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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A Caixa de Skinner e as superstições na vida animal

Uma esmagadora maioria de nós, seres humanos, tem superstições. Só para enumerar algumas: evitar passar debaixo duma escada; não entornar sal em cima da mesa; não partir espelhos; entrar sempre com o pé direito na sala onde se irá fazer um exame; ter pavor das sextas-feiras 13; evitar o número 13; entre milhares de tantas outras.

Porém, não somos os únicos seres vivos a procurar padrões estatísticos não aleatórios na natureza ou mesmo a cometer erros a que poderemos chamar de superstições. As superstições existem também no reino animal, tal como foi provado pelas experiências do famoso psicólogo B.F. Skinner. Na década de 30 do século passado Skinner desenhou uma caixa, que mais tarde haveria de ficar conhecida com o seu nome, que nada mais é que um aparelho simples, mas versátil, para estudar a psicologia de, geralmente, um rato ou um pombo. É uma caixa com um ou vários interruptores inseridos numa das paredes que o pombo, por exemplo, pode accionar com o bico. Possui também um mecanismo de alimentação (ou outro tipo de recompensa) que funciona electricamente. Estes dois sistemas estão ligados de tal forma que a bicada do pombo faz funcionar o mecanismo de alimentação. No caso mais simples, cada vez que o pombo debica a tecla obtém comida. Os pombos aprendem rapidamente a lição. Os ratos também e, em caixas de Skinner adequadamente aumentadas e reforçadas, também os porcos.

O mecanismo pode estar regulado de forma que, em vez de todas as bicadas serem recompensadas, apenas uma em cada 10 bicadas o é. Mas numa dada ocasião, o número exacto de bicadas requerido é determinado aleatoriamente.

Pode também haver um relógio que determine quando uma bicada dá origem a uma recompensa, sendo no entanto impossível dizer qual será esse período.

Podem ser forçados a um horário em que apenas uma proporção muito pequena de bicadas é recompensada. É interessante verificar que os hábitos adquiridos nestes casos de recompensas ocasionais são mais duradouros do que aqueles que são adquiridos quando todas as bicadas são recompensadas: o pombo é desencorajado menos depressa quando o mecanismo de recompensa é totalmente desligado. Os pombos e os ratos são, portanto, estatísticos bastante bons, capazes de apreender facilmente pequenas leis de padronização estatística no seu mundo. É presumível que esta capacidade lhes seja tão útil na natureza como na caixa de Skinner. A vida é rica em padrões; o mundo é uma grande caixa de Skinner.

Mais tarde, em 1948, experimentou uma variação brilhante da técnica básica: eliminou totalmente a relação causal entre o comportamento e a recompensa. Programou o aparelho para "recompensar" o pombo de tempos a tempos independentemente do comportamento da ave. Assim, as aves tinham apenas de descansar e esperar pela recompensa. E é aqui que toda a experiência se torna mais interessante, de facto, as aves não descansaram à espera da recompensa. Em vez disso, em 6 de cada 8 casos, desenvolveram - exactamente como se estivessem a aprender um hábito recompensado - aquilo que Skinner designou como comportamento "supersticioso". Exactamente em que consistia este comportamento variava de pombo para pombo. Uma das aves girava sobre si própria como um pião, duas ou três voltas no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, entre "recompensas". Outra empurrava a cabeça em direcção a um dado canto superior da caixa. Uma terceira ave abanava-se como se como se levantasse uma cortina invisível com a sua cabeça. Duas aves desenvolveram independentemente um hábito rítmico e "pendular" da cabeça e do corpo. Skinner utilizou a palavra superstição porque as aves se comportavam como se pensassem que o seu movimento habitual tinha influência causal no mecanismo de recompensa, quando de facto não tinha.

Portanto para a próxima já sabe, antes de fazer um exame e entrar na sala com o pé direito isso não lhe vai adiantar nada no caso de não estudar. Mas se preferir ter comportamentos supersticiosos iguais aos dos ratos e dos pombos, tudo bem.

