Opinion Shakers Headline Animator

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O Veto Correcto

Como o Opinion Shakers não tem somente o propósito de fazer críticas aos políticos, o objectivo do post de hoje é o de salutar a excelente medida tomada ontem pelo Presidente da República quando decidiu vetar o vergonhoso diploma sobre o financiamento dos partidos políticos.

Segundo o comunicado, divulgado no site da Presidência, não se encontra «devidamente acautelada a existência de mecanismos de controlo que assegurem a necessária transparência das fontes de financiamento privado, no quadro de um sistema que, sublinhe-se, adopta um modelo de financiamento tendencialmente público, do qual já resultam especiais encargos para o Orçamento do Estado e para os contribuintes.»

Leia Mais...

terça-feira, 9 de junho de 2009

"HOME - O Mundo é a Nossa Casa"


Tive a oportunidade de assistir a este documentário no passado dia 6 do corrente na RTP2 (um dia após a sua estreia mundial) e após a visualização do mesmo, fiquei com a opinião de que, muito mais do que um documentário que foca a problemática do aquecimento global e do meio ambiente, mais do que um Manifesto Ecológico/Ambiental ,aquilo que de facto também nos é apresentado é, nada mais nada menos do que um genuíno Manifesto Político para o século XXI. Um verdadeiro desafio para toda a Humanidade!

"HOME", contém toda a panóplia de questões não só do domínio científico e ecológico, mas também de âmbito político e sociológico primário (Vida em Sociedade, Economia, Modelos de Desenvolvimento, Ambiente, Saúde, Migrações planetárias,Pobreza, etc...) uns mais objectivamente analisados outros indirectamente associados, e pretende constituir-se como um alerta, um «awakening» para o modo e forma de conduta que a Humanidade, desde um não muito longínquo passado até à actualidade tem vindo a adoptar no seu processo de desenvolvimento e crescimento.

"HOME", contém também o perfeito contraponto a tudo aquilo que é a "praxis" dos ditos modelos políticos Neoliberais bem como consequentemente de qualquer sociedade Hiper-Consumista, obstinada pela ditadura do Lucro a qualquer preço.

"HOME", definitivamente o nosso Mundo, indiscutivelmente a nossa Casa!

Do ponto de vista técnico, a realização do mesmo é da responsabilidade do realizador francês Yann Arthus-Bertrand e está simplesmente MAGISTRAL, quer do ponto de vista cinemático (filmado maioritariamente com planos aéreos de uma beleza impressionante),quer do ponto de vista fotográfico.

"In 200,000 years on Earth, humanity has upset the balance of the planet, established by nearly four billion years of evolution. The price to pay is high, but it's too late to be a pessimist: humanity has barely ten years to reverse the trend, become aware of the full extent of its spoliation of the Earth's riches and change its patterns of consumption.

By bringing us unique footage from over fifty countries, all seen from the air, by sharing with us his wonder and his concern, with this film Yann Arthus-Bertrand lays a foundation stone for the edifice that, together, we must rebuild.

On the occasion of WORLD ENVIRONMENT DAY on June 5th 2009, HOME will be the FIRST movie to be released simultaneously on ALL MEDIA (Theatre, TV, DVD, and Internet) and across 5 CONTINENTS.

On June 5th, we all have a date with the planet!"


Link: "HOME - O Mundo é a Nossa Casa"

Leia Mais...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Eleições, celebrações e desilusões

Muito já foi dito sobre os resultados das Eleições Europeias e nós, para não fugirmos à regra, iremos tentar fazer o mesmo.

É por demais consabido que a campanha eleitoral foi uma vergonha, que em nada instruiu os eleitores portugueses sobre qual o programa de cada um dos partidos em relação à Europa resumindo-se a uma troca de insultos e a uma propositada confusão entre as Europeias e as Legislativas, a consubstanciação da mesma nos resultados que foram lançados ontem à noite não trouxe novidade nenhuma. O PS perdeu uma oportunidade de fazer uma campanha mais esclarecedora sobre os seus objectivos na Europa, porque por uma questão de timing e oportunidade não lhes era, de todo, favorável entrar no debate político interno. No entanto caíram na esparrela montada pelos partidos da oposição.

