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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Astrologia - A Verdade da Mentira

De todo o tipo de crendices aquela que mais aceitação tem tido ao longo dos séculos, perdurando até aos dias de hoje é a astrologia. Surpreendem-me, por vezes, mesmo algumas das pessoas que eu considero inteligentes virem-me com comentários do tipo:

- “O fulano x é mesmo teimoso!! Vê-se logo que é Escorpião!”

- “O teu bebé é muito giro!! Nasceu no dia 9 de Dezembro, o que faz dele um Sagitário. Irá ser muito criativo, aventureiro, amante da liberdade, despreocupado, etc...”

Há muitos até que só abrem o jornal diário para ver o seu horóscopo.

Porque será que, estando nós numa época com tanta informação disponível, as pessoas ainda não estejam devidamente informadas sobre os erros desta pseudo-ciência? Pois é, existe muita informação, mas muita tem o propósito de propalar este tipo de superstições.

Como nós pretendemos dar que pensar aos nossos estimados leitores, deixamos aqui um conjunto de argumentos para refutar a astrologia:

1.Se Saturno afecta o recém-nascido no nascimento, porque o médico, que está muito mais próximo, não afecta o indivíduo de maneira muito mais profunda?;

2.Porque é que outros corpos, como os satélites de televisão não influenciam o horóscopo? Eles podem ser muito menores que os planetas mas estão muito mais próximos;

3.Por que é que a data importante é a do nascimento e não o da concepcão? Uma mulher que faz cesariana está influenciando na personalidade de seu filho?;

4.Se o útero “protege” a criança da influência astrológica, porque é que um indivíduo dentro de casa não fica, também, protegido das influências astrológicas?;

5.O sistema zodiacal não se alinha com as estrelas que os astrólogos estudam.Os signos não estão localizados onde os astrólogos onde os astrólogos afirmam que eles estão. Na verdade, onde os astrólogos dizem que está o signo de Caranguejo, por exemplo, está o signo de Gémeos. Isso tem a ver com o movimento da Precessão dos Equinócios;

6.Devido à mesma Precessão dos Equinócios, os Astrólogos ignoram o facto de que a Constelação de Ofiúco faz parte do zodíaco;

7.Os Astrónomos consideram que nossa visão dos céus muda com o passar do tempo, já os astrólogos possuem visão fixa e imutável;

8.Se o Ascendente é tao importante, como se faz o horóscopo em lugares de latitudes muito altas, onde mais de uma constelação da eclíptica está visível ao mesmo tempo?;

9.Se a astrologia é um conhecimento “sério”, como é que existem tantas linhas incompatíveis? Depois de tantos séculos era de se esperar que houvesse uma confluência;

10.Sabe-se que as pessoas concordam com absolutamente tudo o que falam sobre elas. As pessoas tendem a ter memória selectiva em relação à astrologia, ou seja, como geralmente funciona através da fé, são mais vulneráveis a aceitar os acertos desta enquanto que os erros passam-lhes ao lado.Um grupo muito grande de pessoas se identificou, quando pesquisada, com a descrição que foi feita para o mapa de um serial killer;

11.Ainda não foi possível comprovar que a força gravitacional possa alterar a personalidade de uma pessoa;

12.Os cientistas afirmam que as forças que nos influênciam são as energias: Nuclear fraca, Nuclear forte, Magnética e Gravitacional. Mas nenhuma delas influência a nossa personalidade, a constituição física, nem o nosso futuro;

13.A astrologia moderna ainda está assente sob a teoria Geocêntrica (teoria que como todos sabemos foi ultrapassada pela teoria Heliocêntrica);

14.O surgimento da astrologia deu-se no Egipto ou na Suméria (ainda não há um consenso em relação a este assunto por parte dos Historiadores). O nome dos signos do Zodíaco foram dados porque a configuração das estrelas (que não tinham relação nenhuma entre si, tanto que distam umas das outras por vários milhões de anos luz) se assemelhava aos Deuses da Antiguidade.