Fonte: Dawkins, Richard - Decompondo o Arco-Íris - 1998 - Editora Gradiva - págs. 190-192

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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Mostrando um mundo de Excessos - Chris Jordan

O presente post, é mais uma vez uma excelente produção da TED e tem como tema, o surpreendente mundo dos excessos que quotidianamente circundam-nos e que de um certo modo reflectem quem nós somos (enquanto indivíduos e enquanto sociedade).

Chris Jordan é um artista norte-americano, que direcciona o seu trabalho para a representação imagética do mundo do excesso de dados e informação existente actualmente, fazendo com que desse modo, o nosso olhar e o nosso pensamento se focalize em algo que se encontra camuflado por debaixo da superfície do dia-a-dia.

São apenas cerca de 11 minutos, que recomendo a todos os leitores que nos visitam e que demonstram como em tão pouco tempo, se pode dizer muito mantendo sempre como objectivo final, um verdadeiro "shake" de consciências.

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Testemunhas de Jeová, as estúpidas proibições e as falhadas profecias do apocalipse

Todos nós estamos a par da proibição de transfusões de sangue nas Testemunhas de Jeová. O que é pouco sabido, mesmo entre as Testemunhas, é que as Testemunhas de Jeová recusaram vacinas para si mesmas e para os seus filhos de 1931 até 1952 (até existia um "cartão da vacina"). Igualmente, poucos estão informados que elas preferiam morrer ou deixar morrer os seus filhos (é sempre assim) do que receber transplantes de órgãos de 1968 a 1980. Tais proibições custaram a vida a milhares de pessoas e deixaram muitas outras cegas, paralíticas ou mutiladas. Todavia, as proibições quanto às vacinas e transplantes não estão mais em vigor. Pode ser que quando inventarem outra proibição levantem a interdição das transfusões de sangue.

Estas alterações de posição são bastante comuns nas Testemunhas, pois já em 1914 estava profetizado o apocalipse, depois como não aconteceu, voltaram a vaticinar para 1925, mais uma vez (adivinhem lá) falharam, e como não há duas sem três voltaram a apontar uma nova data, o ano era agora o de 1975. Cansadas de tanto falhar, mesmo assim ainda não desistiram, parece que agora o ano é o de 2034. Deveremos ficar com medo?

P.s: A imagem acima foi publicada na Revista Sentinela. As Testemunhas de Jeová, geralmente, não são lá muito risonhas, devem estar a guardar o sorrisos para o dia do Apocalipse, tal como a imagem acima exemplifica. Isto é, no mínimo, bizarro!!

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Portugal - O pior da crise ainda vem aí

A crise, sente-se já, é grave. A crise, pressente-se, vai piorar. Para o economista Silva Lopes, a pior virá depois, quando Portugal tiver de pagar os custos do esforço dispendido para tentar amenizar os efeitos da actual crise financeira mundial.

No debate sobre o Orçamento do Estado para 2009 organizado pelo Fórum para a Competitividade, Silva Lopes disse que o país enfrenta dois problemas fundamentais: o da falta de produtividade/competitividade e o do elevado endividamento externo.

"Vamos ser obrigados a equilibrar as contas externas", avisou o economista, e, nessa altura, "vamos ter uma crise grave, muito mais grave do que aquela que temos agora". O défice externo português encontra-se próximo dos 10 % do Produto Interno Bruto (PIB) e em 2009 pode chegar aos 12 %.

“Um país não pode continuadamente investir mais do que poupa, pelo que nalgum momento do tempo Portugal terá que inverter essa tendência”, avisou. Para que o défice da balança de transacções correntes possa ir para perto de zero, ou as exportações aumentam ou a despesa interna baixa, notou Silva Lopes.


Entretanto o Sócrates há-de ir tapando todas as fissuras com fita-cola para que o dique da crise não rebente antes das eleições legislativas. Já dizia o outro: "pior é sempre possível".