Mais uma vez, estas foram umas eleições em que praticamente quase toda a gente saiu vencedora, exceptuando o maior derrotado que foi o PS logo seguido do Opinion Shakers cujo número de visitas baixou drasticamente no dia de ontem.

Ricardo Araújo Pereira referiu ontem que nem tudo foi tão bom para o PSD nem tudo foi tão mau para o PS, porque tendo o Partido Socialista um desgaste enorme em termos de governação, estando o seu líder envolvido como suspeito no caso Freeport, todos os problemas com a Educação, com a Justiça e com a crise económica, apenas o simples acto de chamar Vital Moreira para encabeçar a lista de candidatos às Europeias era quase o mesmo que estar numa feira, num Poço da Morte e chamar a atenção do público "Vejam, agora sem mãos!!".

Embora não partilhe dos ideias sociais democratas, tenho a noção de que o PSD tinha a obrigação de ganhar as eleições de ontem. Embora o Paulo Rangel tenha sido praticamente o One Man Show da campanha laranja, para além do muito que fez, contribuiu também mudar a perspectiva que muitos analistas políticos tinham da Ferreira Leite que a encaram agora como uma líder com uma maior legitimidade dentro do próprio partido pela aposta que fez. Cá para mim, duvido mesmo que o Paulo Rangel cumpra o seu mandato até ao fim no Parlamento Europeu.

O Bloco de Esquerda, com alguma surpresa, tornou-se a terceira força política em Portugal, constituindo-se assim, e tendo em conta os outros dois partidos de direita que ocupam os dois primeiros lugares PS e PSD, como a única força de esquerda a ocupar o pódio.

A CDU perdeu o lugar para o Bloco de Esquerda, obtendo ainda assim uma desvantagem muito ténue.

O CDS apesar de ter sido o 5º partido mais votado, também cantou vitória visto que o seu maior oponente eram mesmo as sondagens. CDS=1 Sondagens=0.

Last but not least, a grande vencedora da noite foi mesmo a abstenção, mesmo tendo sido tão hostilizada pelos partidos, ela foi o verdadeiro grito de desagrado e desencanto do povo para com a corja que nos governa.

Ainda há pouco recebi por e-mail um video histórico, estou falando mais propriamente do video onde Tomás Taveira demonstrava o seu apetite voraz por aquela parte onde terminam as costas e começam as pernas. Ao ouvir aquelas célebres expressões do Taveira do estilo: "Calma, calma, calma!!"; "Já está todo lá dentro!!"; "Aguenta!!" e "Não chora!!", não pude deixar de pensar que o Tomás Taveira é uma perfeita metáfora para os nossos governantes, enquanto que por outro lado as moçoilas que iam ao escritório do conhecido Arquitecto, somos nós o Povo Português. Explico-me melhor. As senhoras íntimas do Taveira quando iam ao escitório dele iam na convicção de que alguma coisa mudasse na sua vida, e não estou só falando do andar, estou-me referindo ao facto de que muitas delas para subirem na carreira tiveram que levar com o carimbo do Taveira. Nós como povo, fomos também ontem ao escritório dos nossos governantes para ver se algo começa a mudar na nossa vida, mas ao contrário das moças do Taveira, o mais certo é que a única coisa que conseguiremos mudar na nossa vida será a dificuldade em andar e ficarmos cada vez mais pobres. Passámos este tempo todo a dizer "Ai, Ai dói tanto!", mas o que é certo é que a esperança continua lá...

Leia Mais...

domingo, 7 de junho de 2009

Sugestão para acabar com a abstenção

Hoje estaremos na iminência de atingirmos um número recorde nas eleições para o Parlamento Europeu. Entretanto já há vozes que se fazem ouvir, defendendo que o melhor era fazer do voto uma obrigação, nós por cá esperamos que essas vozes não cheguem ao céu. Um dos grandes defensores desse sistema é o Presidente do Governo Regional dos Açores.

Tenho uma sugestão bem melhor do que essa para terminar com a abstenção e é simples. Passo a explicar: por cada voto os candidatos seriam eleitos tal e qual como agora, porém acrescentar-se-ia um pequeno pormenor ao processo, por cada um desses votos todos os candidatos levariam um murro nos queixos ou no estômago (era só votar onde). Para que tudo isto terminasse em beleza todos os candidatos teriam de ser tratados num hospital público (e não privado) tal e qual como a maioria dos cidadãos, tudo isto antes de nos representarem no Parlamento Europeu. Este sistema deveria ser extrapolado também para todos os outros tipos de eleições. Tenho a certeza absoluta que a abstenção diminuiria drasticamente. Teríamos, talvez, alguma abstenção da parte dos familiares e amigos dos candidatos, e daí talvez não.

