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sábado, 13 de dezembro de 2008

Zeitgeist - Jesus Cristo o Mito Copiado dos Pagãos

Ora aqui está um documentário super interessante sobre a "história" de Jesus Cristo.
Esta sequência de 3 vídeos é apenas a primeira parte do excelente documentário intitulado Zeitgeist (espírito do tempo). A segunda parte é referente ao 11 de Setembro e a terceira e última parte é referente à Reserva Federal norte-americana. Este foi o primeiro documentário, devido à polémica envolvida no mesmo e ao elevado número de espectadores já saiu o segundo Zeitgeist, o qual recomendo vivamente.





10 comentários:

JP disse...

Nem tudo neste documentário é correcto! Mas é uma outra visão sobre o assunto! E é debatendo que se chega à verdade.

Helder Gomes disse...

Caro João,

Gostarias de partilhar connosco algumas das incorrecções deste documentário?

JP disse...

gostei do desafio Helder. Isto de dizer que há incorrecções sem provar que as há é muito cobarde. Mas realço que também o que foi apresentado foi provado. As provas que a que se refere o comentário não são visiveis e muito sinceramente não conheço mais de metade. Por isso aceito o teu desafio e vou fazer o TPC de modo a formar uma opinião coerente. Vais é ter que esperar alguns dias, é que ando com imenso trabalho. Mas fica prometido.
O meu longo estudo bíblico demonstra que a parte em relação a Jesus não estão 100% correctas. Mas vou pesquisar a fundo para poder te mostrar onde me informei.
Longa tarefa me parece que tenho pela frente.

Helder Gomes disse...

Caro João,

É de salutar a tua iniciativa. Gostei da tua honestidade e do facto de tentares fundamentar-te, em primeiro lugar, antes de apresentares os teus argumentos. Acho que dessa forma irás contribuir positivamente para um debate que se afigura interessante.

jholland disse...

Permitam-me entrar nessa discussão. Antes de mais nada, gostaria de dizer que gostei muito do documentário, tendo-o recomendado em meu próprio Blog, há alguns meses. Entretanto, parece-me que as questões levantadas em sua primeira parte estão longe de "desmistificar" as religiões e, em especial, o mito "Jesus Cristo". Porque o que de fato fica, não é tanto a existência (ou não) de um Jesus histórico, a validade (ou não) das afirmações textuais da Bíblia etc. O que me parece relevante é saber "o que significa tudo isso ?". Ou seja, se afinal, como advoga o documentário, tais mitos são recorrentes em várias civilizações, creio que a leitura "que fica" é que algo muito maior e instigante permanece "no ar", não explicado. Penso, em suma, que a questão não se prende tanto à literalidade do que está na Bíblia - que,pelo que sei, foi muito mal traduzida e distorcida, provavelmente por razões políticas - mas as razões de fundo desses mitos, o tesouro escondido das grandes tradições esotéricas. Uma interpretação economicista parece-me muitíssimo empobrecedora...
Abraços!
José Luiz

Helder Gomes disse...

Caro José Luiz,

Antes de mais gostaria de agradecer o seu comentário que considero enriquecedor para o debate em questão.

Em stricto sensu o que me pareceu do essencial das suas palavras é que “não há fumo sem fogo”. Se todos estes mitos estão espalhados por diferentes religiões e civilizações é porque teve de haver algo que despoletou tudo isto, teve de haver uma centelha que deu início ao fogo. Também concordo. Mas porquê atribuir a isso algo de divino ou místico?

É consabido que, praticamente todas as civilizações no mundo ao longo da História da humanidade adoptaram uma ou várias religiões. Isto acontece porque praticamente todas as religiões buscam prosélitos, e têm tendência a se propalarem. Como grande parte das civilizações se intercomunica(ra)m ao longo da História, não tão rapidamente como na actualidade, mas mesmo assim o suficiente para que ao longo de séculos e milénios algumas deixassem marcas bastante vincadas noutras civilizações.

O Ocidente só adoptou o Cristianismo devido a vários factores. Alexandre o Grande conquistou, também, uma grande parte do Médio Oriente e concomitantemente aquelas zonas passaram a ser dominadas pela Grécia. Mais tarde os Romanos conquistaram a Grécia e todos os povos dominados pelos gregos passarama a lhes pertencer. Roma na altura era o maior Império do mundo, facto que veio facilitar a difusão do Cristianismo. Muitos dos primeiros cristãos rumaram a Roma procurando espalhar esta religião. Mais tarde o Imperador Constantino viria a adoptar o Cristianismo como religião oficial de Roma. Sabemos que o poder que as religiões conquistam prende-se com jogadas de poder mais humanas do que divinas.

Permita-me recorrer a uma analogia já recorrente. As crianças acreditam no Pai Natal porque nós, como adultos, temos a intenção de inculcar essa crença na cabeça das crianças devido a alguns factores. Geralmente o motivo é sempre o mesmo, para que elas se portem bem durante todo ano, depois serão recompensadas com prendas no dia de Natal. A maioria dos governantes ao longo da História sempre se aliaram às instituições religiosas exactamente com o mesmo objectivo. O povo dever-se-ia comportar bem nesta vida para que mais tarde fosse recompensado na “outra vida” com a eternidade. O objectivo é sempre este e o mesmo não tem nada de místico ou divino. Há povos nos Himalaias que acreditam no Abominável Homem das Neves, há outros que acreditam no Bigfoot. Na antiguidade acreditava-se em Dragões que expeliam fogo das suas bocas, em Unicórnios, Centauros, Gigantes, mas tudo se tem revelado falso à medida que a ciência vai avançando. Todos estes mitos tiveram uma origem terrena e não mística.