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sábado, 25 de outubro de 2008

Jesus, Judeus e Judas

Quando se fala de Cristianismo há uma coisa (entre várias outras) que eu gostaria de compreender. Quando se pergunta aos cristãos sobre a importância de Jesus Cristo, a resposta é quase, praticamente, unânime: “Ele morreu pelos nossos pecados, era essa a sua missão na Terra!”

Quando pedimos a opinião dos cristãos sobre os Judeus, a resposta é também, quase sempre, a mesma (exceptuando o facto de os considerarem ricos, avarentos e inteligentes): “Os Judeus são maus, foram eles que mataram Jesus!”. A resposta é similar quando auscultamos a opinião dos cristãos sobre Judas: “Judas era mau e traidor, foi por causa dele que Jesus morreu na cruz!”.

Não denotarão, os caros leitores, uma clara contradição nisto tudo? Ora se, por um lado, os cristãos consideram que Jesus foi importante porque morreu pelos nossos pecados, por outro lado, vilipendiam os Judeus e Judas. Porquê!? Visto que foram estes os principais obreiros do seu “grande sacrifício”, permitindo-nos assim a salvação!! Deveriam ser estes os santificados e não a “Virgem” Maria, porque se fosse por ela, Jesus não teria morrido por todos nós.

Há coisas que eu nunca irei entender, esta é uma delas. A não ser que um dos nossos estimados leitores me possa elucidar melhor.

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Uma Obra, Um Artista - Botticelli

"PRIMAVERA", 1482
Têmpera em madeira
203 x 314 cm

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O Novo Ateísmo de Richard Dawkins

Richard Dawkins, professor da Oxford university, biólogo evolucionista, é actualmente um dos grandes nomes daquilo a que muitos designam de "Novo Ateísmo".

O vídeo que aqui vos deixo, é mais uma produção da TED e resumidamente encontra-se dividido em 4 partes: a 1ª onde o autor reafirma a ideia de que todos nós devemos combater a teoria Criacionista; a 2ª onde questiona o porquê de não se poder criticar a religião; a 3ª parte onde Dawkins afirma que a Ciência nunca deverá ser seduzida pela religião; e por fim a última parte onde fica um apelo a que todos os Ateístas simplesmente se manifestem!

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Avião da Alitalia quase chocou com OVNI


O caso, divulgado pelo Ministério da Defesa britânico, ocorreu em 1991 e foi investigado durante anos pela Autoridade da Aviação Civil e pelos militares. Acabou arquivado sem que se tivesse chegado a alguma conclusão.

É um estranho caso não esclarecido e só agora divulgado. O Ministério da Defesa britânico revelou hoje que, em 1991, um objecto voador não identificado passou a curta distância de um avião de passageiros da Alitalia que sobrevoava a cidade inglesa de Kent.

O comandante Achille Zaghetti ficou tão assustado que gritou "cuidado, cuidado!" para o seu co-piloto. O comandante do voo da Alitalia disse que viu o objecto voador não identificado (OVNI) - castanho e com a forma de um míssil - a passar a uns escassos 300 metros do seu avião, quando sobrevoava a cidade britânica de Kent, em 1991.

O caso, hoje divulgado pelo Ministério da Defesa Britânico, foi investigado durante anos pela Autoridade da Aviação Civil e pelos militares, tendo acabado por ser arquivado sem que se tivesse chegado a alguma conclusão.

O mais estranho é que, logo após ter visto o OVNI, o comandante da companhia aérea italiana comunicou com a torre de controlo, que o informou de que o único objecto identificado pelo radar estaria a cerca de 10 milhas de distância do avião da Alitalia.

O avião, MCDonnell Douglas MD80 , seguia de Milão para o aeroporto londrino de Heathrow e levava 57 pessoas a bordo.

O dossiê sobre o assunto revela que uma estação de televisão local transmitiu a história de um rapaz de 14 anos, que afirma ter visto nessa noite um míssil a atravessar o céu a baixa altitude, antes de ter desaparecido entre as nuvens.