Leia Mais...

Eleições Europeias 2009


(Script: Máté Heisz. Editor: Adorján Czakó. Music: Yann Tiersen Comptine D'un Autre Été: L'après Midi. Special thanks to Ádám Heisz and Riker. - Universidade de Hull)

Leia Mais...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Eleições Europeias: Abstenção e Legitimidade Democrática


Extraído do sítio da Euronews.

Pergunta: “O Parlamento Europeu continuará a ter legitimidade democrática se a participação for inferior a 20 por cento?”

Resposta de Julia De Clerck-Sachsse (investigadora no ‘Centre for European Policy Studies’ em Bruxelas: “ A questão sobre a baixa participação e a legitimidade do Parlamento Europeu… É verdade que quanto mais baixa for a participação, menor será a legitimidade do Parlamento. Por isso, de facto, é um assunto importante: o Parlamento Europeu deve tentar aumentar a participação; e os eleitores também devem assumir as suas responsabilidades e ir votar.”

Leia Mais...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Paradoxos Eleitorais

Hoje gostaria de deixar-vos aqui com um interessantíssimo texto relacionado com os paradoxos eleitorais, retirado da Revista Expresso (15/03/2002):

sic

"O voto é uma das grandes conquistas da Humanidade. Ainda nada melhor foi inventado para conseguir um sistema de governo que garanta a liberdade e o progresso. E será possível inventá-lo?

O sistema usado nas democracias baseia-se no chamado voto plural, que é mais conhecido pela sigla «Um homem um voto». Aqui, «homem» representa cidadão, portanto admitimos que o voto plural inclui homens e mulheres. Parece um sistema justo. E é. Mas não está isento de paradoxos, de situações aparentemente contraditórias e surpreendentes que têm sido notadas desde a Antiguidade.

Ao que se sabe, terá sido Plínio, o Novo, assim chamado para o distinguir do tio, Plínio, o Velho, quem primeiro revelou algumas situações paradoxais derivadas do voto. Estava-se no século II d.C. e as eleições estavam reservadas a uma elite, mas os problemas eram os mesmos. No século XVII, os paradoxos eleitorais começaram a ser discutidos sistematicamente. Procurava-se um sistema de eleições perfeito e racional e começaram a surgir os problemas.

O matemático francês Jean-Charles Borda (1733-1799) foi o primeiro a estudar sistematicamente o problema. O que descobriu surpreendeu os seus contemporâneos. Olhando para o sistema eleitoral como um método de agregar opiniões para encontrar uma escolha colectiva, notou que métodos diferentes conduzem a resultados diferentes. O paradoxo de Borda, como veio a ser conhecido, foi muito discutido na época, sem se encontrar uma solução satisfatória.

Borda apresentou o problema à Academia Real Francesa em 16 de Junho de 1770. Colocou um exemplo em que 21 votantes escolhiam entre 3 candidatos. Considerou as preferências relativas de cada votante, isto é a forma como cada eleitor hierarquizava os candidatos. O que reparou foi que era possível eleger um candidato que a maioria dos eleitores colocava em último lugar. Bastava para isso que os votos dos outros dois estivessem suficientemente divididos. Modernamente chama-se a isso a eleição de um perdedor de Condorcet, isto é, de um candidato que perde em comparações bilaterais com todos os outros. No exemplo de Borda, o candidato A perdia as eleições se apenas as disputasse com o candidato B, perdê-las-ia de novo se apenas se defrontasse com o candidato C, mas ganhá-las-ia se fosse às urnas contra os dois em simultâneo.

Para resolver o paradoxo, Borda propôs um sistema que veio a ser chamado contagem de Borda. É semelhante ao que é aplicado no Festival da Canção e em outros concursos. Em vez do sistema «um homem um voto», Borda dava a cada eleitor a possibilidade de atribuir uma pontuação a cada candidato. Havendo três, cada eleitor daria dois pontos ao candidato que preferisse, um ponto ao da sua segunda preferência e zero ao restante. Os pontos seriam depois somados e a escolha recairia sobre o candidato mais pontuado.

