólos magnéticos da Terra inverterem-se, os efeitos do aquecimento global ou uma nova idade do gelo. Por acção da mão humana, vinda do espaço ou do próprio planeta, aparentemente a desgraça é eminente. Mas porque há de ser mais eminente em 2012 do que outra data qualquer?
É aqui que a especulação mais ou menos delirante se socorre de muletas que impressionam, como o Calendário Maia que, alegadamente, termina a 21 de Dezembro de 2012, o que abre um precedente capaz de alimentar toda a superstição. Com a hipótese do calendário Maia, tudo é plausível, até uma invasão extraterrestre. Até o portal que alguns acreditam irá abrir-se para revelar o mundo com um novo esplendor, só permitido pela entrada na era de Aquário. Há ainda quem veja num suposto alinhamento de planetas a ocorrer nessa data, a criação de uma energia capaz de apagar a memória de todos os humanos e o emergir de uma nova consciência (certamente a mais imaginativa de todas as teorias). Esoterismo new age, fantasia histórica ao estilo Indiana Jones e alguns elementos científicos, ajudam a fazer de 2012 um enigma.Se vai ou não acontecer alguma coisa extraordinária na data prevista, só saberemos na altura. Para já, 2012 é pretexto para livros, filmes e até as tradicionais canecas e tshirts. Será o ano dos Jogos Olímpicos de Londres, de mais um Europeu de Futebol, do TGV em Portugal e de um Natal que promete ser especial.