O incidente de Kent é um dos 19 casos sobre aparições de OVNI, ocorridos entre 1986 e 1992, que estão disponíveis no site dos Arquivos Nacionais da Grã-Bretanha.

Existem outros casos de passageiros de voos comerciais que dizem ter visto OVNI em 1991 quando sobrevoavam a Grã-Bretanha.

Entre os arquivos, agora revelados, consta ainda o relato de um piloto da Força Aérea americana que terá recebido a ordem para atirar sobre um OVNI que apareceu no seu radar quando sobrevoava East Anglia, no leste de Inglaterra.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A Diferença entre Liberais e Conservadores (na Europa: Esquerda vs Direita)

Em época de eleições nos EUA, coloco este post com um vídeo do grande site que é o www.ted.com , onde o orador Jonathan Haidt (Psicólogo), analisa a questão das raízes morais do pensamento liberal e do pensamento conservador. São cerca de 18 minutos bastante interessantes que pretendem dar uma visão do todo sobre esta eterna questão, este eterno confronto do pensamento social económico e político. Na dimensão europeia, o tema abordado será sempre adaptado à velha dicotomia Esquerda vs Direita.

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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A Dromologia ou a Lógica da Velocidade



A Dromologia, termo proveniente do grego “dromos” e o qual tem como principal teorizador Paul Virílio , é a ciência ou lógica da velocidade. Baseia-se no facto de que o acontecimento sofre alterações na sua própria estrutura dependendo da velocidade a que se dá.

Este é um ponto de vista interessante para entendermos e "desmontarmos" um pouco melhor o mundo em que vivemos.

As guerras actuais, a fome, a morte escandalosa dos outros, já não nos afectam mais como antes dos meios de comunicação de massas nos manterem actualizadamente informados, principalmente pelas imagens à velocidade da luz, de tais factos. O acontecimento deixou de produzir em nós o efeito de choque e de surpresa que produzia outrora. Vivemos na sociedade do tédio e contudo nunca antes a sociedade foi tão cheia de acontecimentos. A nossa sociedade existe à escala global, onde permanentemente somos informados de tudo o que de supostamente relevante se passa em qualquer coordenada geográfica do globo terrestre. Mas esta velocidade e quantidade a que a informação chega até nós vacinam-nos contra a própria essência do conceito “acontecimento”. Ele mesmo deixou de o ser à partida porque se encontra desvirtualizado da sua própria definição.

Neste jogo de velocidade a que o facto acontece, gera-se uma hierarquia de poderes. Segundo Paul Virillo (Speed and Politics: An Essay on Dromology. New York: Semiotext(e), 1977 [1986]) o que se move rapidamente ganha poder sobre o que se move lentamente. A Posse, o poder, diz mais respeito a questões de controle de circulação e movimento, do que de contratos e escrituras. Quem se move rapidamente adquire o poder. Pelo contrário quem está parado, perde-o. E quem domina a velocidade igualmente, adquire o poder e vice-versa. Esta é a grande explicação para que os mass-media detenham o poder que detém actualmente. Eles dominam o poder de transmitir o “acontecimento” à velocidade da luz.

Mas isto não se passa sem o efeito perverso apontado anteriormente – o efeito da velocidade ser tão grande que faz com que o próprio objecto perca o seu impacto, e consequentemente a sua importância na sociedade. Dá-se assim lugar a uma nova hierarquia de importância de acontecimentos baseados numa nova escala de valores morais. Porque estando o acontecimento distante do espectador, este não é afectado de modo directo pelo primeiro. A vida humana singular, alvo da maior importância no passado, perde valor em proveito de factos muitas vezes despersonalizados de conteúdo mais ou menos pertinente para a sociedade em geral. Mesmo quando a vida humana está em questão, são normalmente as questões de coscuvilhice mesquinha que despertam a curiosidade do público. Tornamo-nos espectadores da morte e da desgraça alheia. E nisso, a única coisa que nos importa é saber o enredo do caso, como se de um livro policial se tratasse, para comentar com o colega do lado no emprego. O aspecto catártico deste fenómeno não pode ser descurado. Emitimos as nossas opiniões sobre o caso, afirmamos os nossos juízos de valor, realizamos todas as nossas catarses, mas não nos preocupamos com o que verdadeiramente está em causa – o sofrimento alheio. Nada nos diz. Este actual autismo do espectador resulta portanto da rapidez, quantidade, e modo de informação que lhe chega diariamente. E esse autismo é simultaneamente a sua defesa para se tentar manter equilibrado.