O sistema parece perfeito, mas tem também os seus problemas. Primeiramente, por que razão tem a preferência que ser linear? Dar-se zero pontos ao candidato menos querido, um ponto ao seguinte e por aí adiante, pode não reflectir exactamente as nossas preferências. Não poderia um votante dar zero pontos a um candidato, meio ponto ao seguinte e ponto e meio a um terceiro? O curioso é que, se assim fosse, o vencedor poderia não ser o mesmo. Com idênticas ordenações das preferências, o candidato mais votado pode depender dos pesos que se fixarem. Quer dizer, o sistema de pontos nem sempre dá o mesmo resultado. Este sistema de eleições também permite graus de arbitrariedade.

Mais grave ainda, como o mostrou um compatriota de Borda, o matemático e filósofo Marquês de Condorcet (1743-94), nem sempre é possível agregar as preferências dos votantes de forma coerente. As preferências de cada eleitor devem ter uma propriedade elementar, devem ser transitivas: se um eleitor põe o candidato A à frente do B e coloca o B à frente do C, então também colocará o A adiante do C.
Numa colectividade e em eleições em que haja pelo menos três candidatos, não é isso que se passa. A colectividade pode preferir A a B, preferir B a C e, no entanto, preferir C a A! Como se resolverá este problema?

Donald Saari, um matemático da Universidade de Califórnia em Irvine que se tem dedicado a estudar os problemas eleitorais, mostrou que pequenas mudanças em qualquer sistema eleitoral podem trazer grandes alterações nos resultados das eleições. Saari é um dos matemáticos e especialistas de ciência política que se têm dedicado a estudar os problemas da chamada escolha pública, uma área que sofreu um grande desenvolvimento na segunda metade do século XX.

Nesta altura, o leitor pode já suspeitar que seja difícil encontrar um sistema perfeito. Mas o problema é ainda mais complexo do que à primeira vista parece. Kenneth J. Arrow, um matemático e economista norte-americano que recebeu o prémio Nobel em 1972, estudou um conjunto de condições eleitorais aparentemente razoáveis, tais como a discutida transitividade das preferências, e mostrou que não há nenhum sistema eleitoral democrático que satisfaça simultaneamente todas essas condições.
Que se pode então fazer? Matematicamente o problema não tem solução, mas a sociedade não precisa de sistemas perfeitos e sim de regras falíveis e aproximadas, que conduzam a escolhas colectivamente aceites. A matemática pode ajudar a perceber os problemas dos diversos sistemas eleitorais. Mas não põe em causa a democracia, pois essa é uma escolha moral colectiva que a História tem revelado ser acertada.


NÃO HÁ SOLUÇÕES PERFEITAS

Segundo o paradoxo de Jean-Charles Borda (ver tabela), cada perfil de preferências corresponde a uma coluna, que tem o número de votantes indicado. Assim, por exemplo, apenas uma pessoa coloca o candidato A em primeiro lugar, seguido do B e, depois, do C. Na segunda coluna vemos que há 7 votantes que preferem o candidato A, que põem em segundo lugar o candidato C e em terceiro o B. Neste exemplo de Borda, o candidato mais votado segundo o sistema plural (um homem um voto) é A, com 8 votos a favor, contra 7 em B e 6 em C. No entanto, esse é o candidato mais detestado pela maioria do eleitorado, uma vez que 13 votantes em 21 o colocam em último lugar.


Paradoxo de Borda (tabela I)
1ª escolha/2ª escolha/3ª escolha
A, B, C - 1 votante
A, C, B - 7 votantes
B, C, A - 7 votantes
C, B, A - 6 votantes

Paradoxo de Condorcet (tabela II)
1ª escolha/2ª escolha/3ª escolha
A, C, B - Grupo 1
B, C, A - Grupo 2
C, A, B - Grupo 3



