Grande música (e vídeo)dos Blasted Mechanism, aqui com a participação especial do Mestre António Chainho na guitarra portuguesa.
"So let’s open up again
Accept the message in the brise
We're all under construction
Living our daily fantasies
Another cycle of Saturn
Another media crashing
Another trick on the stage floor
Another ride on the black hole
And we,
We were made for much more, made for anything we want
We were made for heaven not for ruin and made for love
Above the clouds, above the clouds (?) where has one
We will resist
You don’t be bother by the way I look at you,
You make me do all the things that I do,
What about being back to me and you,
Let’s have a dance and make it all come true,
Nice played, now watch that move,
My body’s telling me that I approve,
My band is playing in a different group,
Your best solution is becoming bullet proof
So let’s fabricate a man
Contract the heavenly disease
We're all needing seduction
We're living in daily ecstasy
Another cycle of Saturn
Another media crashing
Another trick on the stage floor
Another ride on the black hole
Oh!
Open again, let’s move it
Open again, let’s move it
Open again, let’s move it
Open again, let’s move it
Open again, let’s move it
Open again, let’s move it
Open again, let’s move it
Open again, let’s move it
And we,
We were made for much more, made for anything we want
We were made for heaven not for ruin and made for love
Above the clouds, above the clouds (?) where has one
We will resist
And we,
We were made for much more, made for anything we want
We were made for heaven not for ruin and made for love
Above the clouds, above the clouds (?) where has one
We will resist "
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
"WE"
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
A frase de reflexão do dia...
" Ninguém tem vontade de discutir o essencial." - Miguel Pacheco, Jornalista
in Jornal "i", edição de 26/11/2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
"Portugueses vão ficar mais pobres" - Martim A. Figueiredo
A merecer destaque e especial atenção, o editorial da edição de 24 do corrente do Jornal "i" da autoria de Martim Avillez Figueiredo.
"Há momentos na vida de um país em que é preciso pôr travões a fundo a quem manda. Para isso, é indispensável que os portugueses se insurjam. Portugal está na banca rota e ninguém parece preocupado. Devia estar. A situação é dramática. Quando Vítor Constâncio vestiu ontem o casaco de assessor do Governo, antecipando mais impostos e avisando cortes nos salários, podia estar a dizer a verdade - mas não está a ser sério. Ou melhor, Constâncio é sério. O que não é sério é o responsável macroeconómico do país não se revoltar contra a política macroeconómica de Portugal.
Crescer impostos é uma afronta aos portugueses (mesmo que pareça inevitável) e ainda mais desconsiderante para cada um dos habitantes deste país é ouvir o Governo dizer que não vai subir impostos - quando o Governador sabe muito bem que Sócrates terá de o fazer. Sucede que o mesmo Governador sabe bem que os portugueses já são os europeus a quem é exigido o maior esforço fiscal (faça Zoom nas páginas 14 a 17), e que esse esforço é entendido quase sempre como dinheiro deitado à rua - uma vez que em cima dele têm ainda de comprar seguros de saúde, pagar propinas de escolas privadas e deixar dinheiro nas portagens da auto-estrada. Pagam, mas começam a não perceber para quê. E quando o esforço privado de cada um serve para financiar os erros de gestão políticos e as trapalhadas financeiras do Estado, então o caldo tem tudo para se entornar. O país está a chegar onde nunca chegou - e não culpem só a crise. A fatia pública que mais cresceu em Portugal (desde 1985) foram os impostos: mais do que a economia, mais do que despesa. É quase ultrajante: a preços acumulados e correntes, os impostos nacionais engordaram 964% entre 1985 e 2008. Pode dizer-se: o país está melhor, vive-se hoje um nível de conforto inimaginável no Portugal dos anos oitenta. Sim, mas se o custo é a banca rota que absurdo de país é este? Seria como se cada um de nós mudasse, em 20 anos, de apartamentos para sumptuosos palácios à beira-mar apenas para descobrir que... abriria falência. Que raio de políticos permitiram que isto acontecesse?