Face ao movimento rápido da sociedade, o homem actual não consegue processar emocionalmente toda a informação que lhe chega porque isso lhe traria o colapso nervoso. Necessita portanto de se manter afastado emocionalmente dos acontecimentos para manter o equilíbrio e prosseguir a sua vida normalmente. Esta serenidade e impavidez face à morte, à desgraça alheia, resulta numa dormência verdadeiramente autista e esquizofrénica, mas que é a solução psico-social encontrada pelos indivíduos para o problema. Assim se geram seres humanos passivos, completamente controláveis pelo poder instituído. E há que dizê-lo: existe um aproveitamento pelo poder deste estado de letargia social. É através dele que o próprio sistema político e económico se mantém sem grandes interferências da população vencida além do mais pelo cansaço de se manter equilibrada face à velocidade da História.

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

AC/DC de regresso oito anos depois


"Black Ice" é o novo álbum de originais.

Com 35 anos de carreira, a banda australiana continua a manter a energia e lança mais um álbum de originais.

Oito anos depois, os AC/DC estão de volta com mais um álbum de originais. "Black Ice" é o título do novo trabalho da banda australiana, ícone do hard rock mundial. Angus Young e companhia não lançavam um disco de originais desde "Stiff Upper Lip", no ano de 2000.



"Black Ice" tem lançamento mundial no dia 20 de Outubro.

Além do lançamento de "Black Ice", os AC/DC preparam-se para mais uma 'tournée' mundial. A boa notícia é que os australianos, que apenas actuaram uma vez em Portugal (no Estádio do Restelo, em 1996), devem regressar ao nosso país. Apesar de não haver ainda data confirmada, a passagem da banda por Portugal deve acontecer nos primeiros meses de 2009.

O primeiro concerto da "Black Ice World Tour" em solo europeu está marcado para 18 de Fevereiro de 2009. Até 27 de Março, estão, por enquanto, agendados 14 espectáculos no Velho Continente, com a particularidade de metade deles terem já lotação esgotada.

História invejável

A corrente eléctrica dos AC/DC mantém-se forte, numa altura em que a banda comemora 35 anos de carreira. Os australianos, autores de sucessos como "Thunderstruck", "You Shook Me All Night Long" ou "Highway To Hell", dispensam apresentações. O álbum "Back In Black", de 1980, atingiu estatuto de duplo diamante (22 platinas) nos Estados Unidos, vendendo mais de 22 milhões de cópias, ao mesmo tempo que se tornou o quinto disco mais vendido de sempre neste território.

Ao som enérgico do rock, os AC/DC misturam uma boa dose de 'riffs' de influência blues, alcançando um som original que marcou gerações. A voz 'rouca' de Brian Johnson é a marca final na inconfundível sonoridade da banda australiana.

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Paleontologia - A conquista da terra começou por um pescoço


Foi na água que começaram as adaptações que permitiram as primeiras investidas dos animais em terra — como ter um pescoço. É isso que revela o fóssil do Tiktaalik roseae, que em 2006 fez as parangonas do mundo científico por ser um elo na passagem dos peixes para os tetrápodes, os vertebrados que colonizaram a terra e deram origem aos anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

Dois anos e muito estudo depois, a anatomia interna do crânio do fóssil mostra os passos intermédios da transformação das estruturas que levaram animais incapazes de mexer a cabeça a seres que não precisam de água para se sustentar.