Os argumentos pseudo-científicos dos astrólogos

Os astrólogos, algumas vezes, usam alguns argumentos científicos (ou pseudo-científicos) para explicar as suas práticas. Por exemplo, costuma-se dizer que, como a Lua causa as marés na Terra, é razoável acreditar que a força gravitacional de outros corpos celestes, mais pesados como os planetas pode nos afectar também. Este argumento é inválido por duas razões, vejamos:

1.O puxão gravitacional de um planeta como Saturno, com massa 90 vezes maior que a da Terra, em uma pessoa daqui da Terra é igual ao puxão gravitacional de um carro a 1,7 metros desta pessoa. Ainda assim os astrólogos não parecem interessados na posição dos carros no hora do nascimento de ninguém, ou mesmo se a pessoa nasceu num parque de estacionamento. Na verdade o campo gravitacional da Terra é variável em toda a superfície, e ele próprio varia mais de lugar para lugar sozinho, do que devido à presença dos planetas mais pesados do sistema solar. Vale frisar, no entanto, que muitos astrólogos consideram que a influência exercida pelos planetas não é a gravitacional. A astrologia não oferece qualquer explicação plausível e testável de como a força gravitacional pode afectar a personalidade de uma pessoa, por que somos susceptíveis ao efeito gravitacional durante o nascimento nem de como uma influência gravitacional no passado pode afectar o nosso destino futuro;

2.O sistema do Zodíaco tropical usado pelos astrólogos do ocidente não se alinha com as estrelas que eles dizem estudar. Quando os astrólogos dizem que um planeta está em uma determinada constelação (signo do Zodíaco), eles não estão falando de estrelas que um observador possa sair fora à noite e observar. Eles estão falando sobre uma parte do céu que, uma vez, há 2000 anos, coincidiu com aquela constelação específica. Isto é devido à precessão do eixo terrestre enquanto a Terra gira. Isto significa que todas as estrelas no céu têm uma posição 24 graus à frente de onde elas estavam 2000 anos atrás, como visto por um observador aqui da Terra. Enquanto os cientistas conhecem este facto e o entendem, a grande maioria dos astrólogos ignoram este facto. O resultado é que quando um astrólogo diz que um tal planeta está em uma determinada constelação, o astrónomo sabe que ele na verdade está na seguinte.


Críticas científicas à metodologia astrológica


Uma vez que alguns astrólogos dizem ser capazes de fazer previsões sobre o futuro, deveria ser possível construir uma experiência para medir a precisão destas previsões. Aqui poderia-se usar o mesmo método usado para a Meteorologia que é usada para prever o tempo. A Meteorologia é uma ciência exacta, não porque as previsões sejam exactas, mas porque ela oferece os meios de prever e estimar o erro da previsão. Portanto um meteorologista não diz "amanhã vai chover", e sim, há fortes possibilidades de chuva para amanhã. Neste sentido nenhuma das experiências realizadas até hoje com a astrologia foi capaz de mostrar certeza maior do que a que se consegue por puro palpite.

Claro que alguns astrólogos dizem que a astrologia não é usada para prever o futuro, e sim para guiar e orientar os seus clientes através de padrões de comportamento, hora de nascimento, etc. Ainda assim, testes usando dois grupos de controlo (double blind tests) mostraram que a taxa de acerto de um astrólogo ao casar uma carta astrológica com o perfil de um cliente não tem uma taxa de acerto maior que um pessoa leiga, fazendo associações aleatórias de clientes e cartas astrológicas.

Os astrólogos que usam o Zodíaco tropical, como quase todos no ocidente o fazem, usam um ponto arbitrário no passado como base para suas interpretações dos céus. O Zodíaco de há 2000 anos atrás não possui nenhuma característica especial na Astronomia. Se formos 4000 anos para o passado, vamos achar a constelação de Touro como a constelação no Equinócio de Primavera (hemisfério sul), recuando-se mais 6000 anos a constelação de Gémeos vai estar no mesmo ponto. Os astrónomos entendem e levam em consideração o facto de que a nossa visão dos céus muda com o passar do tempo, ao passo que os astrólogos usam uma visão fixa e imutável da realidade.

Alguns astrólogos assumem que as constelações ocupam uma área de tamanho igual no Zodíaco, de aproximadamente 33 graus, mas na verdade existe uma variação considerável de 44 graus Virgem até 20 graus para Caranguejo.