A pergunta que se segue à manchete que o i hoje publica é evidente: se Sócrates não encontra solução para o país, quem encontra? Ou será que não existe? E aqui as respostas são curtas, mas a dois tempos. Primeiro, tudo na vida tem consequências. O facto de parecer que não existe uma solução não desculpa quem a procura. É duro, mas é assim nos mais pequenos detalhes da vida de cada um. Segundo, uma das vias que se discutem hoje na Europa é alimentar a retoma económica com uma poderosa reforma fiscal - pôr tudo em causa. Se Portugal tem 5 grandes centros de receita fiscal (IVA, IRC, IRS, especiais sobre o consumo e ambientais), pode mudar tudo. Há a ideia do imposto natural de dois professores de Yale ou a do imposto corporativo imaginada pelo social-democrata britânico Antony Crosland (releia em www.ionline.pt). E muito mais alternativas. Nenhuma fará milagres, mas é criminoso ver o país à beira da banca-rota e fingir que não se passa nada." - in jornal "i", 24/11/2009
domingo, 22 de novembro de 2009
"Plano Inclinado"
O nome do programa é "Plano Inclinado", passa na SIC-Notícias aos Sábados (apesar de na passada semana ter sido a um Domingo)por volta das 22Horas, tem a apresentação de Mário Crespo e conta com 3 convidados interessantes: Henrique Medina Carreira, João Duque e Nuno Crato, os quais se debruçam a analisar a actual realidade política, económica e social portuguesa numa perspectiva que visa alertar e consciencializar os cidadãos para aquilo que no fundo é a crua realidade do nosso país.
O programa vai já com 3 episódios, e para a próxima semana o tema que irá estar em especial análise é o panorama da Educação em Portugal.
Definitivamente a não perder!
Como refere Medina Carreira, perante os problemas da nossa Economia:
"Está-se a dar aspirina a um sujeito que tem um cancro no cólon!"
De seguida um pequeno excerto do 2º episódio.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Portugal dos pequeninos... governantes
Deixo-vos aqui mais um texto brilhante de Miguel Sousa Tavares sobre o estado do nosso país (para ler com atenção):
sic
Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos... Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos... - Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km. Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa. - Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim. Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta... - Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade. Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa. - Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada? - Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor. Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez. Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!
domingo, 14 de junho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Pintores Portugueses : Nadir Afonso
Pintor e arquitecto português. Nasceu em Chaves em 1920. A música é de George Shearing.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
"A professora mais espectacular!"
Segundo noticia a edição online do jornal Público, "dezenas de alunos da Escola EB 2/3 Sá Couto de Espinho descrevem a docente, que foi suspensa devido à acusação de manter conversas impróprias nas aulas, como "a professora mais espectacular na escola"."
Posto isto, e tratando-se de uma professora que lecciona no 3º ciclo ( do 7º ao 9º ano), peço a atenção para um... pequeno pormenor, nomeadamente em relação aos alunos entrevistados que defendem o "espectáculo de professora" que têm, as idades dos mesmos situam-se entre os 18 e os 19 anos!
Para começar é de imediato evidente, que estes alunos devem frequentar as aulas por vários motivos, mas ou muito me engano, o estudo e o conhecimento das matérias oficiais leccionadas pela sra. professora, não fazem parte desse potencial conjunto de motivos. Tendo em consideração que o escalão etário do 3º ciclo, abarcará por regra, alunos que vão dos 12 aos 15/16 anos...
Para terminar, acrescentaria que fiquei incomodado com a falta de "profissionalismo" e de aptidão pedagógica patenteada por esta professora de Espinho na medida em que, enquanto pai e também formador, não posso tolerar tão baixo nível de competências humanas e pedagógicas naquela que é considerada uma actividade de grande prestígio humano: a formação e o ensino!
Este episódio da escola de Espinho(que não será caso isolado, como tem vindo a ser comprovado) só vem demonstrar que, no que concerne a Educação, penso que apesar de todas as reformas que têm sido levadas a cabo nos últimos anos, as mesmas não têm trazido uma significativa melhoria na qualidade do nosso Ensino. Não atribuo toda a culpa à classe dos professores, obviamente! Penso é que, os mais altos responsáveis pelos nossos desígnios, não têm conseguido atingir e perceber a dinâmica social dos nossos tempos. Mais do que formar-se cidadãos, aquilo que se está a fazer (tirando as devidas excepções, como é normal) é formar pura e simplesmente meros consumidores, hipotecando dessa forma o futuro de qualquer País.
A terminar, do ponto de vista psicológico, a problemática também deverá ser analisada, isto porque alguns profissionais não sabendo gerir o seu lado emocional derivado a um conjunto de pressões e acima de tudo frustrações, transformam-se em seres "recalcados" e descontrolados, não contribuindo em nada para aquilo a que muitos designam de "bem-estar social"!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Sorte de Varas não passa!
"A Assembleia Legislativa dos Açores rejeitou hoje, por maioria, o diploma que visava a introdução das corridas de touros picadas no arquipélago." in DN de hoje.
Felizmente, apesar de ter sido renhida a votação, esta «medieval proposta» não colheu no fim o objectivo de ver legalizada o triste espectáculo das ditas corridas de Sorte de Varas que em pleno século XXI, algumas mentes brilhantes consideram importantes preservar naquilo que é a lógica da dita "tradição cultural portuguesa" (açoreana no caso).
Votação:
Não- 28
Sim- 26
Abstenções - 2
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Nenhum homem (Banco) ficará para trás!

