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sábado, 30 de agosto de 2008

Escultura de Sapo Crucificado considerada blasfémia...!!!


Um museu italiano desafiou o papa Bento 16 e se recusou a remover uma escultura de arte contemporânea que mostra um sapo verde crucificado, segurando nas mãos uma caneca de cerveja e um ovo. O Vaticano considerou a peça uma blasfêmia.

A maioria dos membros do conselho do museu Museion, na cidade de Bolzano, decidiu que o sapo é uma obra de arte e continuará na exposição.

Chamada de "Zuerst die Fuesse" (primeiro os pés), o sapo usa um pano verde na área da cintura e está pregado pelas mãos e pelos pés como Jesus Cristo. Uma língua verde pende para fora de sua boca.

O trabalho do artista alemão Martin Kippenberger, morto em 1997, foi exposto na Tate Modern e na Galeria Saatchi, em Londres, e na Bienal de Veneza. Retrospectivas da obra do artista estão programadas para Los Angeles e Nova York.

Autoridades do museu localizado na região ao norte de Alto Ádige disseram que o artista considerava a peça uma ilustração do medo sentido pelos seres humanos.

O papa, que nasceu na Alemanha e recentemente passou suas férias em um lugar perto de Bolzano, obviamente não concorda.

Em nome do papa, o Vaticano escreveu uma carta de apoio a Franz Pahl, líder do governo daquela região e uma das vozes contrárias à escultura.

"Claramente, não se trata de uma obra de arte, mas de uma blasfêmia e de um degradante pedaço de lixo que deixou muitas pessoas indignadas", afirmou Pahl à Reuters, por telefone, enquanto a diretoria do museu realizava sua reunião.

Na carta, o Vaticano disse que a obra "fere os sentimentos religiosos de muitas pessoas que vêem na cruz o símbolo do amor divino".

5 comentários:

Miguel disse...

Também não vejo a necessidade ou o objectivo/sentido de uma obra destas ...!

Um BOM FDS!
Um abraço da M&M & Cª!

Helder Gomes disse...

Tem, de facto, alguma ironia o facto da cruz ser o símbolo de amor divino, tendo sido ela um objecto de tortura e morte. Felizmente o clero católico já não tem o mesmo poder de outros tempos, caso contrário este artista teria sido alvo dos trabalhos da Divina Inquisição e passado para o outro lado, quem sabe, há mais tempo.

Ricardo Tomás disse...

A criação artística, não pode estar condicionada a aspectos religiosos. A cruz como objecto de simbolização do amor divino, parece-me uma analogia mais atroz do que um simples sapo crucificado. Porque na realidade a cruz é isso mesmo que representa - a Crucificação - acto de punição, violento, sangrento e terreno da dor e sofrimento. Se isto é amor divino...

Anônimo disse...

Boas Carlos. gostei especialmente do "ninguém se preocupa com o sapo".

Abraços
João Martins

papagueno disse...

Como obra de arte acho horrível, no entanto penso que não há ali nada ofensivo. A Igreja católica tem toda a legitimidade de não gostar agora não tem nada que impor a sua moral aos outros pressionando o museu para retirar a peça.
Isto quase faz lembrar a reacção aos famosos cartoons dinamarqueses.
Um abraço