“Pensávamos que esta transição do pescoço e do crânio fosse uma passagem rápida”, disse um dos autores do estudo publicado amanhã na revista Nature, Neil Shubin, da Universidade de Chicago. “Faltava-nos a informação sobre os animais intermédios. O Tiktaalik preenche este buraco morfológico. Mostra-nos muitos dos passos individuais e esclarece a questão do timing nesta transição complexa.”

O vertebrado viveu há cerca de 375 milhões de anos no Devónico. Era um predador com 1,80 metros e vivia em águas pouco profundas. Os ossos foram descobertos em 2004 na ilha de Ellesmere, no Canadá. Tinha o crânio, o pescoço, as costelas e parte dos membros como os tetrápodes, mas as mandíbulas primitivas, as escamas e as guelras eram iguais aos dos peixes.

Os novos estudos deram mais informação. “Vemos que as características do crânio que antes eram associadas a animais que viviam em terra apareceram primeiro como adaptações a águas pouco profundas”, explicou o primeiro autor do estudo, Jason Downs.

A cabeça do Tiktaalik tinha uma construção mais sólida do que os seus antepassados e era móvel relativamente ao resto do corpo, o que permitia sustentar-se no leito dos cursos de água. O fóssil tinha um osso mandibular que nos peixes coordena o movimento, a alimentação e a respiração, mas muito reduzido. Nos tetrápodes a estrutura também é mínima e evoluiu para um dos ossos do ouvido. Todas estas mudanças foram essenciais para o que estava por vir, a colonização da terra.

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Mulherzinha-bomba quer tornar-se mártir por Alá

Grupos militantes na Faixa de Gaza estão se armando e se preparando para uma possível retomada da violência, segundo evidências obtidas pela BBC.

Apesar do cessar fogo em vigor no momento, o correspondente da, BBC no Oriente Médio, Paul Wood, visitou um programa de treino para homens e mulheres-bomba que está sendo oferecido pela organização militante da Jihad Islâmica.

O alá (inicial minúscula de propósito) deve estar a precisar de reabastecer o stock de virgens. Será que na lavagem de cérebro que fazem às mulheres-bomba, lhes convecem que terão direito a 70 gajos virgens à espera no paraíso já de cuequinha em baixo? Deve ser um gang-bang do caraças!

Wood conversou com uma palestiniana de 18 anos que atende pelo pseudónimo de Oum Anas. Ela está recebendo treino num lugar secreto no norte da Faixa de Gaza.

Só espero que esta gaja tenha um acidente de trabalho antes de realizar o projecto final.

Segundo o correspondente, Anas, recém-casada, falou com firmeza e clareza a respeito da decisão de se tornar uma mulher-bomba - ou mártir, termo usado pelos militantes.

- "Decidi tornar-me uma mártir porque esse é o sonho de todo o menino e menina palestiniano", disse Anas. "Tomei a minha decisão há um ano".

O sonho de vir a ser um(a) médico(a), advogado(a), modelo, cantor(a) ou actor/ actriz de cinema fica destinado só para os infiéis de Alá.

- "Nós vemos a forma como os palestinianos vivem, vemos o que a ocupação (por Israel) está fazendo connosco. Eles matam as nossas crianças, as nossas mulheres idosas, eles jogam bombas nas nossas mesquitas mesmo quando estamos dentro, rezando", prosseguiu a fundamentalista.

Pois esses israelitas não são santinhos nenhuns, basta ir ver à Bíblia.

Wood comentou que Anas havia se casado há pouco tempo e perguntou o que o seu marido pensava da sua decisão de se tornar uma mulher-bomba.

- "Quando o meu marido se casou comigo ele sabia o meu modo de pensar. Ele sabe exactamente quem eu sou e decidiu casar-se comigo baseado nisso. O casamento não representa um obstáculo de maneira alguma".

É capaz de se ter casado por causa do seguro de vida.