O paradoxo de Condorcet (ver a outra tabela) é igualmente intrigante. Suponhamos que os votantes estão divididos em três grupos com as preferências da segunda tabela: Para o primeiro grupo de votantes, o candidato A é o preferido, seguido do B e, depois, do C. Há uma lógica transitiva nas escolhas deste grupo. Se se prefere A a B e se prefere B a C, então também se prefere A a C. Mas essa transitividade não se transporta para o conjunto de votantes. Suponhamos que há um número idêntico de votantes em cada grupo. Então, A vence B, pois é essa a hierarquia que tanto o grupo 1 como o 3 estabelecem. É essa a opinião da maioria dos votantes. Por outro lado, B também vence C, pois essa é a hierarquia que tanto o grupo 1 como o 2 definem. Pareceria lógico que A vencendo B e B vencendo C, então A também teria de vencer C. No entanto, C vence A, como se pode ver pelo mesmo raciocínio: tanto o grupo 2 como o 3 colocam C antes de A."

Leia Mais...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

BPP e o sistema que olha pelas grandes instituições e não pelas pessoas

Onde é que andam agora os snipers para abater este grande assaltante de pessoas, mais conhecido por BPP?

Leia Mais...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ameaças à Democracia: a Manipulação Política

Há algum tempo, que o mundo vive e se organizou naquilo a que hoje designamos de Sociedades de Massas, as quais são alvos fáceis numa lógica de manipulação e condução das mesmas. As massas, assimilam com enorme facilidade a grande maioria das ideias sem uma perspectiva e visão crítica.Ao longo da História,os exemplos abundam em que as "Massas" acabam por ser facilmente induzidas ao irracional e às adesões "menos legítimas".

No presente, com o acelerado desenvolvimento tecnológica existente, tornou-se mais acessível procurar essa lógica de induzir as pessoas a pensar e a agir de uma forma que talvez nem queiram e que nem sequer se apercebam daquilo que se esconde "por detrás dos panos".

É aqui que entra a questão política, que cada vez mais, aproveitando-se da existência dos bons Marketeers, verdadeiros experts na utilização dos recursos disponíveis e na definição de toda a estratégia imagético/comunicacional, e que têm como grande objectivo atingir o alvo previamente definido: o Povo.

Os Marketeers políticos, procuram atingir e sensibilizar desse modo, o lado emocional das pessoas e para tal procuram colocar na comunicação global política aquilo que a população em geral gostaria que acontecesse, isto é, o uso de imagens de pessoas aparentado felicidade, harmonia, segurança e acima de tudo enorme satisfação.

Contudo, não serão só os homens do marketing, os grandes aliados desta lógica de manipulação dos eleitores. Outro grande aliado são os Media (a má Media, convém salientar), que tanto pode contribuir para a eleição de um candidato como para a desacreditação e derrota do mesmo. Os exemplos desta situação também são vários. A título meramente exemplificativo é só recordarmos aquilo que tem vindo a suceder numa estação televisiva nacional com toda a polémica causada por um seu suposto jornalista.

É principalmente em épocas de eleições,que se levam a cabo investigações à vida pessoal e profissional dos candidatos, e muitas "falhas" encontradas são de imediato publicadas e amplificadas, provocando no eleitor a dúvida quanto à sua escolha.

Entrámos num período fértil nesta matéria, e será fácil apontar exemplos que procuram não só ir directamente ao encontro disto, bem como muitas vezes chegar ao mesmo efeito indirectamente através da apregoada expressão militar dos "danos colaterais" que tem o objectivo de atingir alvos supostamente secundários.

A manipulação política, desde à muito que existe em todas as sociedades de massas e representa dentro do espírito Democrata uma deturpação da própria actividade política e como tal uma séria ameaça para a própria Democracia.

Num tom mais aligeirado, deixo-vos de seguida um vídeoclip musical o qual poderíamos aplicar ao tema em cima tratado.

Leia Mais...

domingo, 31 de maio de 2009

Os irmãos siameses


O estado calamitoso do nosso país tem como principais responsáveis os partidos PS e PSD. Estes dois partidos de baixo-nível têm também preconizado uma campanha às Europeias deplorável, como não poderia deixar de ser. Depois do avô cantigas, agora mais conhecido como Vital Moreira - cabeça de lista do PS, ter defendido um imposto europeu, eis que o PSD veio logo retrucar contra tal medida. Hipocrisia das hipocrisias, afinal parece que o PSD já tinha votado a favor da criação desse imposto em 2007 no Parlamento Europeu. Assim se vêm as parecenças destes dois irmãos siameses PS e PSD. Fartam-se de barafustar, mas são iguaizinhos!! Até parece uma telenovela da TVI com gémeos separados à nascença, depois de anos separados voltam-se a encontrar, só que um, geralmente, é sempre mau e outro bonzinho. Mas a diferença,neste caso, é que os dois são maus.