Abraços,

Helder Gomes

JP disse...

O tempo é muito, mas o que tenho disponível é escasso! Vou faltar ao prometido! Lamento. Não vou conseguir nos próximos meses elaborar um trabalho com pés e cabeça.
Mas vou tocar em alguns aspectos que não creio 100% correctos. (se bem que não voltei a rever o documentário, posso ter falhas de memória).
Segundo me lembro, colocava-se em causa a existência física de Jesus Cristo. A figura ( a pessoa) de Cristo existiu, está provado! Até que ponto é filho de Deus é outra história.
Os mitos são terrenos, mas eu pessoalmente acredito em forças que não controlamos. Falo por experiência própria. O livro "O Segredo" aborda algo que as pessoas não conhecem bem e até acham uma estupidez. Resumindo este livro numa palavra escolheria: ACREDITAR! E o que as religiões pedem aos seus fieis é fé (Acreditar). Daí crer que há algo mais que fumo.

P.S: Este é daquele tipo de discussões que são produtivas quando feitas in locu. Torna-se complicado debater atrvés de foruns, caimos sempre no erro de não sermos suficientemnete claros e profundos como poderiamos ser.

Helder Gomes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Helder Gomes disse...

“A figura ( a pessoa) de Cristo existiu, está provado! Até que ponto é filho de Deus é outra história.”

Caro João,


Este é um tema que está longe de estar esgotado, além do mais, à luz da moderna ciência a existência física de Jesus Cristo está longe de estar provada (também está longe de não o estar). As referências dos historiadores, seus contemporâneos, à vida de Jesus Cristo, revelaram-se falsas. Foi verificada a sua falsidade tendo em conta exames grafotécnicos. Foi provado que houve uma interpolação a mando da Igreja Católica, a qual ordenou o acrescento de um parágrafo fora de contexto, em que um judeu, a favor de Roma, teria defendido a divindade de Jesus, nada mais.

Nas fontes pagãs (Suetónio, Plínio e Tácito, que nem contemporâneos de Jesus foram), deparamos apenas com umas vagas referências indicando que no século II era comum a crença de que Jesus tinha sido um personagem real, baseando-se apenas na doutrina cristã e num tal de Chrestus, que nada tinha a ver com a personagem de Paulo de Tarso. Nas fontes judias antigas, Jesus é brevemente mencionado no Talmude e numas tantas passagens da obra do historiador Flávio Josefo. Nessas passagens, no entanto, a imagem que nos é dada de Jesus em nada difere da que nos é transmitida pelos Evangelhos, razão por que são precisamente sobre essas que incidem as dúvidas dos peritos quanto à sua autenticidade. Interrogam-se sobre se não serão acrescentos posteriores cristãos, introduzidos com o intuito de beneficiar da autenticidade histórica que conferem os textos de Josefo. Restam, assim, como fontes exclusivas, os quatro Evangelhos, obras muito duvidosas, como já pudemos observar, e notavelmente contraditórias entre si.

Tendo apenas a Bíblia como prova histórica, sabemos que a mesma não é um documento histórico fiel. Baseia-se em meias verdades. Os Evangelhos, sendo por natureza confissões de fé, são textos apologéticos, mitificados, com tantos vazios e silêncios inexplicáveis, que qualquer historiador rigoroso e objectivo, em abono da verdade, terá por certo muita dificuldade em encarar como fonte fidedigna. Curioso, também, é o facto da vida de Jesus Cristo ter começado a ser escrita 40 anos após a sua morte e a conclusão final desses evangelhos se ter situado 30 anos depois. Sendo assim, os evangelhos que deram origem, mais tarde ao Novo Testamento foram concluídos 70 anos após a morte de Jesus Cristo.


Como este é um assunto que “dá pano para mangas”, não me vou alongar mais por agora. Gostaria de referir que com a explanação acima, não é minha intenção provar a sua não existência. O meu intento foi, apenas, o de contribuir para a dúvida em relação ao Jesus Cristo histórico.

P.s.: Penso que a discussão em Fóruns é bastante mais profícua, tendo em conta que se atinge um maior grau de objectividade, visto que há mais tempo para pensar numa resposta adequada.

Fontes:
RODRIGUEZ, Pepe – “Mentiras Fundamentais da Igreja Católica” – 1997
SAGESSE, La – “Jesus Cristo Nunca Existiu” em: http://www.geocities.com/realidadebr/textos/jesuscristonuncaexistiu.htm

Ivani Medina disse...

Mais importante do que se explicar o mito Jesus Cristo é conhecer o motivo da sua criação. É uma grande ingenuidade imaginar que o cristianismo tenha surgido de uma grande necessidade religiosa que acometeu o mundo antigo. Claro que não foi assim. A causa foi política e muito simples, podem jogar a hermenêutica e a exegese no lixo. Aqui vão dois textos complementares a respeito. Boa leitura.
http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/a-antiga-dec-ncia-crist
http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/e-o-mundo-ocidental-quase-foi-judeu