- "Isto (a minha decisão) é uma inspiração que vem de Deus e você está certo do que está fazendo, escolheu o seu caminho e não se arrepende".

Este é que é o deus do amor... à dinamite.

Quanto ao tipo de alvo que estaria preparada para atingir, Anas não faz distinções entre civis e militares, mulheres e crianças.

- "(Eu mataria) soldados israelitas e civis também, porque ambos tomaram a nossa terra", disse.

- "Crianças são civis mas crescem e tornam-se soldados. São todos iguais, todos foram educados para nos odiar".

Porque será!!??... Ahhh, já sei! Deve ser por causa de vocês usarem uns cintos estranhos.

Para o correspondente da BBC, a motivação por trás da decisão de Anas é religiosa e não nacionalista.

Durante muito tempo, a lei islâmica proibia que mulheres fossem usadas em operações militares, mas a lei foi alterada por clérigos islâmicos em Gaza há alguns anos.

Isto deve ser o começo da emancipação da mulher no mundo islâmico.

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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Uma Voz a Ouvir - Noam Chomsky

O autor não é novo aqui no Opinion Shakers, no entanto desta vez deixo-vos uma entrevista ,realizada pela BBC, que vale a pena escutar.Entre outros temas,Timor -Leste vem também à conversa para entendermos o modo como as grandes potências actuam.

Primeira Parte


Segunda Parte

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domingo, 12 de outubro de 2008

Fidel considera "puro milagre" Obama estar vivo

"O que abunda em McCain são os anos", ironizou Castro, acrescentando que a sua companheira de lista, Sarah Palin, "não sabe nada de nada"


Ex-líder cubano lembra Martin Luther King

"Nos Estados Unidos existe um profundo racismo", diz Fidel, que faz questão de frisar que o democrata "ultrapassa em inteligência e serenidade" o rival republicano John McCain.

O ex-líder cubano Fidel Castro assinalou no sábado uma nítida preferência pela candidatura de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos, considerando que o candidato democrata ultrapassa em inteligência o seu rival republicano, John McCain.

Castro declarou também que foi "puro milagre" que Obama não tenha sido assassinado como Martin Luther King.

"Nos Estados Unidos existe um profundo racismo e o pensamento de milhões de brancos não consegue reconciliar-se com a ideia de que uma pessoa negra, com mulher e filhos, ocupe a Casa Branca, que se chama assim: 'Branca'", escreveu Fidel na sua última "Refexão" publica no "site" oficial na Internet cubadebate.cu.

"É um puro milagre que o candidato democrata não tenha encontrado a sorte de Martin Luther King, Malcom X e de outros que acalentaram sonhos de igualdade e de justiça ao longos das últimas décadas", acrescentou, referindo aos dois líderes negros assassinados nos anos 60.

Recordando às "más notas" do republicano McCain na Escola Militar de West Point e a sua confissão de falta de conhecimentos em questões económicas, Castro sublinhou que o adversário democrata "ultrapassa-o em inteligência e serenidade".

"O que abunda em McCain são os anos", ironizou Castro, acrescentando que a sua companheira de lista, Sarah Palin, "não sabe nada de nada".

Obama declarou-se favorável a uma abertura a Cuba, submetida desde 1962 a um embargo norte-americano, enquanto McCain se pronunciou pela manutenção da linha dura seguida pela administração de George W. Bush.

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sábado, 11 de outubro de 2008

Dedicatória ao Neoliberalimo Económico (Viva La Vida) by Coldplay



I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sleep alone
Sweep the streets I used to own

I used to roll the dice
Feel the fear in my enemies eyes
Listen as the crowd would sing:
"Now the old king is dead! Long live the king!"

One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt, and pillars of sand

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can not explain
Once you know there was never, never an honest word
That was when I ruled the world
(Ohhh)

It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in.
Shattered windows and the sound of drums
People could not believe what I'd become
Revolutionaries Wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can not explain
I know Saint Peter won't call my name
Never an honest word
And that was when I ruled the world
(Ohhhhh Ohhh Ohhh)

Hear Jerusalem bells are ringings
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can not explain
I know Saint Peter will call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
Oooooh Oooooh Oooooh

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Manipulação e Consumismo



Crítica à manipulação mediática e ao consumismo frenético, ao controlo do mercado sobre as nossas vidas, as nossas escolhas, os nossos passos, as nossas ideias...