Leia Mais...

Profissão Difícil

Acabou de passar no "Eixo do Mal" e não resisti a postar este excelente vídeo! Assim que formem um sindicato, contem com eles para a luta!!

"Busy, busy! Wait!!"

Leia Mais...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Puto dinero!!



Banda: Ska-P

Leia Mais...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sinal Vital...

"(...)Intervindo no período reservado às questões da audiência, cifrada em cerca de duas centenas de pessoas, o constitucionalista recusou a hipótese de um referendo ao Tratado em Portugal, exibindo uma cópia do documento.

«São 600 páginas, centenas e centenas de artigos, dezenas de protocolos anexos. Devo dizer que ler este documento é árduo para o especialista mais aplicado, pergunto quantos cidadãos portugueses iriam ler isto?», disse.

«Num referendo iríamos distribuir este calhamaço a cada cidadão português?», inquiriu, questionando o que cada português iria votar se chamado a pronunciar-se sobre o Tratado. (...)"

Pois muito bem!! Já que o povo é burro, conforme Vital Moreira nos apelidou, porque é que haveríamos de votar nele e na cambada que o acompanha? Por eles serem iluminados de mais para a nossa compreensão, a minha proposta é não votarmos nestes malfeitores que estão à frente da política nacional.

Fonte: TSF

Leia Mais...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Dias Loureiro dixit

"Sei que não fiz nada de ilegal" - in SIC 27.05.09

Eu também não!

Leia Mais...

Pintores Portugueses : Nadir Afonso



Pintor e arquitecto português. Nasceu em Chaves em 1920. A música é de George Shearing.

Leia Mais...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Um cartoon vale mais do que mil palavras - Ir para o Céu

Leia Mais...

domingo, 24 de maio de 2009

Política em Portugal para Tótós

Leia Mais...

Municípios Participativos

Em ano de eleições autárquicas , penso que é pertinente reflectir um pouco mais sobre o estado do poder local no nosso país. Como tal, decidi colocar um pequeno artigo de opinião do Prof. Boaventura de Sousa Santos, o qual - apesar de ter sido publicado em 2002 - continua a ter grande actualidade.
Compreender e analisar aquilo que é hoje o poder autárquico e local, é de extrema importância no processo de mudança que gostaríamos que ocorre-se não só face aos resultados que têm sido alcançados no que concerne ao estímulo da própria Democracia / Cidadania, bem como perante tudo o que isso implica num futuro próximo e na qualidade do nosso sistema político e da nossa dita Democracia Participativa.

" Após o 25 de Abril, as autarquias locais foram investidas das mais ambiciosas expectativas democráticas. Esperava-se que, ao nível das autarquias, o exercício do poder político fosse mais próximo dos cidadãos e mais participado por estes, constituindo assim um cadinho de vivências democráticas fortes onde se geraria uma cultura política de cidadania activa capaz de neutralizar a cultura de submissão e de autoritarismo prevalecente até então no país. Para tornar tudo isso possível, o novo país democrático comprometia-se a descentralizar e regionalizar o poder político e administrativo.

Passadas quase três décadas é legítimo perguntar se essas expectativas foram realizadas ou, pelo contrário, frustradas e a resposta não pode deixar de pender para a frustração das expectativas. São duas as razões principais. A primeira reside em que, durante muito tempo, não foram dadas aos municípios as condições que lhes permitissem corresponder às expectativas neles depositadas. O poder central, não só não se descentralizou nem regionalizou, como foi avaro e inconsistente na transferência de recursos financeiros e outros para os municípios. Confrontados com um centralismo arrogante e com uma malha burocrática opaca e labiríntica, os autarcas recorreram às vias informais, aos contactos pessoais, às cumplicidades partidárias para acederem à administração central e, com isso, personalizaram e centralizaram o próprio poder local. Ao centralismo da administração central acabou por corresponder o centralismo da administração local, o chamado "cesarismo local". Daí o paradoxo do poder local no nosso país: Presidentes de Câmara fortes coexistem com um poder local fraco.

