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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Portugal - O pior da crise ainda vem aí

A crise, sente-se já, é grave. A crise, pressente-se, vai piorar. Para o economista Silva Lopes, a pior virá depois, quando Portugal tiver de pagar os custos do esforço dispendido para tentar amenizar os efeitos da actual crise financeira mundial.

No debate sobre o Orçamento do Estado para 2009 organizado pelo Fórum para a Competitividade, Silva Lopes disse que o país enfrenta dois problemas fundamentais: o da falta de produtividade/competitividade e o do elevado endividamento externo.

"Vamos ser obrigados a equilibrar as contas externas", avisou o economista, e, nessa altura, "vamos ter uma crise grave, muito mais grave do que aquela que temos agora". O défice externo português encontra-se próximo dos 10 % do Produto Interno Bruto (PIB) e em 2009 pode chegar aos 12 %.

“Um país não pode continuadamente investir mais do que poupa, pelo que nalgum momento do tempo Portugal terá que inverter essa tendência”, avisou. Para que o défice da balança de transacções correntes possa ir para perto de zero, ou as exportações aumentam ou a despesa interna baixa, notou Silva Lopes.


Entretanto o Sócrates há-de ir tapando todas as fissuras com fita-cola para que o dique da crise não rebente antes das eleições legislativas. Já dizia o outro: "pior é sempre possível".

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A província de Alberta no Canadá e Portugal. Uma pequena e aflorada comparação

Estou actualmente passando umas "fériazitas" na província de Alberta. Esta riquíssima província do Canadá tem como príncipais indústrias a extracção do petróleo, a agropecuária, a indústria de manufaturação, as finanças e o turismo. Além disso, as “areias oleosas” do norte do Canadá abrigam a maior reserva de petróleo do mundo. As “areias oleosas” do norte de Alberta são o empreendimento energético estrategicamente mais importante do mundo na última década. Uma mistura de betume, argila, areia e água, as areias ficam pouco abaixo da superfície de 140 mil quilómetros quadrados de “muskeg”, um termo canadiano que designa os bosques pantanosos boreais que se estendem ao redor dos dois maiores rios do Canadá, o Athabasca e o Peace, e também do lago Cold Lake. A maior parte delas está localizada na província de Alberta, no oeste do Canadá, apesar de uma quantidade de betume também se estender até Saskatchewan, mais ao leste.

Alberta tem estimado para este ano um superavit de 8,5 biliões de dólares canadianos. Antes de convertermos este número para Euros, temos que aplicar a escala curta e colocar aquele número com apenas 9 zeros (ao invés dos 12 zeros para designar os biliões na Europa que não fala inglês). Sendo assim, temos qualquer coisa como isto: 8,500,000,000 C$ (8,5 mil milhões de Dólares Canadianos, o que mesmo assim é muita fruta). Se "traduzirmos" isto tudo para Euros temos qualquer coisa como 5.529,608,505 €. O Gross Product (PIB) de Alberta foi de 72 biliões de dólares canadianos em 2007. O Canadá tem estimado para este ano um superavit de 2,3 biliões de dólares, não admira que já haja um movimento separatista de Alberta, visto que o superavit desta província se esvai noutras províncias mais pobres do Canadá.

"Portuguêsmente" falando, nem sequer me refiro ao nosso superavit, porque ele não existe, mas sim àquele enorme buraco, vulgo défice, que torna a vida da maioria dos portugueses um constante apertar do cinto (já nem sei onde irei fazer mais buracos no meu), o mesmo era de 2,6% em 2007. O PIB português era, também, em 2007 de 7.332,800,000 €.

Economicamente falando, o excedente resultante da execução orçamental da (diferença entre ganhos e gastos) província de Alberta para 2008 é quase equiparado com a riqueza que Portugal gerou em 2007 (infelizmente somos mesmo um microorganismo na economia mundial).

Motejantememente falando (desculpem-me a palavra grande, é mesmo só para motejar um pouco), a riqueza que Alberta produz num ano, ou seja, 72 biliões de dólares canadianos (equivalente a 46,839,036,744 €), para atingirmos esse número nós teríamos que vergar a mola durante uns bons 6 anos e picos. No final desse pequeno período de tempo, estaríamos 36 vezes mais pobres do que no início. Pelo que teríamos de desistir e tirar umas férias de quase um ano se pedíssemos os restos a Alberta para nos suportar.

No Estado do Texas (EUA), outro grande produtor de petróleo, o superavit até é superior, ou seja, 10,7 biliões de US$ (10.700,000,000 US$ aplicando a escala curta). Porém, esse enorme valor, esvai-se também na enormíssima dívida dos Estados Unidos que é cerca de, imagine-se, 9.13 triliões de US$ (9.130,000,000,000 US$ aplicando a escala curta).

Quem disse que esta coisa do petróleo não dá dinheiro, hã?!!!

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