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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

McCain novamente no centro da polémica

Quando alguém é "talhado" para algo, tarde ou nunca se livra dessa "talhagem", e é seguindo esta regra americanizada da política que encontrei mais esta "gaffe" ou em português corrente "asneira" do candidato republicano McCain.



A forma depreciativa como McCain se referiu ao seu adversário, durante o debate, utilizando a expressão 'that one' (aquele, em português), voltou a gerar polémica, depois de, na mesma semana, Sarah Palin também ter acusado Obama de «não gostar o suficiente do seu país, ao ponto de se dar com pessoas que já atentaram contra a sua nação». Enquanto uns consideram estes actos racistas e despropositados, outros preferem ignorar e ultrapassar mais esta infelicidade de McCain e da sua vice-presidente.

O mais recente «caso» deu-se durante o segundo debate entre os candidatos, numa altura em que McCain criticava o opositor por ter votado favoravelmente, em 2007, a uma lei sobre energia da administração Bush. «Sabem quem votou favoravelmente? Nem vão acreditar. Foi aquele ['that one', apontando para Obama]. Não eu!» Foi esta a frase que gerou polémica, acusações de racismo e cujo vídeo (nas mais diversas versões) já inundou o You Tube.

Aproveitando a onda de popularidade de Obama que, durante esta semana, passou a liderar as sondagens em estados importantes, Larry King resolveu convidar Michelle Obama para o seu programa, na CNN.

A mulher do candidato democrata mostrou ter a 'lição' bem estudada e conseguiu esquivar-se na perfeição a todas as perguntas, até mesmo àquelas que continham uma ou outra rasteira.

Michelle admitiu estar a gostar muito da experiência e desvalorizou todas estas situações, relembrando que o principal problema, actualmente, é a crise económica. Os americanos «não se preocupam com estas lutas entre candidatos... eles querem respostas reais de como cada candidato vai conseguir salvar a economia e garantir serviços minímos de saúde. O resto faz parte da política», afirmou a candidata ao 'cargo' de primeira-dama dos EUA.

Durante a sua entrevista, Larry King fez questão de passar a pente-fino o outro tema quente da semana, a acusação de que Obama estaria ligado a supostos terroristas, ao que Michelle respondeu que o marido não tem culpa «das actividades em que outra pessoa possa ter estado envolvida quando ele tinha 8 anos».

Michelle acredita que estes 20 meses de campanha serviram para as pessoas conhecerem suficientemente os candidatos. «Conhecem o seu coração, o seu espírito e aquilo que encorajo as pessoas a fazer é a julgar Obama, e os outros candidatos, com base no que eles fazem, nas suas acções, no seu carácter, com o que fazem da vida e não com actividades em que qualquer outra pessoa posssa ter estado envolvida quando eles eram apenas crianças», afirmou.

A mulher do candidato mostrou todo o seu fair-play quando teve de dar a sua opinião sobre Sarah Palin. «Penso que ela é um excelente exemplo dos diferentes tipos de papel que a mulher assume na sociedade», disse à CNN. Sarah Palin faz «publicamente aquilo que qualquer mulher faz no seu círculo privado. Aquilo por que lutamos e queremos assegurar é que qualquer mulher tenha as mesmas oportunidades e opções que Sarah Palin e eu temos», concluiu.

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Sarah Palin e o The Alaskan Independence Party

Dá para acreditar nisto?

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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Quando se prefere Obama e a máquina diz McCain

Por agora não passa de um pequeno vídeo humorístico, veremos se brevemente ouvir-se-á falar de problemas nas eleições americanas, nomeadamente no estado do Ohio, ou Florida.

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