Mais um ferido grave no pelotão da Banca nacional! Agora foi o Finantia (não conhecia este "soldado"). Felizmente que temos José Sócrates, com a sua "Delta Force" (CGD) para salvar o dia!
O pequeno portugal dos GRANDES CENTROS COMERCIAIS
"Aberto a partir desta quinta-feira, o novo espaço comercial (...) vai receber o público com cerca de 90% das lojas abertas. A afluência em massa à inauguração do espaço deve-se ao facto de uma loja de informática estar a oferecer vales de 100 euros aos primeiros 100 visitantes.
O centro comercial da Amadora pode vir a gerar cinco mil postos de trabalho directos e dez mil indirectos num aglomerado de 300 lojas, 11 salas de cinema e um hipermercado numa área total de 122 mil metros quadrados."
Curiosamente a indústria dos Centros Comerciais em Portugal é das únicas que está a passar ao lado da crise. Muito mais perto dela está o pequeno comércio que vai morrendo aos poucos.
Este é, sem dúvida, mais um devaneio de um país extremamente terceirizado pelas grandes corporações, as quais encontram em Portugal terreno fértil para se desenvolverem, sempre, mas sempre com a ajudinha do Estado, esse péssimo "agricultor"! Os nossos sectores primários e secundários estão desaparecendo a um ritmo alucinante, mas mesmo assim e apesar de tudo ainda temos a veleidade de nos tornarmos num país rico e desenvolvido. Como é que isso pode acontecer se a nossa agricultura, a nossa indústria ou as nossas pescas são ridiculamente escassas?
Fonte: Fábrica de Conteúdos
sábado, 2 de maio de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
E porque hoje é dia da Revolução dos Cravos...
Continuando ainda dentro do "espírito de Abril", deixo-vos aqui este excelente arranjo musical para a música de José Mário Branco, de nome Inquietação!
25 de Abril de 1974, grande momento histórico da nação portuguesa!
domingo, 19 de abril de 2009
O equívoco de Cavaco Silva

Cavaco Silva, afirmou recentemente que "Empresários, banqueiros e gestores submissos em relação a ministros e secretários de Estado pouco contribuem" para resolver a crise.
Ora, aquilo que na realidade o nosso estimado presidente deveria ter dito era o seguinte, "Ministros, secretários de estado, autarcas e a classe política em geral submissos em relação aos grandes grupos económicos e à banca pouco contribuem" para resolver a crise.
O Presidente da República deste modo apelou à autonomia face ao poder político, quando deveria ter apelado à autonomia face ao poder económico. Que a classe política mundial tem sérias responsabilidades na actual crise, isso é um dado mais do que evidente, agora que a ânsia do lucro a qualquer preço levada a cabo pelos grandes grupos económicos e sector da banca são a essência de toda a crise, isso também parece-me demasiado óbvio.
Existem, por certo, casos onde a preocupação de Cavaco Silva tem a sua devida sustentação, mas analisando a situação num campo muito mais abrangente a afirmação do Presidente da República, demonstra uma visão de muito pouca profundidade e de certa forma um paradoxo perante aquilo que foi o comportamento de toda a grande classe empresarial até muito recentemente, e aí não cheguei a ouvir uma única afirmação do senhor Cavaco Silva alertando para aquilo que se estava então a passar no mundo político / económico. Mas sei bem o porquê de tal: caso contrário não conseguiria ter sido eleito!
sábado, 18 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Pintores Portugueses : Vieira da Silva
Esta é uma nova rubrica, que essencialmente pretende divulgar um pouco mais da Pintura portuguesa, servindo também o propósito de podermos divagar um pouco pelas obras dos artistas em destaque acompanhados de pequenos excertos musicais.
Os créditos deste trabalho vão inteirinhos para Jomarvaz, autor destas composições.
Para inaugurar esta nossa nova "galeria", deixo-vos com uma amostra do trabalho de Vieira da Silva.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Mais um "santinho" absolvido em Corruptugal
"O Tribunal do Marco de Canaveses absolveu esta tarde o ex-presidente da câmara local, Avelino Ferreira Torres, que estava acusado de quatro crimes que o Ministério Público considerou provados: corrupção, peculato de uso, abuso de poder e extorsão.
À saída da sala de audiências, Ferreira Torres foi abraçado por amigos antes de lançar críticas aos jornalistas. 'Ando a ser condenado pela comunicação social há mais de 20 anos. Hoje, afinal fez-se justiça. Gostava que assumissem que foram enganados por vigaristas que dão cabritos a toda a gente, mas eu não dou. Sejam sérios de uma vez por todas. Ou hoje pelo menos!', exclamou, visivelmente irritado.