A segunda razão prende-se com a primeira: a estratégia usada pelos autarcas para se aproximarem do poder central afastou-os dos cidadãos. As assembleias municipais foram remetidas a um papel subalterno e as freguesias totalmente marginalizadas. E, acima de tudo, foi abandonado o propósito de transformar o poder local no berço da democracia participativa, através do envolvimento activo e organizado dos cidadãos e suas associações na governação local. Perdida a articulação da democracia participativa com a democracia representativa, o poder local afastou-se dos cidadãos e, assim, em vez de neutralizar a distância dos cidadãos em relação ao poder central, acabou por reproduzi-la.

À luz deste diagnóstico, o futuro do poder local está na democracia participativa. A força e a legitimidade que ela confere ao poder local são, a prazo, as armas mais eficazes para mobilizar a seu favor o poder central. As experiências bem sucedidas de planeamento e de orçamento participativos em 144 cidades brasileiras, em muitas outras cidades da América Latina e em algumas da Espanha, da França e da Itália começam a ser conhecidas entre nós e vão surgindo notícias do propósito de alguns municípios em instaurar mecanismos vários de democracia participativa. Estes são os sinais mais auspiciosos do futuro do poder local."

Boaventura de Sousa Santos, Centro de Estudos Sociais (CES), 2002.

Leia Mais...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Finalmente... alguém disse-lhe das boas...!!!

Estava eu muito bem a preparar o meu jantarinho, quando, fazendo zapping pela TV, deparei-me com um espectáculo televisivo extraordinário, qual Big Brother de Estrelas, qual Reality Show standarizado... Assisti finalmente à Sr.ª MMG (não escrevo o nome, pois só de pensar nele me arrepia) quanto mais olhar para a televisão, e a minha já chora imenso, quando tem que me mostrar a cara dela (ou qualquer coisa como isso) dessa figurinha, desse cromo único na história da TV, ser posta no sítio onde nunca devia ter saido, do R/C.
Marinho Pinho, bastonário da Ordem dos Advogados, ao estilo de Alberto João, o regedor da Madeira, colocou a Sr.ª no sítio, disse-lhe das boas, demonstrou-lhe que não se pode ter medo nem papas na língua quando alguém como essa Sr.ª usa e abusa do espaço televisivo que o seu Monizinho lhe dá, pois só assim ele a consegue manter afastada à Sexta-feira, na companhia do seu Vasco querido, tendo conjuntamente orgasmos múltiplos quando se vanglorizam com as suas diarreias opinativas sobre tudo aquilo que pensam que sabem, mas depois de tudo espremido, somente sobram estas duas figurinhas. Grande Marinho. Deste-lhe bem... Não te deixes que te calem... B&A

Leia Mais...

Venham a eles as criancinhas

"Há relatos de violações e de agressões. De medo causado por uma disciplina severa. O relatório sobre o que se passou desde 1936 em instituições católicas irlandesas para acolhimento de crianças era esperado há muito tempo e está a deixar a Irlanda chocada. São 2500 páginas em que se conclui que mais de 2000 crianças sofreram abusos físicos e sexuais e que líderes da Igreja Católica sabiam o que estava a acontecer.

A Comissão de Inquérito sobre o Abuso de Crianças estava há nove anos a investigar as suspeitas em várias instituições de acolhimento de crianças na Irlanda e hoje divulgou as suas conclusões: Houve abusos físicos e emocionais, houve abusos sexuais em grande parte das instituições e sobretudo nas destinadas a rapazes. Houve um regime severo, disciplina opressiva, por vezes fome."

Os abusos sexuais perpetrados pelo clero da Igreja Católica parece que já se tornaram regra e não meras excepções. Quase tão grave como isso é o silêncio dos líderes do Vaticano em relação a estes inúmeros casos que têm sido revelados. O Papa é capaz de dizer idiotices do género "não usem o preservativo", mas para condenar depravações sexuais dos seus submissos mantém-se no mais absoluto silêncio.

A posição do Vaticano em relação a esta matéria vai continuar a ser a mesma de sempre, ou seja, esta:



Fonte: Público.pt

Leia Mais...