A constelação de Ofiúco (Serpentário) foi reconhecida pelos antigos Gregos como parte do Zodíaco. Ela contém o Sol uma vez por ano (no final de Dezembro), e os planetas em várias outras épocas. Mesmo Ptolomeu, um dos grandes astrólogos da Antiguidade, reconheceu isto e reconheceu também que ela contém o Sol uma vez por ano. Ainda assim os astrólogos, incluindo Ptolomeu, ignoram o facto.

Outro tentativa de explicação científica para a astrologia é a de que os corpos celestes pesados afectam o campo magnético da Terra e que o campo magnético da Terra, de alguma forma, afecta a pessoa durante o nascimento. O problema é que o campo magnético da Terra é extremamente fraco se comparado com outras fontes. Ele varia de 0,3 Gauss a 0,6 Gauss dependendo do ponto na Terra. Pode-se ter um campo magnético muito maior que este usando-se apenas um imã de geladeira.

A astrologia antiga conhece apenas até ao planeta Saturno e os trans-saturnianos foram baptizados por não astrólogos, assim é difícil crer que possam ser usados nas análises modernas. Alguns astrólogos modernos também reconheciam Plutão como planeta principal, enquanto Éris foi descoberto na década de 2000 provando que poderiam haver vários outros corpos celestes pequenos e similares.

O mapa astral é elaborado a partir do nascimento de um indivíduo, ou objecto, ou país. Por que seria o momento do nascimento tão importante? Por que não o da fecundação, onde efectivamente se define o ADN de um zigoto, elemento biológico reconhecidamente influenciador da personalidade e constituição física de um indivíduo? Uma mulher que marca uma cesariana não estaria mudando o destino cósmico de seu filho? E o que marca esse momento? Se um parto que pode demorar até 20 horas, o que define o instante exacto? As primeiras contracções, o estouro da bolsa, o aparecimento da cabeça do bebé pela vagina (ou corte da cesariana) ou o corte do cordão umbilical? Talvez fosse ainda, o momento mais provável de ser o utilizado na grande parte dos mapas, aquele que um médico ou enfermeiro resolve anotar como sendo a hora do nascimento. No caso de nascimento de um país ou objecto, a definição de um instante exacto é ainda mais subjectiva. Alguns astrólogos consideram que o que determina o tema de uma pessoa é o momento em que ocorre a primeira respiração.

Sendo ainda o momento do nascimento decisivo para a personalidade de um indivíduo, por exemplo, para a formação de um grande atleta, não seria de se esperar que numa olimpíada houvesse uma grande concentração de atletas rivais que tivessem nascido no mesmo instante?

Para rir



Porque é que não previu um acontecimento tão importante como o terramoto em Los Angeles? Enfim! É como a velha piada da Madame Aramis, vê tudo, sabe tudo, passado presente e futuro, e quando batemos à porta ela pergunta “quem é?”.

6 comentários:

Laurinda disse...

Excelente post.
Vou navegar por aqui com mais frequencia.

Ero disse...

Tese e argumentos fracos. Tente arranjar melhores para 'quebrar' a crença na astrologia. Argumentos Científicos... Tente arrumar algo melhor que isso. É mesma coisa que tentar provar que Deus, espíritos etc existem ou não.

HG disse...

Comentário fraco o seu Ero! Se a tese e os argumentos são fracos porque não dizer o que está mal e o que poderia ser melhorado nos meus argumentos? Quem não argumentou de maneira nenhuma foi você, porque se limitou a criticar sem nada acrescentar.

Zé Boleiro disse...

A astrologia é uma ciencia muito antiga ridicularizada na "modernidade", por isso da descrença. Procure entender a vida alem do fisico, somos corpos de luz... vc ouve o ultra som? você encherga campos magneticos? pois bem. ja fui bem cetico, mas me convenci que existe algo muito maior que o fisico.

pirlimpimpim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Achilles Christiano disse...

Tanto o ultras sons e campos magneticos existem Zé Boleiro, podem ser demonstrados.
O que eu poderia acrescentar com um pouco de ironia é que existe uma possibilidade enorme disso ao qual chamamos de astrologia ser um grande engodo. Por outro lado é intrigante que duas pessoas diferentes e em lugares distantes, acreditem em astrologia ou em religião de maneira idêntica,é absolutamente premente que haja um centro diretor comum a ambas não tem como escapar é pura questão de lógica