O Ministério Público tinha pedido pena de prisão, que não quantificou, para o ex- autarca do Marco de Canaveses. Não se sabe ainda se o MP vai recorrer da sentença.
O Ministério Público tinha pedido pena de prisão, que não quantificou, para o ex- autarca do Marco de Canaveses. Não se sabe ainda se o MP vai recorrer da sentença."
Não há esperança para este país enquanto episódios lamentáveis como este continuarem a acontecer! A decisão deste "tribubananal" peca de várias formas.
A primeira prende-se com o facto do Ministério Público já ter considerado provados os crimes de corrupção, peculato de uso, abuso de poder e extorsão. Aquela rábula dos Gato Fedorento sobre o Major Valentintin aplica-se aqui que nem uma luva, quando o Capitão Ad Hoc diz para o Fernando Pessoa: "Só temos as escutas, os depoimentos das testemunhas e os documentos que comprovam tudo sem margem para qualquer dúvida! Como é que se condena um homem assim?!!".
A segunda tem a ver com o facto já sobejamente consabido de que a culpa, em Portugal, morre quase sempre solteira, isto sempre que falamos de crimes de colarinho branco.
A terceira tem a ver com a falta de justiça e de punição para com uma figura intragável, execrável e odiosa como este tipo.
A quarta, e última, prende-se com o facto de decisões ridículas e patéticas como esta provocarem uma sensação de impunidade e, talvez, de motivação extra para os Avelinos Ferreiras Torres deste país continuarem o saque.
Fonte: Correio da Manhã
terça-feira, 24 de março de 2009
Grupo activista lança jornal fictício
Um grupo anti-neoliberal alemão publicou uma edição falsa de um dos principais jornais do país. Edição era igual na forma, mas o conteúdo...O Die Zeit do fim-de-semana passado era igual em tudo à edição habitual. Em tudo, excepto nas notícias.
É que o Die Zeit "falsificado", do qual chegaram a circular perto de 150 mil cópias, dava conta da dissolução da NATO e descrevia o princípio de uma nova era, com a nacionalização dos bancos e a igualdade entre os G20 (os países mais ricos do mundo) e os países subdesenvolvidos.
O jornal noticiava ainda a responsabilização a nível mundial dos países poluentes.
"Escrevemos sobre as notícias que gostaríamos de ler, sobre mudanças concretas que são possíveis e realistas", disse um membro do grupo, citado pelo jornal Público.
in http://www.observatoriodoalgarve.com
Na minha opinião, acho que alguma comunicação social popularucha do nosso país, necessitava de acções do género, com o objectivo de demonstrar o desagrado que a população portuguesa sobre a forma como são escritas as notícias e toda a desinformação e contra-informação que é feita, bem como algum jornalismo de baixo nível que não podemos que seja generalizada a opinião que a comunicação social diz o que quer e fica impune. Obviamente que sou a favor da liberdade de opinião e de expressão, mas para tudo existe limites, não acham...?!!!
quinta-feira, 5 de março de 2009
Maria Elisa dixit...
"A minha saída do Parlamento foi injusta. Pensei que pudesse juntar o meu ordenado de deputada ao da RTP. Dava ainda aulas numa universidade pública. Nunca mais voltei a recuperar financeiramente"
Palavras para quê!?
Não sei se foi sinceridade da parte da senhora "Jornalista-ex-deputada-ex-professora" ou burrice mesmo. A minha convicção é que foi mesmo a segunda. Mas isso também não invalida que ela seja mais uma chica-esperta como a esmagadora maioria dos nossos políticos.
Esta senhora, provavelmente, nunca foi inscrever-se no fundo de desemprego, nunca passou dias e dias a enviar currículos por e-mail sem receber respostas, nunca entregou currículos em mão e teve de levar com redondos nãos, nunca teve de contactar conhecidos para lhe arranjarem trabalho e grande parte deles virarem-lhe as costas, nunca teve de baixar a fasquia e procurar trabalhos menos condizentes com as suas habilitações. Sinceramente, não me parece que esta senhora tenha alguma vez passado por tudo isto.
Mesmo que não estivéssemos a passar por uma crise, esta declaração seria, no mínimo, obscena. Mas no actual contexto a mesma reveste-se de um sentido extremamente ofensivo para a grande maioria dos portugueses que passam momentos difíceis.
Se ganhava assim tão bem, porque é que não soube gerir melhor o dinheiro? Depressa vem, depressa vai. É o que geralmente acontece com os sinecuristas como ela. Quanto mais ganham mais gastam.
Até me faz lembrar aquele anúncio de uma conhecida cadeia de hipermercados: "É por isto que vou ao ......". Mas no caso da Maria Elisa é por isto que ela foi ao Parlamento.
Fonte: Revista Sábado n.º253 citando entrevista de Maria Elisa à TV Guia

